A luz
Labels: música
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Ontem almoçámos no mcdonalds. Ao jantar fiz salmão no forno (com sopa e fruta).
Hoje o almoço foi pizza. Ao jantar houve robalo (com sopa e fruta).
Não é só com a comida. Estar de férias com os miúdos é estar constantemente à procura deste equilíbrio frágil entre a transgressão consentida (deitar mais tarde, jogar mais playstation, comer sobremesa) e as regras que, apesar de tudo, é preciso manter (arrumar o quarto no final do dia, fazer os trabalhos de casa, levantar o prato da mesa). Os meus filhos imparáveis, que ainda hoje andaram em correrias malucas atrás dos pombos e se rebolaram em lutas no chão do largo de camões, a amiga da amiga a perguntar-me horrorizada "eles são sempre assim?", toda a gente que passava olhava para eles (e toda a gente devia estar a pensar quão mal educados eles eram), eu própria já a sentir uma certa vergonha, mas os meus filhos imparáveis vai-se a ver e são uns queridos, enchem-me de abraços e beijos e sorrisos e chamam-me 'mãe linda'. Há dias em que isso é tudo.
Ontem almoçámos no mcdonalds. Ao jantar fiz salmão no forno (com sopa e fruta).
Hoje o almoço foi pizza. Ao jantar houve robalo (com sopa e fruta).
Não é só com a comida. Estar de férias com os miúdos é estar constantemente à procura deste equilíbrio frágil entre a transgressão consentida (deitar mais tarde, jogar mais playstation, comer sobremesa) e as regras que, apesar de tudo, é preciso manter (arrumar o quarto no final do dia, fazer os trabalhos de casa, levantar o prato da mesa). Os meus filhos imparáveis, que ainda hoje andaram em correrias malucas atrás dos pombos e se rebolaram em lutas no chão do largo de camões, a amiga da amiga a perguntar-me horrorizada "eles são sempre assim?", toda a gente que passava olhava para eles (e toda a gente devia estar a pensar quão mal educados eles eram), eu própria já a sentir uma certa vergonha, mas os meus filhos imparáveis vai-se a ver e são uns queridos, enchem-me de abraços e beijos e sorrisos e chamam-me 'mãe linda'. Há dias em que isso é tudo.
"Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar
Nessa hora fique firme
Pois tudo isso logo vai passar
Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar"
'Felicidade', de Marcelo Jeneci
Labels: Brasil, felicidade, música
"Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar
Nessa hora fique firme
Pois tudo isso logo vai passar
Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar"
'Felicidade', de Marcelo Jeneci
Labels: Brasil, felicidade, música
É uma pergunta que me fazem muitas vezes.
Quando a verdadeira questão é: mas qual seria a alternativa? não aguentar?
Labels: Vida
É uma pergunta que me fazem muitas vezes.
Quando a verdadeira questão é: mas qual seria a alternativa? não aguentar?
Labels: Vida
Estreei-me no Skype.
Já não falta tudo. Um dia destes ainda irei aprender a fazer um power point.
Labels: vidinha
Estreei-me no Skype.
Já não falta tudo. Um dia destes ainda irei aprender a fazer um power point.
Labels: vidinha
A princípio é simples, anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
'O primeiro dia', de Sérgio Godinho
A princípio é simples, anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
'O primeiro dia', de Sérgio Godinho
Dias estranhos. Às nove e meia da manhã, sento-me na cozinha a tomar café e a falar de homens com a minha Neusa. Passamos meses sem sequer nos vermos mas esta mulher, que limpa a minha casa e passa a minha roupa todas as semanas, é bem capaz de saber de mim coisas que só a poucos confessei.
Labels: vidinha
Dias estranhos. Às nove e meia da manhã, sento-me na cozinha a tomar café e a falar de homens com a minha Neusa. Passamos meses sem sequer nos vermos mas esta mulher, que limpa a minha casa e passa a minha roupa todas as semanas, é bem capaz de saber de mim coisas que só a poucos confessei.
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O meu dia de trabalho começa com um grande sorriso. O meu dia de trabalho começa com um envelope de onde sai 'O pai mais horrível do mundo', mais um fantástico livro do meu amigo João Miguel com ilustrações do João Fazenda. Tão fixe. Tão, mas tão fixe.
O meu dia de trabalho começa com um grande sorriso. O meu dia de trabalho começa com um envelope de onde sai 'O pai mais horrível do mundo', mais um fantástico livro do meu amigo João Miguel com ilustrações do João Fazenda. Tão fixe. Tão, mas tão fixe.
A ousadia e a capacidade de trabalho da Joana Vasconcelos são admiráveis. A inteligência. O olhar perspicaz. O humor. O prazer que ela tem no que faz. A forma como fala de nós. Como nos interpela e provoca reações - boas e más. Como trabalha em camadas, criando peças que podem ser vistas de longe e de perto, que podem ser entendidas de diferentes formas por diferentes pessoas, que mudam com o tempo e com o lugar onde estão. A forma como pega no nosso dia-a-dia e o transforma em arte. Ou o contrário, como faz arte e a coloca no nosso dia-a-dia. E como o faz há tanto tempo, embora só agora (finalmente?) descoberta pelos agentes do establishment (político e económico). Gosto da Joana Vasconcelos, a pessoa e a artista. Gosto que ela não se acomode a esta mentalidadezinha medíocre e tão portuguesa segundo a qual os artistas têm que ser pobres e desprezados, que não podem ter público nem ambições.
A partir de dia 22 de março a Joana Vasconcelos vai ocupar o Palácio da Ajuda e pela amostra que tivemos hoje só vos posso dizer que vai ser brutal.
Labels: arte
A ousadia e a capacidade de trabalho da Joana Vasconcelos são admiráveis. A inteligência. O olhar perspicaz. O humor. O prazer que ela tem no que faz. A forma como fala de nós. Como nos interpela e provoca reações - boas e más. Como trabalha em camadas, criando peças que podem ser vistas de longe e de perto, que podem ser entendidas de diferentes formas por diferentes pessoas, que mudam com o tempo e com o lugar onde estão. A forma como pega no nosso dia-a-dia e o transforma em arte. Ou o contrário, como faz arte e a coloca no nosso dia-a-dia. E como o faz há tanto tempo, embora só agora (finalmente?) descoberta pelos agentes do establishment (político e económico). Gosto da Joana Vasconcelos, a pessoa e a artista. Gosto que ela não se acomode a esta mentalidadezinha medíocre e tão portuguesa segundo a qual os artistas têm que ser pobres e desprezados, que não podem ter público nem ambições.
A partir de dia 22 de março a Joana Vasconcelos vai ocupar o Palácio da Ajuda e pela amostra que tivemos hoje só vos posso dizer que vai ser brutal.
Labels: arte
Foi há vinte anos.
Em 1993 aconteceram várias coisas importantes.
Aprendi a jogar matraquilhos.
A Whitney Houston fartou-se de cantar 'I Will Always Love You'.
Eu fartei-me de cantar 'Everybody Hurts' dos REM.
'A Lista de Schindler' ganhou o Oscar de Melhor Filme.
Estreou 'Sleepless in Seattle'.
Fui ao concerto dos Ena Pá 2000 no Pavilhão Carlos Lopes.
Não fui ver os U2 ao estádio de Alvalade.
Fui a várias manifestações contra as propinas.
E uns colegas meus mostraram o rabo ao ministro da educação.
Votei pela primeira vez.
Votei no Jorge Sampaio para presidente e ele ganhou.
A primeira vez foi há vinte anos. Num 5 de março cinzento como o de hoje, feriado na minha terra.
Labels: memórias
Foi há vinte anos.
Em 1993 aconteceram várias coisas importantes.
Aprendi a jogar matraquilhos.
A Whitney Houston fartou-se de cantar 'I Will Always Love You'.
Eu fartei-me de cantar 'Everybody Hurts' dos REM.
'A Lista de Schindler' ganhou o Oscar de Melhor Filme.
Estreou 'Sleepless in Seattle'.
Fui ao concerto dos Ena Pá 2000 no Pavilhão Carlos Lopes.
Não fui ver os U2 ao estádio de Alvalade.
Fui a várias manifestações contra as propinas.
E uns colegas meus mostraram o rabo ao ministro da educação.
Votei pela primeira vez.
Votei no Jorge Sampaio para presidente e ele ganhou.
A primeira vez foi há vinte anos. Num 5 de março cinzento como o de hoje, feriado na minha terra.
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