Monday, April 28, 2014

Da nossa nova vida (1)

- Mãe, hoje vem alguém jantar cá a casa?


As crianças habituam-se depressa ao que é bom. E ter amigos em casa é sempre bom.

Labels: ,

Da nossa nova vida (1)

- Mãe, hoje vem alguém jantar cá a casa?


As crianças habituam-se depressa ao que é bom. E ter amigos em casa é sempre bom.

Labels: ,

Sunday, April 27, 2014

Liberdade

Os miúdos a jogar à bola no terraço do prédio com os vizinhos. Foi a primeira vez que ficaram lá sozinhos. Espreito-os da janela da cozinha. Ouço as suas gargalhadas e as parvoíces que dizem uns aos outros. Estão tão crescidos. E tão felizes.

Labels:

Liberdade

Os miúdos a jogar à bola no terraço do prédio com os vizinhos. Foi a primeira vez que ficaram lá sozinhos. Espreito-os da janela da cozinha. Ouço as suas gargalhadas e as parvoíces que dizem uns aos outros. Estão tão crescidos. E tão felizes.

Labels:

Friday, April 25, 2014

Sempre

Sempre

25 de abril


Ilustração de André Letria e Ricardo Henriques, para o Felicidário.


E nós vamos grandolar pela avenida.

Labels: ,

25 de abril


Ilustração de André Letria e Ricardo Henriques, para o Felicidário.


E nós vamos grandolar pela avenida.

Labels: ,

Thursday, April 24, 2014

Depois de tudo ainda ser feliz




Marisa Monte, 'Bem que se quis' (1989)

Labels: ,

Depois de tudo ainda ser feliz




Marisa Monte, 'Bem que se quis' (1989)

Labels: ,

O meu Jorge

Conheci o Jorge há dez anos.


O António tinha nascido há pouco tempo e o meu cabelo estava uma lástima, fraquinho, a cair-me por todo o lado. Não bastavam os quilos, as hormonas, o desvario daqueles primeiros meses, ainda havia o cabelo que tinha de andar sempre apanhado para não me atrapalhar as mudas das fraldas e essas coisas todas que as mães fazem de cabeça inclinada e para o puto, com as suas mãos pequeninas, não estar sempre a puxar-me os cabelos. Então, uma tarde, entre mamadas (sim, gozem à vontade com a Carolina Patrocínio mas este é realmente o nome da coisa, por isso sosseguem lá a vossa cabecinha porca), a Isabel levou-me a conhecer o Jorge. Vais adorá-lo, garantiu.


Curtinho, disse-lhe eu. Muito curtinho. O Jorge perguntou "tem a certeza?", depois atou-me o cabelo num rabo de cavalo e cortou com a tesoura, e, olhando para a minha cara só para garantir que eu não me tinha arrependido, desatou a escortinhar com habilidade. Saí de lá como nova. (e esta foi a última vez que cortei o cabelo assim tão curto)


Desde então, o Jorge é o meu cabeleireiro. Meu e da Isabel e de mais umas quantas amigas, que nós somos assim, gostamos de partilhar as coisas boas da vida umas com as outras. Quando falamos, não dizemos que vamos ao cabeleireiro, dizemos que vamos ao Jorge, o que é bem diferente. Mesmo eu, que não sou uma grande cliente. Vou lá duas, no máximo três, vezes por ano, quando quero cortar. Não pinto, não faço madeixas, não estico nem faço caracóis. Corto umas vezes mais e outras vezes menos. Normalmente, digo: faça como quiser. Fecho os olhos e deixo-me ir, enquanto ele me faz massagens na cabeça e cuida de mim, e eu fico só a ouvir a música e a desfrutar. E mesmo ao fim deste anos todos e de me perguntar pelos filhos e pelo trabalho e de falarmos do nosso Alentejo, o Jorge sabe manter esse equilíbrio entre os momentos em que conversamos e os momentos em que ficamos em silêncio. Há pessoas para quem será diferente, mas para mim, que venho de uma terra pequena onde os salões das cabeleireiras são autênticos ninhos de fofocas, cheios de mulheres linguarudas, poder ir ali, entregar-me nas mãos de alguém que me conhece, alguém de quem gosto e em quem confio mas com quem não tenho que comentar a vida de toda a gente, é muito, muito importante.


Tenho seguido o Jorge pelos vários salões onde andou e esta semana fui visitá-lo no seu espaço novo, um sítio pequeno, só dele, sem manias de grandeza, mas com toda a simpatia. E talento.


O MetroStudio by JL fica da rua dos Sapateiros, 168. O telefone é 213420418.

Labels: ,

O meu Jorge

Conheci o Jorge há dez anos.


O António tinha nascido há pouco tempo e o meu cabelo estava uma lástima, fraquinho, a cair-me por todo o lado. Não bastavam os quilos, as hormonas, o desvario daqueles primeiros meses, ainda havia o cabelo que tinha de andar sempre apanhado para não me atrapalhar as mudas das fraldas e essas coisas todas que as mães fazem de cabeça inclinada e para o puto, com as suas mãos pequeninas, não estar sempre a puxar-me os cabelos. Então, uma tarde, entre mamadas (sim, gozem à vontade com a Carolina Patrocínio mas este é realmente o nome da coisa, por isso sosseguem lá a vossa cabecinha porca), a Isabel levou-me a conhecer o Jorge. Vais adorá-lo, garantiu.


Curtinho, disse-lhe eu. Muito curtinho. O Jorge perguntou "tem a certeza?", depois atou-me o cabelo num rabo de cavalo e cortou com a tesoura, e, olhando para a minha cara só para garantir que eu não me tinha arrependido, desatou a escortinhar com habilidade. Saí de lá como nova. (e esta foi a última vez que cortei o cabelo assim tão curto)


Desde então, o Jorge é o meu cabeleireiro. Meu e da Isabel e de mais umas quantas amigas, que nós somos assim, gostamos de partilhar as coisas boas da vida umas com as outras. Quando falamos, não dizemos que vamos ao cabeleireiro, dizemos que vamos ao Jorge, o que é bem diferente. Mesmo eu, que não sou uma grande cliente. Vou lá duas, no máximo três, vezes por ano, quando quero cortar. Não pinto, não faço madeixas, não estico nem faço caracóis. Corto umas vezes mais e outras vezes menos. Normalmente, digo: faça como quiser. Fecho os olhos e deixo-me ir, enquanto ele me faz massagens na cabeça e cuida de mim, e eu fico só a ouvir a música e a desfrutar. E mesmo ao fim deste anos todos e de me perguntar pelos filhos e pelo trabalho e de falarmos do nosso Alentejo, o Jorge sabe manter esse equilíbrio entre os momentos em que conversamos e os momentos em que ficamos em silêncio. Há pessoas para quem será diferente, mas para mim, que venho de uma terra pequena onde os salões das cabeleireiras são autênticos ninhos de fofocas, cheios de mulheres linguarudas, poder ir ali, entregar-me nas mãos de alguém que me conhece, alguém de quem gosto e em quem confio mas com quem não tenho que comentar a vida de toda a gente, é muito, muito importante.


Tenho seguido o Jorge pelos vários salões onde andou e esta semana fui visitá-lo no seu espaço novo, um sítio pequeno, só dele, sem manias de grandeza, mas com toda a simpatia. E talento.


O MetroStudio by JL fica da rua dos Sapateiros, 168. O telefone é 213420418.

Labels: ,

Wednesday, April 23, 2014

Da falta que um homem faz (4)

Conversar. Perguntar como foi o teu dia. Contar o meu dia. Comentar coisas sem importância. Falar da chuva. Dizer mal do governo. Criticar os chefes. Contar as novidades. Falar por falar. Dizer em voz alta o que me vai no pensamento. Posso dizê-lo às crianças mas não é a mesma coisa. E, depois, às nove e meia da noite calo-me. E assim fico.


Conversar. É das coisas que me faz mais falta.

Labels: ,

Da falta que um homem faz (4)

Conversar. Perguntar como foi o teu dia. Contar o meu dia. Comentar coisas sem importância. Falar da chuva. Dizer mal do governo. Criticar os chefes. Contar as novidades. Falar por falar. Dizer em voz alta o que me vai no pensamento. Posso dizê-lo às crianças mas não é a mesma coisa. E, depois, às nove e meia da noite calo-me. E assim fico.


Conversar. É das coisas que me faz mais falta.

Labels: ,

Tuesday, April 22, 2014

A vida está cheia de ironias

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."


 


Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade

Labels: ,

A vida está cheia de ironias

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."


 


Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade

Labels: ,

Das coisas que me enervam

Nos preparativos para o baptismo, a catequista avisa que o António deve levar roupa clara e pede por favor para ele não usar ténis.


Porquê? O que é que deus tem contra as crianças de dez anos que usam ténis? O que é que isso interessa? Porque é que a igreja insiste em deter-se nos detalhes em vez de dar importância ao que é realmente importante?

Labels: ,

Das coisas que me enervam

Nos preparativos para o baptismo, a catequista avisa que o António deve levar roupa clara e pede por favor para ele não usar ténis.


Porquê? O que é que deus tem contra as crianças de dez anos que usam ténis? O que é que isso interessa? Porque é que a igreja insiste em deter-se nos detalhes em vez de dar importância ao que é realmente importante?

Labels: ,

Monday, April 21, 2014

Começou


Solução de crise: uma caderneta para dois (bom, na verdade, para três, que eu também me divirto com isto). O que tanto dá situações de extrema ternura entre irmãos como discussões exaltadas, com lágrimas e tudo, sobre quem é que vai colar os cromos brilhantes que, sabe-se lá porquê, são os mais apetecidos. 


 


PS - o António ainda não decidiu qual a selecção que vai apoiar, parece que desta vez está indeciso entre a Espanha e a Argentina. portanto, não só consegui a proeza de ter um filho do sporting como, mesmo tendo-o levado duas vezes ao estádio para gritarmos por Portugal, ainda não consegui convencê-lo a gostar mais da nossa selecção. tal como aconteceu há dois anos (aqui, aqui e aqui) e há quatro anos. ao menos não posso acusá-lo de ser um vira-casacas.

Labels: ,

Começou


Solução de crise: uma caderneta para dois (bom, na verdade, para três, que eu também me divirto com isto). O que tanto dá situações de extrema ternura entre irmãos como discussões exaltadas, com lágrimas e tudo, sobre quem é que vai colar os cromos brilhantes que, sabe-se lá porquê, são os mais apetecidos. 


 


PS - o António ainda não decidiu qual a selecção que vai apoiar, parece que desta vez está indeciso entre a Espanha e a Argentina. portanto, não só consegui a proeza de ter um filho do sporting como, mesmo tendo-o levado duas vezes ao estádio para gritarmos por Portugal, ainda não consegui convencê-lo a gostar mais da nossa selecção. tal como aconteceu há dois anos (aqui, aqui e aqui) e há quatro anos. ao menos não posso acusá-lo de ser um vira-casacas.

Labels: ,

A festa

Foi bonita, até mesmo para uma benfiquista pouco convicta como eu. Foi bonita a alegria e ver tanta gente diferente junta de vermelho e cantarmos todos o hino (eu só sei o refrão, mas não faz mal), com os cachecóis ao alto e as vozes em uníssono. Comovente até. Dispensava-se a cerveja por todo o lado e as cenas tristes que daí advêm, mas não se pode ter tudo. O Benfica é campeão e por momentos só isso importou.


O que eu queria hoje era saber quem foram aqueles dois que escalaram a estátua do marquês até mesmo lá a cima enquanto a malta cá em baixo batia palmas e continha a respiração. Mesmo percebendo que eles sabiam o que estavam a fazer e que tinham equipamento e tudo o mais, juro que temi o pior. Foi um belo acto de coragem. Se conhecesse algum jornalista pedia-lhe para contar a sua história.



Foto da Global Imagens. Há mais imagens aqui.

 E agora vamos lá tratar de arranjar uma caderneta do mundial.

Labels:

A festa

Foi bonita, até mesmo para uma benfiquista pouco convicta como eu. Foi bonita a alegria e ver tanta gente diferente junta de vermelho e cantarmos todos o hino (eu só sei o refrão, mas não faz mal), com os cachecóis ao alto e as vozes em uníssono. Comovente até. Dispensava-se a cerveja por todo o lado e as cenas tristes que daí advêm, mas não se pode ter tudo. O Benfica é campeão e por momentos só isso importou.


O que eu queria hoje era saber quem foram aqueles dois que escalaram a estátua do marquês até mesmo lá a cima enquanto a malta cá em baixo batia palmas e continha a respiração. Mesmo percebendo que eles sabiam o que estavam a fazer e que tinham equipamento e tudo o mais, juro que temi o pior. Foi um belo acto de coragem. Se conhecesse algum jornalista pedia-lhe para contar a sua história.



Foto da Global Imagens. Há mais imagens aqui.

 E agora vamos lá tratar de arranjar uma caderneta do mundial.

Labels:

Saturday, April 19, 2014

A páscoa é quando uma mulher quiser

Inaugurámos a época dos piqueniques. E das fotografias a pés descalços. E de baloiçar na rede. Comemos amêndoas. Comemos muito de muitas coisas. Convidámos amigos. Visitámos amigos. Conhecemos o Mojito. Fomos ao Alentejo. Matámos saudades. Estivemos em família. Passeámos a Hope. Comemos o borrego do domingo na quinta-feira porque nos dava mais jeito. Cantámos na missa. Fizemos planos. Fizemos mousse de chocolate. Os miúdos brincaram ao ar livre e sujaram-se e divertiram-se. Eu sentei-me ao sol e conversei. Comemos mais um bocadinho. Demos abraços. Esquecemos as preocupações.






 




Ainda nem sequer é sábado e a nossa páscoa já acabou. E foi bem boa.


Labels: , ,

A páscoa é quando uma mulher quiser

Inaugurámos a época dos piqueniques. E das fotografias a pés descalços. E de baloiçar na rede. Comemos amêndoas. Comemos muito de muitas coisas. Convidámos amigos. Visitámos amigos. Conhecemos o Mojito. Fomos ao Alentejo. Matámos saudades. Estivemos em família. Passeámos a Hope. Comemos o borrego do domingo na quinta-feira porque nos dava mais jeito. Cantámos na missa. Fizemos planos. Fizemos mousse de chocolate. Os miúdos brincaram ao ar livre e sujaram-se e divertiram-se. Eu sentei-me ao sol e conversei. Comemos mais um bocadinho. Demos abraços. Esquecemos as preocupações.






 




Ainda nem sequer é sábado e a nossa páscoa já acabou. E foi bem boa.


Labels: , ,

Tuesday, April 15, 2014

Vamos bater lata

No sábado à noite fomos ver os Stomp, ao CCB. Eu já os tinha visto há uns anos e expliquei-lhes mais ou menos como era o espectáculo, mas nada os poderia preparar para aquilo. Quando os intérpretes começaram a fazer música com as vassouras e depois a bater com as mãos no corpo, o rosto dos rapazes iluminou-se de espanto e maravilhamento. Foi fantástico. Os artistas têm uma energia fabulosa em palco e são muito divertidos. Delirámos, todos. E agora, meia volta, tenho os meus filhos a bater nas caixas e a estalar os dedos armados em mini-stomp.


Por outro lado, ontem fomos ao cinema ver o 'Rio 2' e foi uma verdadeira desilusão. O Pedro, que até costuma ficar bastante atento mesmo quando não percebe os enredos, desligou completamente do filme. O António viu tudo mas sem grande comoção. E eu passei o tempo a lutar para não fechar os olhos. Claro que o facto de as vozes serem interpretadas por actores portugueses mas a imitar o sotaque brasileiro me pareceu absolutamente ridículo. Não me lembrava de no primeiro filme ser assim. Que coisa enervante. Mais valia terem comprado a verdadeira versão brasileira, não? Isso e aquele ambiente tropical-turístico a piscar o olho ao mundial de futebol e sempre com uma cuíca por trás só me fez lembrar o sempre contente Zé Carioca, recordam-se?



 E as férias continuam.

Labels: , , , ,

Vamos bater lata

No sábado à noite fomos ver os Stomp, ao CCB. Eu já os tinha visto há uns anos e expliquei-lhes mais ou menos como era o espectáculo, mas nada os poderia preparar para aquilo. Quando os intérpretes começaram a fazer música com as vassouras e depois a bater com as mãos no corpo, o rosto dos rapazes iluminou-se de espanto e maravilhamento. Foi fantástico. Os artistas têm uma energia fabulosa em palco e são muito divertidos. Delirámos, todos. E agora, meia volta, tenho os meus filhos a bater nas caixas e a estalar os dedos armados em mini-stomp.


Por outro lado, ontem fomos ao cinema ver o 'Rio 2' e foi uma verdadeira desilusão. O Pedro, que até costuma ficar bastante atento mesmo quando não percebe os enredos, desligou completamente do filme. O António viu tudo mas sem grande comoção. E eu passei o tempo a lutar para não fechar os olhos. Claro que o facto de as vozes serem interpretadas por actores portugueses mas a imitar o sotaque brasileiro me pareceu absolutamente ridículo. Não me lembrava de no primeiro filme ser assim. Que coisa enervante. Mais valia terem comprado a verdadeira versão brasileira, não? Isso e aquele ambiente tropical-turístico a piscar o olho ao mundial de futebol e sempre com uma cuíca por trás só me fez lembrar o sempre contente Zé Carioca, recordam-se?



 E as férias continuam.

Labels: , , , ,

Monday, April 14, 2014

A Gata errou

Diz que afinal estas fotografias foram tiradas pelo meu cunhadinho. É o que dá ter tantos fotógrafos bons na família.

Labels: ,

A Gata errou

Diz que afinal estas fotografias foram tiradas pelo meu cunhadinho. É o que dá ter tantos fotógrafos bons na família.

Labels: ,

Sunday, April 13, 2014

Panquecas & amigos

 Convidámos uma amiga para vir tomar o pequeno-almoço cá em casa, ou, como se diz agora, um brunch. As panquecas ficaram um bocadinho desconchavadas (e não se parecem nada com as panquecas dos blogues-fazemos-comida-tão-bonita-e-saudável-e-tiramos-fotografias-lindas-e-tudo-e-tudo) mas garanto-vos que estavam bem boas. A condizer com o doce de morango caseiro que ela nos trouxe, assim como os bolos pascais com sabor a erva doce e a Alentejo. A condizer com as conversas intermináveis e os planos para as férias. Recebemo-la de pijama e ficámos à mesa até quase às três da tarde. Foi perfeito. Gostei tanto que acho que, em vez de marcar jantares, vou começar a convidar os amigos para cá virem de manhã. O que vos parece?

Labels: ,

Panquecas & amigos

 Convidámos uma amiga para vir tomar o pequeno-almoço cá em casa, ou, como se diz agora, um brunch. As panquecas ficaram um bocadinho desconchavadas (e não se parecem nada com as panquecas dos blogues-fazemos-comida-tão-bonita-e-saudável-e-tiramos-fotografias-lindas-e-tudo-e-tudo) mas garanto-vos que estavam bem boas. A condizer com o doce de morango caseiro que ela nos trouxe, assim como os bolos pascais com sabor a erva doce e a Alentejo. A condizer com as conversas intermináveis e os planos para as férias. Recebemo-la de pijama e ficámos à mesa até quase às três da tarde. Foi perfeito. Gostei tanto que acho que, em vez de marcar jantares, vou começar a convidar os amigos para cá virem de manhã. O que vos parece?

Labels: ,

Friday, April 11, 2014

Um livro sobre nós

"É tão certo como dois e dois serem quatro, como a noite vir a seguir ao dia, como o Natal ser a 25 de dezembro. Mãe que é mãe sente culpa. Culpa do que fez e do que não fez e podia ter feito. Culpa com fundamento e sem fundamento. Culpa por ter gritado, por ter chegado demasiado tarde a casa, culpa por aquela palmada, culpa por não ter lido a história para o filho adormecer, culpa porque perdeu as estribeiras quando ajudava os miúdos com os trabalhos de casa, culpa porque discutiu com o marido à frente das crianças, culpa por aquela perna partida do mais novo que aconteceu quando nem sequer estava presente (mas devia ter estado presente, claro, se estivesse presente a perna estava inteirinha, logo a culpa é só sua!) Culpa, culpa, culpa. Porque é que somos tão duras connosco? Porque é que achamos que tudo é da nossa responsabilidade? Para quê insistir em sermos perfeitas quando a perfeição não existe?"



Vem aí o novo livro da minha querida Sónia Morais Santos. E tenho cá um pressentimento que me vai ser muito útil.

'A Culpa Não é Sempre da Mãe' é editado pela Esfera dos Livros e vai estar à venda a partir de dia 17.

Labels: ,

Um livro sobre nós

"É tão certo como dois e dois serem quatro, como a noite vir a seguir ao dia, como o Natal ser a 25 de dezembro. Mãe que é mãe sente culpa. Culpa do que fez e do que não fez e podia ter feito. Culpa com fundamento e sem fundamento. Culpa por ter gritado, por ter chegado demasiado tarde a casa, culpa por aquela palmada, culpa por não ter lido a história para o filho adormecer, culpa porque perdeu as estribeiras quando ajudava os miúdos com os trabalhos de casa, culpa porque discutiu com o marido à frente das crianças, culpa por aquela perna partida do mais novo que aconteceu quando nem sequer estava presente (mas devia ter estado presente, claro, se estivesse presente a perna estava inteirinha, logo a culpa é só sua!) Culpa, culpa, culpa. Porque é que somos tão duras connosco? Porque é que achamos que tudo é da nossa responsabilidade? Para quê insistir em sermos perfeitas quando a perfeição não existe?"



Vem aí o novo livro da minha querida Sónia Morais Santos. E tenho cá um pressentimento que me vai ser muito útil.

'A Culpa Não é Sempre da Mãe' é editado pela Esfera dos Livros e vai estar à venda a partir de dia 17.

Labels: ,

Thursday, April 10, 2014

Uma miúda

 





Andava à procura de umas coisas antigas nos álbuns e não consegui resistir a estas fotografias tiradas pelo pai em agosto de 1997. Um dia de festa. Toda a gente feliz. Lembro-me que tomei decisões importantes neste dia. É tão engraçado olhar para aqui e encontrar aquela miúda que eu era.

Labels: ,

Uma miúda

 





Andava à procura de umas coisas antigas nos álbuns e não consegui resistir a estas fotografias tiradas pelo pai em agosto de 1997. Um dia de festa. Toda a gente feliz. Lembro-me que tomei decisões importantes neste dia. É tão engraçado olhar para aqui e encontrar aquela miúda que eu era.

Labels: ,

Nome de guerra








(Baby Blues)



Labels: , ,

Nome de guerra








(Baby Blues)



Labels: , ,

Tuesday, April 08, 2014

Nós também somos igreja

Não sou baptizada. Não sou católica. Não gosto de quase nada do que se passa e diz na igreja. Tenho grandes dúvidas sobre a existência de deus. E, no entanto, aqui estamos. Após dois anos de catequese e missa, o António vai receber os seus sacramentos, três de uma vez. Perante a incompreensão de parte da família e amigos que meia voltam me perguntam: porquê?


A verdade é que passamos a vida a tentar fazer o melhor pelos nossos filhos e, do meu ponto de vista, isso passa por dar-lhes ferramentas para o futuro. Abrir-lhes portas, como tantas vezes digo. Preocupo-me, sobretudo, por abrir-lhes aquelas portas que eu sei que eles terão mais dificuldade em abrir sozinhos. Por isso é que digo tantas vezes que não me esforço minimamente para lhes ensinar coisas sobre informática ou tecnologia, não lhes ofereço consolas nem ligo a televisão - para isso eles não precisam de mim. Mas precisam de mim para os levar em viagens. Ou para os ajudar a ler um livro. Ou para lhes mostrar a beleza de uma obra de arte. Ou para os ensinar a ficar quietos e atentos durante um espectáculo. Tento que a sua educação seja diversificada, que tenham experiências e sensações diferentes para que possam ir descobrindo aquilo que lhes dá mais prazer, aquilo que mais os interessa, seja a matemática ou o futebol, uma tarde de brincadeira com os amigos, um passeio no campo, estudar geografia ou fazer um bolo, visitar os tios ou ficar no sofá.


Abrir-lhes portas. E deixá-los fazer as suas escolhas.


E foi neste caminhada que me apercebi que, ao afastá-los da religião, não estava a dar-lhes opção. Muitas pessoas dizem: não lhes vou impor religião, eles hão de escolher. Concordo. Foi o que fizeram comigo e eu acho que isso é o correcto. Mas os tempos de hoje não são iguais aos meus tempos. E eu senti não estava sequer a dar-lhes oportunidade para que fizessem essa escolha. Pelo contrário. Estava a fechar esta porta. Os meus filhos nunca tinham assistido a uma missa, não faziam ideia para que servia uma igreja, ninguém lhes falava de deus ou da fé. Achei que estava a falhar aqui. E como não me senti preparada para ser eu a fazê-lo, fiz como faço com a música ou a natação, arranjei alguém que o fizesse por mim. O António teve aulas de religião e moral na escola, durante dois anos, mas percebi que aquilo não estava a adiantar nada e decidi então pô-lo na catequese e passámos a ir todos à missa ao sábado.


Para já, trata-se de uma questão de formação. Aprender o que é a Bíblia, quem foi Jesus, o que é a Páscoa, que o Natal não são só presentes. Aprender as orações, os rituais, o que significa a comunhão, o que fazem aquelas pessoas ali juntas todas as semanas. Saber rezar o pai nosso não faz mal a ninguém. Assim como ser baptizado também não o prejudica nem o impede de tomar opções diferentes no futuro. Pela minha parte, concentro-me nas lições de humanismo que são o que mais me cativa na religião - perceber qual a melhor maneira de vivermos uns com os outros, não fazer aos outros o que não queremos para nós, ajudar quem precisa, distinguir o bem do mal. No fundo, aquilo que já lhes ensinava mas agora com outro enquadramento. E procuro também ensinar-lhes a tolerância. Falo-lhes das outras religiões, explico-lhes que há pessoas que acreditam em coisas diferentes ou que não acreditam. Às vezes o António faz umas perguntas difíceis para quem, como eu, não acredita. Tento sempre não impor-lhe a minha visão. É um desafio enorme, este. Tenho vontade de dizer, claro que Jesus não ressuscitou, que parvoíce tão grande. Em vez disso, faço um desvio na conversa e falo-lhe dos romanos e dos cristãos e de como não devemos criticar quem pensa de maneira diferente.


Daqui para a frente se verá. À medida que o António crescer fará o seu caminho, como quiser. Irá ou não irá à igreja. Fará a sua escolha. Tal como combinámos, a obrigação de ir à catequese termina no final deste ano lectivo. Em relação à missa, como a seguir temos a caminhada do Pedro, acho que ainda vai ter que ir por mais uns tempos.


O mais importante, para mim, é que eles saibam que isto existe. Que percebam que a religião (esta ou outra) é algo muito importante para muitas pessoas. Que as une. Que as motiva a fazer melhor. E a ser melhores. É algo que influencia aquilo que somos, até mesmo quando não acreditamos. Que vão percebendo que existem coisas no mundo que estão para além do nosso entendimento e que, entre as muitas formas que existem para encontrar um sentido nisto tudo, também há esta. E que tenham as ferramentas para um dia explorar o seu lado espiritual. Caso queiram. Caso precisem. Sem preconceitos. Com naturalidade. Duvidando, criticando e pensando pela sua cabeça. Sempre. Ou que, se assim o entenderem, rejeitem a religião e digam que não lhes interessa. Mas sabendo o que estão a recusar, e não apenas porque alguém lhes disse, quando eram pequenos, que isto era uma treta.

Labels: ,

Nós também somos igreja

Não sou baptizada. Não sou católica. Não gosto de quase nada do que se passa e diz na igreja. Tenho grandes dúvidas sobre a existência de deus. E, no entanto, aqui estamos. Após dois anos de catequese e missa, o António vai receber os seus sacramentos, três de uma vez. Perante a incompreensão de parte da família e amigos que meia voltam me perguntam: porquê?


A verdade é que passamos a vida a tentar fazer o melhor pelos nossos filhos e, do meu ponto de vista, isso passa por dar-lhes ferramentas para o futuro. Abrir-lhes portas, como tantas vezes digo. Preocupo-me, sobretudo, por abrir-lhes aquelas portas que eu sei que eles terão mais dificuldade em abrir sozinhos. Por isso é que digo tantas vezes que não me esforço minimamente para lhes ensinar coisas sobre informática ou tecnologia, não lhes ofereço consolas nem ligo a televisão - para isso eles não precisam de mim. Mas precisam de mim para os levar em viagens. Ou para os ajudar a ler um livro. Ou para lhes mostrar a beleza de uma obra de arte. Ou para os ensinar a ficar quietos e atentos durante um espectáculo. Tento que a sua educação seja diversificada, que tenham experiências e sensações diferentes para que possam ir descobrindo aquilo que lhes dá mais prazer, aquilo que mais os interessa, seja a matemática ou o futebol, uma tarde de brincadeira com os amigos, um passeio no campo, estudar geografia ou fazer um bolo, visitar os tios ou ficar no sofá.


Abrir-lhes portas. E deixá-los fazer as suas escolhas.


E foi neste caminhada que me apercebi que, ao afastá-los da religião, não estava a dar-lhes opção. Muitas pessoas dizem: não lhes vou impor religião, eles hão de escolher. Concordo. Foi o que fizeram comigo e eu acho que isso é o correcto. Mas os tempos de hoje não são iguais aos meus tempos. E eu senti não estava sequer a dar-lhes oportunidade para que fizessem essa escolha. Pelo contrário. Estava a fechar esta porta. Os meus filhos nunca tinham assistido a uma missa, não faziam ideia para que servia uma igreja, ninguém lhes falava de deus ou da fé. Achei que estava a falhar aqui. E como não me senti preparada para ser eu a fazê-lo, fiz como faço com a música ou a natação, arranjei alguém que o fizesse por mim. O António teve aulas de religião e moral na escola, durante dois anos, mas percebi que aquilo não estava a adiantar nada e decidi então pô-lo na catequese e passámos a ir todos à missa ao sábado.


Para já, trata-se de uma questão de formação. Aprender o que é a Bíblia, quem foi Jesus, o que é a Páscoa, que o Natal não são só presentes. Aprender as orações, os rituais, o que significa a comunhão, o que fazem aquelas pessoas ali juntas todas as semanas. Saber rezar o pai nosso não faz mal a ninguém. Assim como ser baptizado também não o prejudica nem o impede de tomar opções diferentes no futuro. Pela minha parte, concentro-me nas lições de humanismo que são o que mais me cativa na religião - perceber qual a melhor maneira de vivermos uns com os outros, não fazer aos outros o que não queremos para nós, ajudar quem precisa, distinguir o bem do mal. No fundo, aquilo que já lhes ensinava mas agora com outro enquadramento. E procuro também ensinar-lhes a tolerância. Falo-lhes das outras religiões, explico-lhes que há pessoas que acreditam em coisas diferentes ou que não acreditam. Às vezes o António faz umas perguntas difíceis para quem, como eu, não acredita. Tento sempre não impor-lhe a minha visão. É um desafio enorme, este. Tenho vontade de dizer, claro que Jesus não ressuscitou, que parvoíce tão grande. Em vez disso, faço um desvio na conversa e falo-lhe dos romanos e dos cristãos e de como não devemos criticar quem pensa de maneira diferente.


Daqui para a frente se verá. À medida que o António crescer fará o seu caminho, como quiser. Irá ou não irá à igreja. Fará a sua escolha. Tal como combinámos, a obrigação de ir à catequese termina no final deste ano lectivo. Em relação à missa, como a seguir temos a caminhada do Pedro, acho que ainda vai ter que ir por mais uns tempos.


O mais importante, para mim, é que eles saibam que isto existe. Que percebam que a religião (esta ou outra) é algo muito importante para muitas pessoas. Que as une. Que as motiva a fazer melhor. E a ser melhores. É algo que influencia aquilo que somos, até mesmo quando não acreditamos. Que vão percebendo que existem coisas no mundo que estão para além do nosso entendimento e que, entre as muitas formas que existem para encontrar um sentido nisto tudo, também há esta. E que tenham as ferramentas para um dia explorar o seu lado espiritual. Caso queiram. Caso precisem. Sem preconceitos. Com naturalidade. Duvidando, criticando e pensando pela sua cabeça. Sempre. Ou que, se assim o entenderem, rejeitem a religião e digam que não lhes interessa. Mas sabendo o que estão a recusar, e não apenas porque alguém lhes disse, quando eram pequenos, que isto era uma treta.

Labels: ,

Aprendendo

"10 coisas que não aprendi na escola:


1.) Que a inteligência é sobrevalorizada em detrimento de outros atributos como a curiosidade ou a generosidade.


2.) Que todos temos dentro de nós todo o saber, mas poucos se dão ao trabalho de o explorar.


3.) Que o amor não existe, mas acontece.


4.) Que no essencial da nossa vida desperdiçamos um esforço tremendo em opções ridículas, sem impacto ou significado e fugimos da criação de escolhas verdadeiramente importantes para o nosso bem estar e felicidade.


5.) Que tendemos a repetir, mimetizar os comportamentos dos outros, porque nos falta a coragem de seguirmos um caminho que seja o nosso, escorados nas escolhas da maioria.


6.) Que os livros são importantes na nossa aprendizagem e desenvolvimento como cheirar uma flor, olhar o mar ou escrever uma linha de um texto sem sentido.


7.) Que a vida acaba mesmo, embora a vivamos como se fossemos viver para sempre.


8.) Que a maldade pura não existe; que a bondade pura existe; que não há nada que seja completamente mau nem completamente bom.


9.) Que uma boa noite de sono nos matiza muitas extremidades.


10.) Que é bom pecar e não fazer mal a ninguém. Que Deus é fantástico e um grande companheiro."


em novembro de 2010 por Manuel Forjaz

Labels: ,

Aprendendo

"10 coisas que não aprendi na escola:


1.) Que a inteligência é sobrevalorizada em detrimento de outros atributos como a curiosidade ou a generosidade.


2.) Que todos temos dentro de nós todo o saber, mas poucos se dão ao trabalho de o explorar.


3.) Que o amor não existe, mas acontece.


4.) Que no essencial da nossa vida desperdiçamos um esforço tremendo em opções ridículas, sem impacto ou significado e fugimos da criação de escolhas verdadeiramente importantes para o nosso bem estar e felicidade.


5.) Que tendemos a repetir, mimetizar os comportamentos dos outros, porque nos falta a coragem de seguirmos um caminho que seja o nosso, escorados nas escolhas da maioria.


6.) Que os livros são importantes na nossa aprendizagem e desenvolvimento como cheirar uma flor, olhar o mar ou escrever uma linha de um texto sem sentido.


7.) Que a vida acaba mesmo, embora a vivamos como se fossemos viver para sempre.


8.) Que a maldade pura não existe; que a bondade pura existe; que não há nada que seja completamente mau nem completamente bom.


9.) Que uma boa noite de sono nos matiza muitas extremidades.


10.) Que é bom pecar e não fazer mal a ninguém. Que Deus é fantástico e um grande companheiro."


em novembro de 2010 por Manuel Forjaz

Labels: ,

Saturday, April 05, 2014

Porque a aparência não é tudo

Estão a ver aqueles bolos lindos, decorados com bonequinhos de pasta de açúcar de todas as cores e que são autênticas obras de arte?


Não têm nada a ver com os meus. Mas eu não me importo.



(de amêndoa e gila)

Labels:

Porque a aparência não é tudo

Estão a ver aqueles bolos lindos, decorados com bonequinhos de pasta de açúcar de todas as cores e que são autênticas obras de arte?


Não têm nada a ver com os meus. Mas eu não me importo.



(de amêndoa e gila)

Labels:

Friday, April 04, 2014

Um mês dá para tanta coisa

"Em um mês, dá para fazer uma revolução. Já aconteceu isso outras vezes. (...) Um mês termina um campeonato, reforma uma casa, doa um guarda-roupa, refaz uma amizade, conserta um buraco na calçada, silencia uma televisão, cura uma dor de cotovelo, cria um motivo para rever amigos (aliás: recebe uma visita amada de longos anos de distância), decora uma nova canção, muda o foco, pinta um quadro, enche um caderno de poesias, troca a lâmpada, pensa no futuro, um mês faz mais do que podemos lembrar. Faz mais sentido pensar num mês como fração importante de uma vida que segue o rumo assim, mês a mês, permitindo que a gente pense diferente, exigindo que se mude o estado em que as coisas se encontravam antes da guerra. (...)


Escreve Pedro Fonseca, no blogue Do seu pai

Labels:

Um mês dá para tanta coisa

"Em um mês, dá para fazer uma revolução. Já aconteceu isso outras vezes. (...) Um mês termina um campeonato, reforma uma casa, doa um guarda-roupa, refaz uma amizade, conserta um buraco na calçada, silencia uma televisão, cura uma dor de cotovelo, cria um motivo para rever amigos (aliás: recebe uma visita amada de longos anos de distância), decora uma nova canção, muda o foco, pinta um quadro, enche um caderno de poesias, troca a lâmpada, pensa no futuro, um mês faz mais do que podemos lembrar. Faz mais sentido pensar num mês como fração importante de uma vida que segue o rumo assim, mês a mês, permitindo que a gente pense diferente, exigindo que se mude o estado em que as coisas se encontravam antes da guerra. (...)


Escreve Pedro Fonseca, no blogue Do seu pai

Labels:

Nevermind

As pessoas estragam as suas vidas. E as vidas daqueles que amam. Porquê?



Kurt Cobain com a mulher, Courtney Love, e a filha, Frances Bean, fotografados em fevereiro de 1993. Mais fotos aqui. E também no The Guardian um texto que gostei de ler sobre os Nirvana.

Kurt Cobain morreu no dia 5 de abril de 1994. Faz amanhã 20 anos. Hoje este é o meu trabalho e nos headphones estamos em modo unplugged.

Labels: ,

Nevermind

As pessoas estragam as suas vidas. E as vidas daqueles que amam. Porquê?



Kurt Cobain com a mulher, Courtney Love, e a filha, Frances Bean, fotografados em fevereiro de 1993. Mais fotos aqui. E também no The Guardian um texto que gostei de ler sobre os Nirvana.

Kurt Cobain morreu no dia 5 de abril de 1994. Faz amanhã 20 anos. Hoje este é o meu trabalho e nos headphones estamos em modo unplugged.

Labels: ,

Thursday, April 03, 2014

Gula




Cheesecake de queijo da serra e doce de abóbora. No Santa Gula, na rua do Alecrim. É uma delícia, é o que vos digo. O resto ainda não experimentei porque só consegui passar lá um bocadinho, a meio da tarde, entre um ensaio de teatro e uma entrevista que era ali perto, mas já prometi voltar com tempo para provar os cachorrinhos e as sandes de pernil e essas coisas todas. Porque é um projecto do Filipe e porque a gula é um dos meus pecados confessáveis.

Labels:

Gula




Cheesecake de queijo da serra e doce de abóbora. No Santa Gula, na rua do Alecrim. É uma delícia, é o que vos digo. O resto ainda não experimentei porque só consegui passar lá um bocadinho, a meio da tarde, entre um ensaio de teatro e uma entrevista que era ali perto, mas já prometi voltar com tempo para provar os cachorrinhos e as sandes de pernil e essas coisas todas. Porque é um projecto do Filipe e porque a gula é um dos meus pecados confessáveis.

Labels:

Wednesday, April 02, 2014

Uma gente desprezível

"Eu tinha um amigo que tinha algum dinheiro e nos anos 80, quando havia também uma grande crise, a gente comentava que a situação estava mal. E ele dizia, sabes, a situação está má mas numa situação destas a gente encontra umas criadas muito em conta."


Foram histórias como esta que me contou o escritor José Rentes de Carvalho, naquele sábado de manhã. Foi uma conversa fantástica, a propósito do livro 'Portugal. A Flor e a Foice'. Mas que foi muito além disso.


"Politicamente vende-se muita banha de cobra, há muitos anos, e o povo merece um bocadinho mais de decência. Não tenho a ilusão de que o povo é santo e bom, nada disso, o povo é feito de gente, pessoas com defeitos e qualidades, mas esmagar o povo como nem a ditadura fez... Salazar dizia: só havendo pobres é que uma classe social pode ser tão obscenamente rica, essa gente enriquece e só pode ser tão extremamente rica à custa da miséria de uns milhões de pessoas. Estou muito desiludido não é só com o país é com as gentes deste país, é mais trágico ainda, eu não tenho intelectualmente e socialmente e afectuosamente qualquer respeito pela classe da burguesia portuguesa. Para mim é insuportável. É desprezível, é uma gente que não cuida do país, só cuida de si própria. Mas o problema é que eu posso odiar essa classe mas um por um eu gosto deles todos. Não sou fanático ao ponto de dizer a classe média ou a grande burguesia portuguesa são uma merda, não senhor, é gente carinhosa, esplendida, doce. Mas quando chega o ponto de rebuçado dos seus interesses, eles só se vêem a si próprios."



José Rentes de Carvalho, fotografado por Natacha Cardoso/ Global Imagens. Uma parte da conversa está hoje no jornal (em papel), para quem quiser ler. E o blogue dele também já está ali ao lado na lista dos que gosto de ler.

Labels: , ,

Uma gente desprezível

"Eu tinha um amigo que tinha algum dinheiro e nos anos 80, quando havia também uma grande crise, a gente comentava que a situação estava mal. E ele dizia, sabes, a situação está má mas numa situação destas a gente encontra umas criadas muito em conta."


Foram histórias como esta que me contou o escritor José Rentes de Carvalho, naquele sábado de manhã. Foi uma conversa fantástica, a propósito do livro 'Portugal. A Flor e a Foice'. Mas que foi muito além disso.


"Politicamente vende-se muita banha de cobra, há muitos anos, e o povo merece um bocadinho mais de decência. Não tenho a ilusão de que o povo é santo e bom, nada disso, o povo é feito de gente, pessoas com defeitos e qualidades, mas esmagar o povo como nem a ditadura fez... Salazar dizia: só havendo pobres é que uma classe social pode ser tão obscenamente rica, essa gente enriquece e só pode ser tão extremamente rica à custa da miséria de uns milhões de pessoas. Estou muito desiludido não é só com o país é com as gentes deste país, é mais trágico ainda, eu não tenho intelectualmente e socialmente e afectuosamente qualquer respeito pela classe da burguesia portuguesa. Para mim é insuportável. É desprezível, é uma gente que não cuida do país, só cuida de si própria. Mas o problema é que eu posso odiar essa classe mas um por um eu gosto deles todos. Não sou fanático ao ponto de dizer a classe média ou a grande burguesia portuguesa são uma merda, não senhor, é gente carinhosa, esplendida, doce. Mas quando chega o ponto de rebuçado dos seus interesses, eles só se vêem a si próprios."



José Rentes de Carvalho, fotografado por Natacha Cardoso/ Global Imagens. Uma parte da conversa está hoje no jornal (em papel), para quem quiser ler. E o blogue dele também já está ali ao lado na lista dos que gosto de ler.

Labels: , ,