A felicidade nas coisas pequenas (XVI)
O cheiro de um bolo no forno.
Labels: a felicidade nas coisas pequenas, comida, felicidade
O cheiro de um bolo no forno.
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O cheiro de um bolo no forno.
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Há trabalho a fazer. Há filhos para criar. Há jantares para cozinhar. Há bolos para preparar. Há colos para dar. E birras a tratar. Há filmes para ver. Há livros para ler. Há sonos para dormir. Há sorrisos para distribuir. Há aviões para apanhar. Há amigos para abraçar. Beijos para dar. Há planos a fazer. E sonhos para sonhar. E enquanto ando assim ocupada a viver a vida até pode acontecer-me (e acontece) ser feliz. O que é que se pode pedir mais?
Há trabalho a fazer. Há filhos para criar. Há jantares para cozinhar. Há bolos para preparar. Há colos para dar. E birras a tratar. Há filmes para ver. Há livros para ler. Há sonos para dormir. Há sorrisos para distribuir. Há aviões para apanhar. Há amigos para abraçar. Beijos para dar. Há planos a fazer. E sonhos para sonhar. E enquanto ando assim ocupada a viver a vida até pode acontecer-me (e acontece) ser feliz. O que é que se pode pedir mais?
Acho que em pequena, como todas as meninas, em algum momento devo ter querido ser bailarina. A minha madrinha ofereceu-me um livro sobre ballet e eu devorei-o e reli-o e folheei-o vezes sem conta, fascinada com a leveza daqueles corpos, com os voos, com a beleza. Ainda tenho esse livro e continuo a achá-lo lindo. Gosto de ballet, mesmo quando (sobretudo se) é dançado com botas ou com pés descalços, quando não tem tutus nem meninas em plié, quando já não se chama ballet mas dança.
Acho que em pequena, como todas as meninas, em algum momento devo ter querido ser bailarina. A minha madrinha ofereceu-me um livro sobre ballet e eu devorei-o e reli-o e folheei-o vezes sem conta, fascinada com a leveza daqueles corpos, com os voos, com a beleza. Ainda tenho esse livro e continuo a achá-lo lindo. Gosto de ballet, mesmo quando (sobretudo se) é dançado com botas ou com pés descalços, quando não tem tutus nem meninas em plié, quando já não se chama ballet mas dança.
Há um ano, há exactamente um ano, estava tudo tão diferente. Tudo. Aquilo que era, aquilo que ia ser, aquilo que seria de facto. Havia pessoas a chegarem e pessoas a partirem, e, entretanto, as pessoas que chegaram já partiram e as pessoas que partiram já voltaram, e aquilo que eu achava que ia ser já não é, e aquilo que eu não achava aconteceu. Era tudo tão diferente do que é hoje. Eu estava tão diferente. E, vai-se a ver, há um ano, eu publiquei isto. Há exactamente um ano. E é isto, exactamente isto, que está a dar agora mesmo na televisão. Estava tudo diferente e no entanto.
Há um ano, há exactamente um ano, estava tudo tão diferente. Tudo. Aquilo que era, aquilo que ia ser, aquilo que seria de facto. Havia pessoas a chegarem e pessoas a partirem, e, entretanto, as pessoas que chegaram já partiram e as pessoas que partiram já voltaram, e aquilo que eu achava que ia ser já não é, e aquilo que eu não achava aconteceu. Era tudo tão diferente do que é hoje. Eu estava tão diferente. E, vai-se a ver, há um ano, eu publiquei isto. Há exactamente um ano. E é isto, exactamente isto, que está a dar agora mesmo na televisão. Estava tudo diferente e no entanto.
Descobrir às seis e meia da tarde que temos um jogo do benfica à porta de casa.
Labels: da falta que um homem faz, vidinha
Descobrir às seis e meia da tarde que temos um jogo do benfica à porta de casa.
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Para uma descrente, como eu, ir à missa é sempre uma incógnita. Há dias em que tudo aquilo me parece absurdo e sem sentido e pergunto-me mil vezes o que faço ali todas as semanas. Há dias em que me emociono com uma palavra ou com algum cântigo ou apenas com as vozes em uníssono e com aquela sensação de que se estivermos juntos isto (isto, quero eu dizer, o mundo) há de fazer algum sentido. Há dias em que trago coisas para pensar. Outros não.
Hoje falou-se do perdão. Da importância de amar aqueles que nos fizeram mal. De termos paciência com os que nos importunam.
Eu achava-me uma pessoa capaz de perdoar. Eu era mesmo capaz de perdoar. Não tenho paciência para ficar chateada com quem me fez mal. Não tenho feitio para guardar rancores. Sinceramente. Prefiro mil vezes esquecer. E consigo fazê-lo sem esforço. Sejam coisas de nada ou ofensas graves. Não quero saber. Sou da turma dos abraços, como dizia o Cazuza. E dos sorrisos. Mas, percebi recentemente, se é fácil perdoar os que me magoam é muito mais difícil perdoar aqueles que fazem mal aos meus filhos. É difícil, tão difícil, muito difícil, quase impossível. Descobri-me mãe leoa. Fera que defende as crias até ao limite das suas forças. De forma algo irracional até. E em vez de perdoar sinto um ódio enorme. Isso não faz de mim lá muito boa pessoa.
E, daí, se pensarmos bem, se calhar nem todos merecem o nosso perdão.
Para uma descrente, como eu, ir à missa é sempre uma incógnita. Há dias em que tudo aquilo me parece absurdo e sem sentido e pergunto-me mil vezes o que faço ali todas as semanas. Há dias em que me emociono com uma palavra ou com algum cântigo ou apenas com as vozes em uníssono e com aquela sensação de que se estivermos juntos isto (isto, quero eu dizer, o mundo) há de fazer algum sentido. Há dias em que trago coisas para pensar. Outros não.
Hoje falou-se do perdão. Da importância de amar aqueles que nos fizeram mal. De termos paciência com os que nos importunam.
Eu achava-me uma pessoa capaz de perdoar. Eu era mesmo capaz de perdoar. Não tenho paciência para ficar chateada com quem me fez mal. Não tenho feitio para guardar rancores. Sinceramente. Prefiro mil vezes esquecer. E consigo fazê-lo sem esforço. Sejam coisas de nada ou ofensas graves. Não quero saber. Sou da turma dos abraços, como dizia o Cazuza. E dos sorrisos. Mas, percebi recentemente, se é fácil perdoar os que me magoam é muito mais difícil perdoar aqueles que fazem mal aos meus filhos. É difícil, tão difícil, muito difícil, quase impossível. Descobri-me mãe leoa. Fera que defende as crias até ao limite das suas forças. De forma algo irracional até. E em vez de perdoar sinto um ódio enorme. Isso não faz de mim lá muito boa pessoa.
E, daí, se pensarmos bem, se calhar nem todos merecem o nosso perdão.
Na nossa brincadeira à hora do jantar:
- Estou a pensar num animal pequeno e com asas.
- A fada sininho.
E a cara desapontada quando lhe disse que era uma mosca?
Labels: Filhos
Na nossa brincadeira à hora do jantar:
- Estou a pensar num animal pequeno e com asas.
- A fada sininho.
E a cara desapontada quando lhe disse que era uma mosca?
Labels: Filhos
Ontem fomos ao lançamento do livro da Joana. Os miúdos franziram o nariz. Um livro? Poesia? Quem é a Joana? Temos mesmo que ir? Quando a explicação "é uma amiga e a mãe quer mesmo ir" não resulta, recorre-se aos estratagemas habituais. Anuncio que vamos de metro (para eles andar de metro é uma aventura) e que voltamos de táxi (é outra aventura). Prometo um jantar no restaurante (nesta altura, já estavam praticamente convencidos). E, só para garantir que tudo corre pelo melhor, deixo o António levar a Nintendo. A estratégia resultou. Com o António entretido, o Pedro portou-se bastante bem, apesar de ter havido uns olhares ameaçadores de alguns poetas por o miúdo andar por ali a cirandar enquanto o Hélder Macedo falava com a sua voz doce, mas nada de muito grave. A Joana estava cheia de rendas, provocante e corajosa como ela é, a mostrar as pernas e a alma a todos os que ali estavam. A Inês Meneses leu uns poemas. Eu não sou uma grande leitora de poesia mas gostei do que ouvi. Depois, fomos os três comer hamburgueres e desbravar o livro da Joana. Mãe, o que são ritornelos? Mãe, porque é que as páginas do livro estão fechadas? Mãe, posso experimentar fazer com a faca? Mãe, este desenho é uma pessoa nua? Conversámos como gente grande. Estão tão crescidos os miúdos. Sorriem. Pedem se faz favor. Dizem obrigado. Já são capazes de ficar sentados durante uma refeição inteira e não fazer asneiras. São uns companheiros. São os meus companheiros.
Ontem fomos ao lançamento do livro da Joana. Os miúdos franziram o nariz. Um livro? Poesia? Quem é a Joana? Temos mesmo que ir? Quando a explicação "é uma amiga e a mãe quer mesmo ir" não resulta, recorre-se aos estratagemas habituais. Anuncio que vamos de metro (para eles andar de metro é uma aventura) e que voltamos de táxi (é outra aventura). Prometo um jantar no restaurante (nesta altura, já estavam praticamente convencidos). E, só para garantir que tudo corre pelo melhor, deixo o António levar a Nintendo. A estratégia resultou. Com o António entretido, o Pedro portou-se bastante bem, apesar de ter havido uns olhares ameaçadores de alguns poetas por o miúdo andar por ali a cirandar enquanto o Hélder Macedo falava com a sua voz doce, mas nada de muito grave. A Joana estava cheia de rendas, provocante e corajosa como ela é, a mostrar as pernas e a alma a todos os que ali estavam. A Inês Meneses leu uns poemas. Eu não sou uma grande leitora de poesia mas gostei do que ouvi. Depois, fomos os três comer hamburgueres e desbravar o livro da Joana. Mãe, o que são ritornelos? Mãe, porque é que as páginas do livro estão fechadas? Mãe, posso experimentar fazer com a faca? Mãe, este desenho é uma pessoa nua? Conversámos como gente grande. Estão tão crescidos os miúdos. Sorriem. Pedem se faz favor. Dizem obrigado. Já são capazes de ficar sentados durante uma refeição inteira e não fazer asneiras. São uns companheiros. São os meus companheiros.
Esta Madrasta é uma querida amiga que atura um grande grande amigo (e mais o seu pimpolho) e que, além de gostar de escrever e tirar fotografias, tem sempre os braços abertos para nos receber com alegria, comidas saborosas e um copo de vinho. É uma madrasta boa, como não há nas histórias, só na vida real. Bem vinda à blogosfera, "Angelina".

Esta Madrasta é uma querida amiga que atura um grande grande amigo (e mais o seu pimpolho) e que, além de gostar de escrever e tirar fotografias, tem sempre os braços abertos para nos receber com alegria, comidas saborosas e um copo de vinho. É uma madrasta boa, como não há nas histórias, só na vida real. Bem vinda à blogosfera, "Angelina".

Gostei das roupas, dos penteados, da música e de todo o ambiente 70's. Gostei da história do golpe, com voltas e reviravoltas. Mas achei um bocadinho longo de mais (quando uma pessoa se lembra de ver as horas a meio de um filme não é lá muito bom sinal, pois não?). É divertido mas falta-lhe algo para ser memorável. E, já agora, podíamos ter ficado a saber como acaba a história da pesca, não é?
Labels: cinema
Gostei das roupas, dos penteados, da música e de todo o ambiente 70's. Gostei da história do golpe, com voltas e reviravoltas. Mas achei um bocadinho longo de mais (quando uma pessoa se lembra de ver as horas a meio de um filme não é lá muito bom sinal, pois não?). É divertido mas falta-lhe algo para ser memorável. E, já agora, podíamos ter ficado a saber como acaba a história da pesca, não é?
Labels: cinema
Foi no dia 28 de maio de 1998. Foi no glorioso ano da Expo. Naquele ano em que andávamos todos entre relações ou em relações precárias. Eramos novos. Não tínhamos grandes preocupações. Trabalhávamos muito. E divertiamo-nos muito a trabalhar. E fazíamos amigos a trabalhar. E apaixonávamo-nos a trabalhar. Outros tempos. E se conto isto não é porque esteja com um acesso de nostalgia, é só porque a música que ouvimos e de que gostamos tem tudo a ver com o que está a acontecer na nossa vida. Cada momento tem a sua banda sonora. Tivessem sido outros os dias e a música seria outra.
Foi, então, no dia 28 de maio de 1998. Eu não tinha nada planeado e o Galopim não tinha companhia.
- Queres vir ver o Beck?
- Quem?
Fomos ao Coliseu dos Recreios (ainda tenho o bilhete, guardado num álbum). Fiquei fã. Sobretudo de Odelay (1996), Mutations (1998), Midnite Voltures (1999) e Sea Change (2002), os outros não ouvi muito. Estou a ouvir agora Morning Phase, o disco novo. E estou a adorar como da primeira vez. Música boa para acalmar tumultos interiores. Música boa para os dias de 2014.
* O título é do Miguel, mas é tão bom que não dá para não usar
Foi no dia 28 de maio de 1998. Foi no glorioso ano da Expo. Naquele ano em que andávamos todos entre relações ou em relações precárias. Eramos novos. Não tínhamos grandes preocupações. Trabalhávamos muito. E divertiamo-nos muito a trabalhar. E fazíamos amigos a trabalhar. E apaixonávamo-nos a trabalhar. Outros tempos. E se conto isto não é porque esteja com um acesso de nostalgia, é só porque a música que ouvimos e de que gostamos tem tudo a ver com o que está a acontecer na nossa vida. Cada momento tem a sua banda sonora. Tivessem sido outros os dias e a música seria outra.
Foi, então, no dia 28 de maio de 1998. Eu não tinha nada planeado e o Galopim não tinha companhia.
- Queres vir ver o Beck?
- Quem?
Fomos ao Coliseu dos Recreios (ainda tenho o bilhete, guardado num álbum). Fiquei fã. Sobretudo de Odelay (1996), Mutations (1998), Midnite Voltures (1999) e Sea Change (2002), os outros não ouvi muito. Estou a ouvir agora Morning Phase, o disco novo. E estou a adorar como da primeira vez. Música boa para acalmar tumultos interiores. Música boa para os dias de 2014.
* O título é do Miguel, mas é tão bom que não dá para não usar
Não é que não tenha coisas para dizer, que tenho. E até as tenho escrito. Mas é que. Um dia conto. Até lá vamos ficando assim com músicas e fotos e vídeos e frases que as outras pessoas andam a dizer e fazem todo o sentido.
Labels: blog
Não é que não tenha coisas para dizer, que tenho. E até as tenho escrito. Mas é que. Um dia conto. Até lá vamos ficando assim com músicas e fotos e vídeos e frases que as outras pessoas andam a dizer e fazem todo o sentido.
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Aquele momento em que a rádio do Spotify te dá a música que não ouvias há meses. E que vais continuar sem ouvir.
Labels: música
Aquele momento em que a rádio do Spotify te dá a música que não ouvias há meses. E que vais continuar sem ouvir.
Labels: música
No fim-de-semana fiz uma amiga feliz. Acho que fiz duas amigas felizes. E pelo caminho eu também fiquei tão feliz. É tão bom ter amizades assim, que duram há tanto tempo sem alarido, com confiança.
Labels: a felicidade nas coisas pequenas, Amigos, felicidade
No fim-de-semana fiz uma amiga feliz. Acho que fiz duas amigas felizes. E pelo caminho eu também fiquei tão feliz. É tão bom ter amizades assim, que duram há tanto tempo sem alarido, com confiança.
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"(...) nós vemos pessoas inteligentíssimas mergulharem na mais profunda depressão e infelicidade. Ora, de quanta inteligência precisamos nós para sermos felizes? Saber ser feliz e encontrar um caminho para a nossa vida não será a forma mais útil de inteligência? Eu diria que sim, mas que relação é que isso tem com saber resolver problemas de matemática? (...) A maior genialidade está em saber viver quando à partida já sabemos que vamos morrer. Mas como é que isso se mede em QI?"
Labels: Amigos, felicidade
"(...) nós vemos pessoas inteligentíssimas mergulharem na mais profunda depressão e infelicidade. Ora, de quanta inteligência precisamos nós para sermos felizes? Saber ser feliz e encontrar um caminho para a nossa vida não será a forma mais útil de inteligência? Eu diria que sim, mas que relação é que isso tem com saber resolver problemas de matemática? (...) A maior genialidade está em saber viver quando à partida já sabemos que vamos morrer. Mas como é que isso se mede em QI?"
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"Acredito que a vida é um milagre, que é preciso defendê-la, que é preciso considerá-la um privilégio. Aliás, acho que toda a gente devia ler várias vezes o livro do Primo Levi [Isto é um homem] para relativizar o seu próprio sofrimento. As pessoas muitas vezes procuram motivos para serem infelizes e esquecem-se de que há infelicidades bem maiores. A vida é um privilégio que é preciso respeitar, amar, defender. A crença no milagre passa por aí. Acredito que nascer não é só nascer. Há algo maior no nascimento. Não é um acontecimento biológico, não é do mundo ou da energia, é do nível do milagre."
Rui Chafes, ao 'Atual', do 'Expresso', 8 de fevereiro de 2014
Labels: arte
"Acredito que a vida é um milagre, que é preciso defendê-la, que é preciso considerá-la um privilégio. Aliás, acho que toda a gente devia ler várias vezes o livro do Primo Levi [Isto é um homem] para relativizar o seu próprio sofrimento. As pessoas muitas vezes procuram motivos para serem infelizes e esquecem-se de que há infelicidades bem maiores. A vida é um privilégio que é preciso respeitar, amar, defender. A crença no milagre passa por aí. Acredito que nascer não é só nascer. Há algo maior no nascimento. Não é um acontecimento biológico, não é do mundo ou da energia, é do nível do milagre."
Rui Chafes, ao 'Atual', do 'Expresso', 8 de fevereiro de 2014
Labels: arte
'Maioria Oprimida' é um filme de Eléonore Pourriat onde os homens agem como mulheres e as mulheres agem como homens para mostrar a todos do que falamos quando falamos de piropos, de assédio, de violação e de uma sociedade machista. Ela queria que fosse assustador. E é.
'Maioria Oprimida' é um filme de Eléonore Pourriat onde os homens agem como mulheres e as mulheres agem como homens para mostrar a todos do que falamos quando falamos de piropos, de assédio, de violação e de uma sociedade machista. Ela queria que fosse assustador. E é.
Quando não temos mais o que conversar, à hora do jantar, fazemos o jogo de adivinhar animais. Um animal que salta nas ondas: um golfinho. Um animal que uiva de noite: um lobo. Um animal que corre muito depressa: uma chita. Um animal que põe ovos: uma galinha. Estava tudo a correr normalmente, até que...
António: Estou a pensar num animal que vive na água salgada. Mas às vezes também está na praia.
Resposta pronta do Pedro: Um nadador-salvador.
(era uma tartaruga)
Labels: Filhos
Quando não temos mais o que conversar, à hora do jantar, fazemos o jogo de adivinhar animais. Um animal que salta nas ondas: um golfinho. Um animal que uiva de noite: um lobo. Um animal que corre muito depressa: uma chita. Um animal que põe ovos: uma galinha. Estava tudo a correr normalmente, até que...
António: Estou a pensar num animal que vive na água salgada. Mas às vezes também está na praia.
Resposta pronta do Pedro: Um nadador-salvador.
(era uma tartaruga)
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Recebo todos os dias no meu mail sugestões para o dia dos namorados. Spas, hotéis, perfumes, jóias, relógios. Ignoro. Apago. Acho que nunca troquei presentes no dia dos namorados. Mas estes cartões servem perfeitamente para qualquer dia do ano. Ora vejam:
Labels: compras
Recebo todos os dias no meu mail sugestões para o dia dos namorados. Spas, hotéis, perfumes, jóias, relógios. Ignoro. Apago. Acho que nunca troquei presentes no dia dos namorados. Mas estes cartões servem perfeitamente para qualquer dia do ano. Ora vejam:
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Uma pessoa abre um livro e, logo no primeiro parágrafo, isto:
"A ideia de normalidade associada a duas pessoas está-me tão entranhada que a falta do outro é como a de um membro. Não é da solidão ou do desamparo ou da melancolia que me queixo, é da deficiência em si. Já me casei e descasei três vezes, já vivi mais feliz sozinha do que acompanhada; mas jamais me habituarei a esta deformidade. Para uma senhora, é como andar na rua sem carteira, de mãos abanar."
Rita Ferro, 'Veneza pode esperar' (Dom Quixote, 2014)
Labels: Livros
Uma pessoa abre um livro e, logo no primeiro parágrafo, isto:
"A ideia de normalidade associada a duas pessoas está-me tão entranhada que a falta do outro é como a de um membro. Não é da solidão ou do desamparo ou da melancolia que me queixo, é da deficiência em si. Já me casei e descasei três vezes, já vivi mais feliz sozinha do que acompanhada; mas jamais me habituarei a esta deformidade. Para uma senhora, é como andar na rua sem carteira, de mãos abanar."
Rita Ferro, 'Veneza pode esperar' (Dom Quixote, 2014)
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I am woman, hear me roar
In numbers too big to ignore
And I know too much to go back an' pretend
'Cause I've heard it all before
And I've been down there on the floor
No one's ever gonna keep me down again
Oh yes, I am wise
But it's wisdom born of pain
Yes, I've paid the price
But look how much I gained
If I have to
I can do anything
I am strong (strong)
I am invincible (invincible)
I am woman
I am woman watch me grow
See me standing toe to toe
As I spread my lovin' arms across the land
But I'm still an embryo
With a long, long way to go
Until I make my brother understand
Oh, yes, I am wise
But it's wisdom born of pain
Yes, I've paid the price
But look how much I gained
If I have to
I can do anything
I am strong (strong)
I am invincible (invincible)
I am woman
I am woman, hear me roar
In numbers too big to ignore
And I know too much to go back an' pretend
'Cause I've heard it all before
And I've been down there on the floor
No one's ever gonna keep me down again
Oh yes, I am wise
But it's wisdom born of pain
Yes, I've paid the price
But look how much I gained
If I have to
I can do anything
I am strong (strong)
I am invincible (invincible)
I am woman
I am woman watch me grow
See me standing toe to toe
As I spread my lovin' arms across the land
But I'm still an embryo
With a long, long way to go
Until I make my brother understand
Oh, yes, I am wise
But it's wisdom born of pain
Yes, I've paid the price
But look how much I gained
If I have to
I can do anything
I am strong (strong)
I am invincible (invincible)
I am woman
A 7 de fevereiro de 1964 os Beatles chegaram aos Estados Unidos. Foi aí que começou a verdadeira loucura.
Vejam o que o The New York Times escreveu na altura.
E o que a revista Time escreve agora.
Vale a pena ler a entrevista que o Tiago fez a Larry Kane, que se lembra de tudo.
Ver mais imagens aqui.
A 7 de fevereiro de 1964 os Beatles chegaram aos Estados Unidos. Foi aí que começou a verdadeira loucura.
Vejam o que o The New York Times escreveu na altura.
E o que a revista Time escreve agora.
Vale a pena ler a entrevista que o Tiago fez a Larry Kane, que se lembra de tudo.
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