Friday, September 29, 2023

Golda, esta vida dava um outro filme

A 6 de outubro de 1973, o estado de Israel foi atacado pelo Egipto e pela Síria, que aproveitaram o facto de os judeus celebrarem o seu mais importante feriado, o Yom Kippur. As principais actividades militares aconteceram na Península do Sinai e nos Montes Golan. Apanhado de surpresa, Israel demorou a reagir. Durante os 20 dias que durou a guerra do Yom Kippur, como ficou conhecida, Israel perdeu perto de 2.800 militares. Mais de 8.000 ficaram feridos. 293 israelitas foram feitos prisioneiros. O país perdeu ainda perto de mil tanques, mais de 100 aviões e dois helicópteros. As estimativas para as perdas do lado árabe são ainda mais terríveis, referindo-se cerca de 16 mil mortos, 35 mil feridos e 9 mil prisioneiros. Apesar de, no final, Israel ter conseguido travar a ofensiva e repor as suas fronteiras, a guerra iria manchar a reputação da primeira-ministra, Golda Meier. Acusada de falta de preparação e de não ter conseguido reagir com maior rapidez, o que poderia ter impedido os avanços iniciais dos árabes e reduzido drasticamente o número de baixas, a primeira-ministra foi ilibida pela Comissão Agranat, que investigou a sua responsabilidade nas falhas na defesa. Apesar disso, Golda acabaria por resignar em abril 1974. Morreu em 1980, devido a um linfoma.


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Não percebo muito do que se passa em Israel, com muita pena minha. Sei o básico sobre a diáspora dos judeus, expulsos da "Terra Santa" séculos antes de Cristo, e sobre o sionismo, o movimento que, desde o século XIX, defendeu a criação, nesse local original, de um estado para os "filhos de Israel". Golda Meier era sionista.  Nascida na Ucrânia em 1898 e educada nos Estados Unidos, mudou-se para a Palestina em 1921, para morar num kibbutz e participar na vida comunitária e, mais, tarde, instalou-se em Jerusalém, onde iniciou a sua carreira política. Defendeu os refugiados judeus durante a Segunda Guerra Mundial e foi uma das duas mulheres que, em 1948, assinaram a declaração da fundação do estado de Israel. A partir daqui tudo me parece demasiado confuso. Os estados árabes vizinhos nunca aceitaram o novo estado e seguiram-se diversos conflitos armados, nos quais se disputaram quilómetros de território e se redefiniram fronteiras. Nascido em grande parte da culpa ocidental, após o Holocausto, Israel acabou por se tornar (e cada vez mais) um país pouco democrático, excessivamente militarizado e com práticas humanitárias muito duvidosas no que toca ao tratamento da comunidade palestiniana.


A nós, portugueses, no nosso cantinho da Europa sem grandes chatices desde o século XII (houve os espanhóis e os franceses, pois sim, mas nada a ver), pode parecer-nos um pouco estranho que povos vizinhos se odeiem tão visceralmente por causa de diferentes religiões e diferentes etnias, que se matem por uns metros de terra a que possam chamar seus. E, no entanto, isto acontece ainda hoje na Ucrânia, no Nagorno-Karabakh, em Israel, em tantos outros sítios do mundo. Valerá tudo isto a pena?, é sempre o que me pergunto. Este ódio, estas mortes farão sentido?


Para Golda esta seria seguramente uma não-questão. A guerra impõe-se. Não admite recusas. 


50 anos depois do início da guerra do Yom Kippur, chega aos cinemas Golda, o filme realizado por Guy Nattiv e protagonizado por Helen Mirren, que retrata este período. Aqui encontramos Golda, figura imponente, cara enrugada, poucos sorrisos. Os cabelos brancos apanhados. O cigarro permanentemente acesso. Cigarros atrás de cigarros. Uma mulher doente, mas que não se queixa. Uma mulher habituada a tomar decisões mas, ainda assim, com dúvidas. Implacável com o inimigo mas que sofre com as mortes dos seus soldados, sofre pelas mães que perdem os seus filhos. 


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O filme não nos dá muitas informações biográficas, o que é uma pena, na minha opinião, porque me parece que ela teve uma vida e tanto. Não é tanto um filme sobre ela quanto um filme sobre ela nesta situação. Uma mulher à frente do seu país. Uma líder num momento de crise. Que cozinha bolos para as reuniões com os ministros do seu governo, onde decide ataques mortais. Que recebe Kissinger, o secretário de Estado norte-americano (interpretado por Liev Schreiber), na cozinha e o obriga a provar o borscht feito pela empregada, enquanto negoceiam aviões de guerra. 


Fez-me lembrar um pouco A Hora Mais Negra (2017) que mostrava Churchill em 1940 quando as tropas alemãs encurralavam as tropas britânicas em Dunquerque e o parlamento exigia a demissão do primeiro-ministro acusando-o de estar a ser demasiado brando com os nazis. 


A escolha de Helen Mirren foi criticada por alguns sectores que preferiam ver uma actriz judia no papel. Polémicas à parte, Mirren é uma excelente actriz e consegue, por baixo de todas as camadas de caracterização, fazer uma óptima interpretação de Golda. No entanto, apesar de alguns momentos bem conseguidos, o filme acaba por ser bastante repetitivo, com os seus mil planos de mapas, cinzeiros cheios e cigarros a arderem. É uma pena, porque, como já devem ter percebido, este é um tema que me interessa e eu queria mesmo ter gostado mais.

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Sunday, September 24, 2023

Esclarecimento

Não, não são críticas.


A crítica é um trabalho, sério e exigente. Tenho um respeito enorme pelos críticos - de cinema, de literatura, de arte, de performance, de tudo. Tenho os meus críticos preferidos e também tenho aqueles com quem sei que raramente concordo. Com todos eles aprendo alguma coisa. Sobre as obras, sobre a vida, sobre a escrita. Aprendo a ser melhor espectadora (ou leitora ou o que seja), porque não só com mais informação mas também com mais dúvidas, mais perguntas, mais pontos de vista a acrescentar aos meus. 


Não, não são críticas. O que escrevo aqui são impressões. Lembretes para um dia quando quiser falar de um filme, que a minha cabeça é uma desgraça e eu preciso destes auxiliares de memória para me lembrar do que vi e do que li e do que ouvi e até do que vivi e do que senti. É para isto, essencialmente, que serve este blog. Para coleccionar as minhas memórias. (desculpem, isto dito assim é um bocadinho egoísta, mas é a verdade. se vocês soubessem a quantidade de vezes que venho aqui confirmar datas e acontecimentos e procurar informações para completar conversas sobre tudo e mais alguma coisa.) E depois, também, claro, porque é um blog público, para partilhar estas minhas impressões com quem as quiser aproveitar. Sem qualquer pretensão. Só assim como quem conversa com os amigos sobre os filmes que viu. 


Mas não são críticas. Nada de confusões.


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O crítico gastronómico Anton Ego, do filme Ratatouille

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Saturday, September 23, 2023

Videoclube: quatro filmes de uma assentada (como nos velhos tempos)

Lembro com alguma nostalgia aquelas sextas-feiras à noite em que íamos buscar filmes ao videoclube. Havia um Blockbuster enorme ao pé do Fonte Nova, ficávamos lá uma meia hora pelo menos, a escrutinar as capas dos dvds. É que naquela altura não havia smartphones nem maneira de, estando ali, perante um título, saber mais sobre ele. Guiávamo-nos pelos nomes dos realizadores e dos actores e pelos resumos elogiosos das contracapas. Decisões complicadas, não podíamos errar. Trazíamos sempre dois ou três filmes. E pipocas de microondas ou gelados Häagen-Dazs, doçuras que, sabe-se lá porquê, só comprávamos quando íamos ao Blockbuster. Depois, era aproveitar o serão e o fim-de-semana para ver os filmes, e,  na segunda-feira, passar na loja antes de ir trabalhar para deixá-los na caixa de entregas. Isto, claro, antes dos filhos.


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(encontrei esta imagem no Google e era mais ou menos isto, paredes e estantes cheias de filmes)


O Blockbuster fechou há bastante tempo. Agora temos a box da televisão por cabo que nos permite andar para trás para vermos o que quisermos, temos as plataformas de streaming e mais a internet inteira para procurar os filmes que nos apetece ver. Foi o que fiz durante os dois dias que passei em casa às voltas com mais uma (a terceira) gripe devido à covid. Não foi nada de grave, apenas um nariz fungoso e aquela apatia que nos impede de sair do sofá e nos tira a capacidade de pensar no que quer que seja. Pois no sofá fiquei e vi tantos filmes que nem tenho a certeza de me lembrar de todos.


O meu preferido foi este: You Hurt My Feelings, realizado por Nicole Holofcener, com Julia Louis-Dreyfus e Tobias McKenzie, uma comédia-dramática, espécie de crónica sobre o quotidiano de um casal de meia-idade e sobre aquelas mentiras que todos dizemos por amor a alguém - serão assim tão inofensivas? É um estilo de filme que vai muito na linha de séries como Easy ou Modern Love, com muitos donuts e cafés bonitos e gente a falar sobre os seus problemas, que também são os nossos problemas, sem grande profundidade mas sem ser tonto, está ali no ponto ideal. Gostei muito. 


 


Também vi Rye Lane, estreia na realização de Raine Allen-Mirrer, protagonizada por David Jonsson e Vivian Oparah. Fiz uma pesquisa para "melhores filmes de 2023" e encontrei várias referências a este, por isso decidi arriscar. Rye Lane é uma rua real, no sul de Londres, e é aí, entre lojas e esplanadas coloridas, que se passa quase toda a acção. É uma comédia romântica e  isso diz tudo sobre a história, mas ainda assim foi uma boa surpresa.


 


Gostei menos de Showing Up, filme de Kelly Richardt, com Michelle Williams a interpretar uma artista cheia de inseguranças antes da inaguração da sua exposição, com dificuldades em relacionar-se com a sua família de artistas e com a comunidade artística de Oregon, EUA. O filme esteve nomeado para a Palma de Ouro em Cannes e a Michelle está muito bem, mas a mim aborreceu-me um bocado e acho que até adormeci pelo meio (mas pode ter sido da febre, vá).


 


Finalmente, na RTP2 vi o documentário A Vida é um Autocarro Vazio, sobre a escritora Maria Judite Carvalho. É uma escritora que só descobri há relativamente pouco tempo, gostei muito dos dois livros que li dela e tinha muita curiosidade sobre o filme. Achei interessante, porque ela parece ter sido uma mulher fascinante. O documentário é mais ou menos.


 

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Outono

Sou só eu que tenho mixed feelings sobre o outono? É verdade que acabam as férias da escola e o calor e os dias grandes e de repente não sabemos o que havemos de vestir e começa a chover, nada disso é bom. Mas, por outro lado, há um certo conforto nisto de sentir o ar fresco na cara quando saímos de casa cedo, de voltar a calçar meias para dormir e de ter vontade de tricotar cachecóis (porque na verdade não sei tricotar mais nada).


Um destes dias, estive a rever o 500 Days of Summer, um filmezinho super-querido com o Joseph Gordon-Levitt e a Zooey Deschanel, sobre paixões e o quão difícil e aleatório é isto tudo. Sim, é um filme juvenil e naif, mas todos temos direito a ter uns momentos assim, ok?


Além disso, é um filme que nos faz gostar do outono e tem uma banda sonora bastante aceitável. Ora ouçam:


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Saturday, September 16, 2023

Do privilégio - a felicidade nas coisas pequenas (LI)

No camarote dançámos, cantámos, ficámos só muito atentos a ver e ouvir Caetano Veloso, emocionámo-nos. A certa altura pensei: que privilégio este, estar aqui, rodeada de amigos, vendo e ouvindo mais uma vez um dos meus artistas preferidos, que privilégio poder ouvir esta voz, desfrutar desta música. Não sou nada da moda do "estar grata", pelo contrário, queixo-me e reclamo muito, passo demasiado tempo zangada com a vida, sempre a querer mais. Mas há momentos assim, tão bons, que é impossível não pensar: que privilégio. Em vez de pensar nos concertos e nos espectáculos e nas viagens e em todos os programas a que não me consigo juntar por falta de tempo, de dinheiro ou de energia, prefiro pensar em todas as coisas boas que me acontecem e nas pessoas amigas com quem as partilho. Tanta felicidade nas coisas pequenas que me tenho esquecido de assinalar. Este ano, por exemplo, o privilégio duplo de ver ao vivo Caetano, com 81 anos, e Chico, com 79 (não os vou comparar sequer, estou só a dizer que senti o mesmo com ambos).


Nesta entrevista, Caetano explica quase tudo sobre o seu último disco, Meu Côco.


E esta é a parte sobre uma das minhas cançõs preferidas desse disco, Não Vou deixar:



"Não vou deixar, não vouNão vou deixar você esculacharCom a nossa históriaÉ muito amor, é muita luta, é muito gozoÉ muita dor e muita glória"

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Monday, September 11, 2023

Destralhar, limpar e arrumar a casa para seguir em frente com a vida

A nossa casa está a precisar de uma intervenção. Andamos há anos a adiar. Porque uma pandemia, porque a inflacção, porque aquela empresa de obras afinal não é tão boa como parecia. Agora, finalmente, parece que já encontrámos uma pessoa de confiança que nos pôs em lista de espera. Uma questão de meses. Mas o destino, caprichoso, decidiu fazer das suas. A cama do António partiu-se. Ao fim de mais de 15 anos, aquele beliche fantástico, com armário e gavetas, o beliche mais fixe que havia no mercado e ainda por cima ideal para o espaço que tínhamos, o beliche comprado numa loja em Almada depois de grande pesquisa (a loja chamava-se Just4Kids e acho que já não existe, o beliche era mais ou menos assim, mas tinha mais umas gavetas pequenas), e que já tinha começado a mostrar sinais de cansaço, partiu-se. A substituição era urgente, não podia esperar meses. Decidimos, portanto, antecipar a remodelação do quarto. O que implicou retirar todos os (muitos) livros infantis que ainda lá estavam e as duas gavetas cheias de brinquedos que tinham resistido à última arrumação. O que implicou limpar primeiro a marquise, para lá acomodar uma estante. O que implicou arrumar uma parte do grande armário de parede, para lá guardar algumas das coisas que queria guardar. E já agora a despensa. E os armários da cozinha. E as pastas dos papéis. E as gavetas da roupa. Foram dias nisto. Separar o que era para manter, o que era para dar, o que era para o lixo. É impressionante a quantidade de lixo que guardamos. Coisas que não servem para nada, que achamos que poderão servir mas na verdade são inúteis. Perdi a conta aos sacos de lixo que enchemos, às viagens que fizemos até aos contentores. Os miúdos colaboraram. E no momento de pintar o quarto foram eles que meteram mãos à obra. Não ficou perfeito, mas ficou feito. Também é verdade que esta gente se farta depressa, pinta uma parede e depois acha que já está, que não é preciso limpar o chão nem a janela, arrumar tudo. Enfim. Andei entretida, foram umas férias um pouco diferentes.


No dia em que os senhores vieram para desmontar o beliche, os miúdos ficaram um bocadinho nostálgicos. Mas, depois, fomos ao ikea, eles escolheram móveis, tapetes, almofadas. Montaram tudo com a dedicação de quem está a fazer algo que quer muito, algo pela primeira vez ao seu gosto. Um quarto ficou pronto, o outro ainda está a meio, mas já é outra coisa, em vez de um quarto de crianças e um escritório temos agora dois quartos de gente crescida, de rapazes que já não brincam com legos mas que passam horas estendidos nas camas grandes a falar ao telefone. Eles estão felizes por ter espaços só seus. Trazem amigos, fecham as portas, ouvem música, dizem parvoíces, namoram, fazem o que lhes apetece. A dinâmica da casa mudou completamente, nem consigo explicar bem. Mudámos um quarto e, de repente, é como se nos tivéssemos despedido definitivamente dos últimos resquícios da infância.


É setembro. Está calor e depois chove, o pai fez anos, esta semana é a feira da minha terra, não tarda começa o novo ano lectivo, os putos precisam de sapatos novos. Eles crescem. É a vida a acontecer, tal e qual como se espera que aconteça. 

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Saturday, September 02, 2023

"Controlar o ingovernável"

"Sabermos que não temos mão na maior parte das coisas que acontecem é fundamental para o afrouxar da ansiedade." A frase é de Cláudia Lucas Chéu que, numa pequena crónica, resume muito daquilo que sinto. "Ainda hoje sofro bastante de um sentimento de querer controlar tudo, embora saiba agora o quão inútil e estúpido é este sentimento. Sei que não tenho mão em quase nada. As coisas acontecem e o que é preciso é saber lidar com elas ou não lidar de todo — por vezes fugir também é uma opção." A crónica intitula-se "Controlar o ingovernável" e é ilustrada por uma imagem do filme Lady Bird, de Greta Gerwig - uma cena que mostra a difícil relação entre filha e mãe.


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Viver é, todos os dias, tentar "controlar o ingovernável". É muito isto que sinto na vida em geral e na relação com os meus filhos em particular. Vê-los crescer tem tanto de fascinante como de assustador. O amor mistura-se com o medo. As desilusões (podia fingir que não existem mas, sim, existem, no meu caso, muitas desilusões e frustrações e sentimentos de falhanço e até vergonha e todos esses sentimentos que estamos proibidos de dizer em voz alta mas que nem por isso deixam de ser reais) misturam-se com o orgulho. A vontade de lhes orientar os passos e garantir que tudo lhes corre bem e, ao mesmo tempo, sabermos que temos de deixá-los falhar e errar e descobrirem o seu próprio caminho. 


Não podemos controlar tudo. Nem na nossa vida nem na vida dos filhos nem no mundo que nos rodeia. Aceitar isto não significa desistir dos nossos objectivos e dos nossos sonhos, não quer dizer que nos vamos sujeitar ao que acontece sem dar luta, que vamos deixar de fazer aquilo que achamos certo e que devemos e queremos fazer. Significa apenas (tentar) deixar de sofrer tanto, de nos angustiarmos e martirizarmos de culpa sempre que sentimos que as coisas fogem do nosso controlo. Aceitar as falhas e tentar aprender com os erros sem nos sentirmos a fracassar irremediavelmente.


Não é fácil, pois que não é. E eu só às vezes é que o consigo. Mas, ainda assim, continuo a tentar.

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Friday, September 01, 2023

Coisas que me complicam os nervos (3)

Pessoas que para defenderem algo têm que mandar abaixo outra coisa.


Por exemplo, dizer: o músico/ poeta/ artista X é o maior, maravilhoso, fantástico, ao contrário de Y que é um parvalhão e que por mais que se esforce nunca lhe chegará aos calcanhares.


 Qual é a necessidade?

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