Friday, October 31, 2014

Já cá ando há 40 anos

Já cá ando há 40 anos.


Tenhos dois filhos.


Apaixonei-me algumas vezes. E desapaixonei-me outras tantas.


Casei-me e divorciei-me.


Tenho asma crónica.


Sou jornalista. E gosto muito (apesar de haver dias que).


Tenho saudades dos meus avós.


Gosto de comer e nunca vou ser magra.


Há dias em que sinto que não vou ser capaz, há outros dias em que me sinto a super-mulher, mas nisto, como em tudo o resto, aliás, acho que sou muito parecida com todas as outras pessoas.


Tenho medo de morrer.


Choro muito, com os filmes e com a vida.


Mas, de uma maneira geral, sou feliz.


Fazer um balanço?


Já cá ando há 40 anos. Não me arrependo assim de grandes coisas. Quero dizer. Há coisas que acho que podia ter feito melhor. Ou situações em que podia ter arriscado mais. Tenho pena de não ter dado mais atenção a algumas pessoas e depois já ser tarde de mais. Há coisas que fiz que foram, afinal, desnecessárias. Ou que podia ter evitado. Mas acho que nunca fiz mal a ninguém, pelo menos intencionalmente. E não há assim nada de grave de que me arrependa mesmo. Olho para trás e tenho a consciência tranquila. Tudo o que fiz e disse estava de acordo com o que sentia em cada momento, com o que me pareceu importante naquela dada altura. Se o fiz, se o disse, estava a ser honesta. Comigo e com os outros. E isso é algo de que me orgulho mesmo. De não ser falsa. De não mentir. De não fazer jogos. De não ter esqueletos no armário. De acreditar que mais vale mostrar-me como sou, com todos as minhas falhas, do que estar a construir uma personagem que, mais cedo ou mais tarde, será desmascarada. Nunca tive grande paciência para me preocupar com o que os outros pensam de mim, e já várias vezes fui prejudicada por isso. Ah, porque rio muito e muito alto. Ah, porque digo o que acho. Ah, porque protesto quando acho que as coisas estão mal. Ah, porque sou muito emotiva. Ah, porque sou uma gaja complicada e que muda de ideias e que às vezes não sabem bem o que quer. Ah, porque falo muito. Ah, porque devia ser mais discreta. Pois. Sou assim mesmo. E às vezes faço umas figuras tristes, pois faço, porque me exponho demasiado. Porque odeio situações indefinidas e preciso sempre esclarecer tudo na minha cabeça, custe o que custar. Mas continuo a achar que é melhor assim. Mesmo que os outros me mintam - e mentem-me, frequentemente. Mesmo quando descubro essas mentiras e isso me entristece, sobretudo quando vêm de pessoas de que gosto (gostava) muito. Mesmo quando me desiludo - e desiludo-me muitas vezes - ao descobrir que a honestidade não só não é compreendida como não tem reciprocidade. Mesmo assim. Depois há as outras vezes e há outras pessoas que me provam que vale a pena. Que quando somos exactamente aquilo que somos, as pessoas que ficam connosco são exactamente aquelas de que precisamos, as que gostam de nós sem condições e sem falsidades. As nossas pessoas.


Já cá ando há 40 anos e tenho dois filhos que são o meu maior tesouro (mesmo quando são umas pestes). Que despertam o melhor e o pior de mim. Que me fazem ter medos inconfessáveis. E me dão forças que nem eu sabia que tinha. E tenho a minha família fantástica (pai, mãe, irmã, cunhado) que são o meu porto de abrigo. No meu Alentejo, claro. E tenho os meus amigos, os meus amigos do peito, uns que já estão comigo há mais de 20 anos, outros mais recentes, que não vou enumerar mas vocês sabem que são, não sabem? Se há coisa que aprendi nestes últimos anos foi a importância de dizer às pessoas de quem gostamos o quanto gostamos delas, mostrar-lhes o quanto são importante para nós. E tenho-me esforçado para o fazer. Umas vezes aqui, muitas vezes por aí. Dando aqueles abraços. Dando a mão. Dando o ombro. Dando uma palavra. Outras vezes pedindo (tenho pedido muito aos meus amigos).


Daqui a pouco vou estar com algumas dessas pessoas. Quase todas, para dizer a verdade. Já cá ando há 40 anos e não me lembro quando foi a última vez que fiz uma festa de aniversário. Mas às vezes temos que sair da nossa zona de conforto. Entre as mensagens que tenho recebido hoje, muitas avisam-me de que o melhor ainda está para vir, que agora é que vai ser mesmo a valer. Portanto, se até aqui já foi assim bom e se agora ainda vai ser melhor... só posso estar optimista, não é?

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Já cá ando há 40 anos

Já cá ando há 40 anos.


Tenhos dois filhos.


Apaixonei-me algumas vezes. E desapaixonei-me outras tantas.


Casei-me e divorciei-me.


Tenho asma crónica.


Sou jornalista. E gosto muito (apesar de haver dias que).


Tenho saudades dos meus avós.


Gosto de comer e nunca vou ser magra.


Há dias em que sinto que não vou ser capaz, há outros dias em que me sinto a super-mulher, mas nisto, como em tudo o resto, aliás, acho que sou muito parecida com todas as outras pessoas.


Tenho medo de morrer.


Choro muito, com os filmes e com a vida.


Mas, de uma maneira geral, sou feliz.


Fazer um balanço?


Já cá ando há 40 anos. Não me arrependo assim de grandes coisas. Quero dizer. Há coisas que acho que podia ter feito melhor. Ou situações em que podia ter arriscado mais. Tenho pena de não ter dado mais atenção a algumas pessoas e depois já ser tarde de mais. Há coisas que fiz que foram, afinal, desnecessárias. Ou que podia ter evitado. Mas acho que nunca fiz mal a ninguém, pelo menos intencionalmente. E não há assim nada de grave de que me arrependa mesmo. Olho para trás e tenho a consciência tranquila. Tudo o que fiz e disse estava de acordo com o que sentia em cada momento, com o que me pareceu importante naquela dada altura. Se o fiz, se o disse, estava a ser honesta. Comigo e com os outros. E isso é algo de que me orgulho mesmo. De não ser falsa. De não mentir. De não fazer jogos. De não ter esqueletos no armário. De acreditar que mais vale mostrar-me como sou, com todos as minhas falhas, do que estar a construir uma personagem que, mais cedo ou mais tarde, será desmascarada. Nunca tive grande paciência para me preocupar com o que os outros pensam de mim, e já várias vezes fui prejudicada por isso. Ah, porque rio muito e muito alto. Ah, porque digo o que acho. Ah, porque protesto quando acho que as coisas estão mal. Ah, porque sou muito emotiva. Ah, porque sou uma gaja complicada e que muda de ideias e que às vezes não sabem bem o que quer. Ah, porque falo muito. Ah, porque devia ser mais discreta. Pois. Sou assim mesmo. E às vezes faço umas figuras tristes, pois faço, porque me exponho demasiado. Porque odeio situações indefinidas e preciso sempre esclarecer tudo na minha cabeça, custe o que custar. Mas continuo a achar que é melhor assim. Mesmo que os outros me mintam - e mentem-me, frequentemente. Mesmo quando descubro essas mentiras e isso me entristece, sobretudo quando vêm de pessoas de que gosto (gostava) muito. Mesmo quando me desiludo - e desiludo-me muitas vezes - ao descobrir que a honestidade não só não é compreendida como não tem reciprocidade. Mesmo assim. Depois há as outras vezes e há outras pessoas que me provam que vale a pena. Que quando somos exactamente aquilo que somos, as pessoas que ficam connosco são exactamente aquelas de que precisamos, as que gostam de nós sem condições e sem falsidades. As nossas pessoas.


Já cá ando há 40 anos e tenho dois filhos que são o meu maior tesouro (mesmo quando são umas pestes). Que despertam o melhor e o pior de mim. Que me fazem ter medos inconfessáveis. E me dão forças que nem eu sabia que tinha. E tenho a minha família fantástica (pai, mãe, irmã, cunhado) que são o meu porto de abrigo. No meu Alentejo, claro. E tenho os meus amigos, os meus amigos do peito, uns que já estão comigo há mais de 20 anos, outros mais recentes, que não vou enumerar mas vocês sabem que são, não sabem? Se há coisa que aprendi nestes últimos anos foi a importância de dizer às pessoas de quem gostamos o quanto gostamos delas, mostrar-lhes o quanto são importante para nós. E tenho-me esforçado para o fazer. Umas vezes aqui, muitas vezes por aí. Dando aqueles abraços. Dando a mão. Dando o ombro. Dando uma palavra. Outras vezes pedindo (tenho pedido muito aos meus amigos).


Daqui a pouco vou estar com algumas dessas pessoas. Quase todas, para dizer a verdade. Já cá ando há 40 anos e não me lembro quando foi a última vez que fiz uma festa de aniversário. Mas às vezes temos que sair da nossa zona de conforto. Entre as mensagens que tenho recebido hoje, muitas avisam-me de que o melhor ainda está para vir, que agora é que vai ser mesmo a valer. Portanto, se até aqui já foi assim bom e se agora ainda vai ser melhor... só posso estar optimista, não é?

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1 - 'I'm happy just to dance with you'



 Dos Beatles. Havia dúvidas?


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 Dos Beatles. Havia dúvidas?


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Thursday, October 30, 2014

Are we there yet?

(aquele momento em que me arrependo de ter marcado uma festa e só me apetecia ficar sozinha, embrulhada numa manta a ver um filme romântico qualquer. isto já passa, isto já passa, acho)

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Are we there yet?

(aquele momento em que me arrependo de ter marcado uma festa e só me apetecia ficar sozinha, embrulhada numa manta a ver um filme romântico qualquer. isto já passa, isto já passa, acho)

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2 - 'A menina dança'




Marisa Monte e os Novos Baianos

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Marisa Monte e os Novos Baianos

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Wednesday, October 29, 2014

Limpezas

De vez em quando dá-me um daqueles vaipes de limpeza. Dantes, rasgava papéis, esvaziava caixas de recordações, deitava fora cartas recebidas, outras escritas e nunca enviadas, fotografias, textos em folhas soltas. Agora, apago mensagens, enviadas e recebidas, no mail e no telefone, textos nos rascunhos no blogue, imagens e textos guardados numa pasta insuspeita, conversas inteiras no facebook, posso até "desamigar" pessoas. O que é importante, o que é realmente importante, fica sempre guardado numa esquina qualquer da memória, num canto escondido do coração. O resto se verá.

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Limpezas

De vez em quando dá-me um daqueles vaipes de limpeza. Dantes, rasgava papéis, esvaziava caixas de recordações, deitava fora cartas recebidas, outras escritas e nunca enviadas, fotografias, textos em folhas soltas. Agora, apago mensagens, enviadas e recebidas, no mail e no telefone, textos nos rascunhos no blogue, imagens e textos guardados numa pasta insuspeita, conversas inteiras no facebook, posso até "desamigar" pessoas. O que é importante, o que é realmente importante, fica sempre guardado numa esquina qualquer da memória, num canto escondido do coração. O resto se verá.

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Dançar ou voar?

hapiness maria imaginario.jpg


Iustração de Maria Imaginário para o Felicidário.


 

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Iustração de Maria Imaginário para o Felicidário.


 

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3 - 'Dance me to the end of love'




 Leonard Cohen

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 Leonard Cohen

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Tuesday, October 28, 2014

O chuveiro do bebé da Sónia

MATEUS_287_final.jpgEstava a trabalhar no domingo, e além disso estava podre pois tinha tido uma festa de arromba na noite anterior, mas não podia faltar ao Baby Shower do Baby M., não é? Dei uma escapadinha até lá. Cheguei atrasada e nem uma hora lá estive, não bebi a limonada nem provei os doces, mas dei um monte de beijinhos à Sónia. Minha querida e corajosa amiga, mereces isto e muito mais.


(na foto, com olheiras mas sempre a sorrir, com a Inês e a Sónia)


 

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O chuveiro do bebé da Sónia

MATEUS_287_final.jpgEstava a trabalhar no domingo, e além disso estava podre pois tinha tido uma festa de arromba na noite anterior, mas não podia faltar ao Baby Shower do Baby M., não é? Dei uma escapadinha até lá. Cheguei atrasada e nem uma hora lá estive, não bebi a limonada nem provei os doces, mas dei um monte de beijinhos à Sónia. Minha querida e corajosa amiga, mereces isto e muito mais.


(na foto, com olheiras mas sempre a sorrir, com a Inês e a Sónia)


 

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Está quase

Eu não disse que a música iria ficar melhor à medida que nos aproximamos do fim de outubro? Então, nestes últimos dias ouvimos:


15 - 'Dance Tonight', Paul McCartney


14 - 'Dancing in the dark', Bruce Springsteen


13 - 'Dancing queen', Abba


12 - 'Baila comigo', Rita Lee


11 - 'You make me feel like dancing', Leo Sayer


10 - 'Dancemos no mundo', Sérgio Godinho


9 - 'Everybody dance', Chic


8 - 'I'd rather dance with you', Kings of Convenience


7 - 'Private dancer', Tina Turner


6 - 'Ela é dançarina', Chico Buarque


5 - 'Dancing in the street' - Mick Jagger e David Bowie


4 - 'Pista de dança', Adriana Calcanhotto


Estão prontos para o top3?

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Está quase

Eu não disse que a música iria ficar melhor à medida que nos aproximamos do fim de outubro? Então, nestes últimos dias ouvimos:


15 - 'Dance Tonight', Paul McCartney


14 - 'Dancing in the dark', Bruce Springsteen


13 - 'Dancing queen', Abba


12 - 'Baila comigo', Rita Lee


11 - 'You make me feel like dancing', Leo Sayer


10 - 'Dancemos no mundo', Sérgio Godinho


9 - 'Everybody dance', Chic


8 - 'I'd rather dance with you', Kings of Convenience


7 - 'Private dancer', Tina Turner


6 - 'Ela é dançarina', Chico Buarque


5 - 'Dancing in the street' - Mick Jagger e David Bowie


4 - 'Pista de dança', Adriana Calcanhotto


Estão prontos para o top3?

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Apenas mais um dia normal com um pré-adolescente

Estava a ver o caderno de inglês do António, encontro um erro e chamo-lhe a atenção, para que ele emende.


- Oh mãe, mas eu copiei do quadro.


- Deves ter copiado mal...


- Não mãe, copiei como estava no quadro.


- Não, António, não devia estar assim no quadro.


- Como é que sabes? Estava assim, era assim que estava.


- Oh António, não podia estar assim. Deves ter-te enganado a copiar.


- Mas estava. Lembro-me perfeitamente que era assim que estava no quadro.


- Ok, então o professor enganou-se. Está mal e tens que mudar.


- Mas foi assim que o professor escreveu.


- Mas está mal.


- Como é que sabes?


- Sei. Agora escreves como deve ser, está bem?


O diálogo continuou. Tive que procurar no livro uma frase parecida para lhe provar que estava certa. Ainda ficámos ali um bocado, eu a explicar-lhe como era, ele a resistir. Até que, resignado, o rapaz emenda o erro. Mas com cara de poucos amigos. Com cara de "eu faço como tu queres mas tu não tens razão". Livra. Imagine-se quando for uma discussão sobre algo verdadeiramente importante.

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Apenas mais um dia normal com um pré-adolescente

Estava a ver o caderno de inglês do António, encontro um erro e chamo-lhe a atenção, para que ele emende.


- Oh mãe, mas eu copiei do quadro.


- Deves ter copiado mal...


- Não mãe, copiei como estava no quadro.


- Não, António, não devia estar assim no quadro.


- Como é que sabes? Estava assim, era assim que estava.


- Oh António, não podia estar assim. Deves ter-te enganado a copiar.


- Mas estava. Lembro-me perfeitamente que era assim que estava no quadro.


- Ok, então o professor enganou-se. Está mal e tens que mudar.


- Mas foi assim que o professor escreveu.


- Mas está mal.


- Como é que sabes?


- Sei. Agora escreves como deve ser, está bem?


O diálogo continuou. Tive que procurar no livro uma frase parecida para lhe provar que estava certa. Ainda ficámos ali um bocado, eu a explicar-lhe como era, ele a resistir. Até que, resignado, o rapaz emenda o erro. Mas com cara de poucos amigos. Com cara de "eu faço como tu queres mas tu não tens razão". Livra. Imagine-se quando for uma discussão sobre algo verdadeiramente importante.

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4 - 'Pista de dança'






Adriana Calcanhotto

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4 - 'Pista de dança'






Adriana Calcanhotto

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Monday, October 27, 2014

A felicidade nas coisas pequenas (XXII)

Música de fundo. Uma cadeira mágica. A água morna. Uma massagem na cabeça. Os dedos a pressionarem os pontos certos e a fazerem com que todos os problemas e dúvidas e stresses e angústias voem para muito longe. Pelo menos durante aqueles minutos. Um sítio onde lavar o cabelo pode ser muito mais do que apenas lavar o cabelo. E, já agora, aproveitar para ficar um bocadinho mais bonita.

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A felicidade nas coisas pequenas (XXII)

Música de fundo. Uma cadeira mágica. A água morna. Uma massagem na cabeça. Os dedos a pressionarem os pontos certos e a fazerem com que todos os problemas e dúvidas e stresses e angústias voem para muito longe. Pelo menos durante aqueles minutos. Um sítio onde lavar o cabelo pode ser muito mais do que apenas lavar o cabelo. E, já agora, aproveitar para ficar um bocadinho mais bonita.

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5 - 'Dancing in the street'




Mick Jagger & David Bowie

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Mick Jagger & David Bowie

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Sunday, October 26, 2014

Nunca mais é segunda-feira (2)

Sem paciência para pessoas que querem parecer muito cool e frescas e modernas mas na verdade são apenas ignorantes.


Pode ser do cansaço, que esta foi uma semana longa e trabalhosa.


Ou então é mesmo da idade. Falei com outras pessoas e parece que sim, que à medida que envelhecemos ficamos assim sem paciência para aturar certas coisas. Deve ser isso.

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Nunca mais é segunda-feira (2)

Sem paciência para pessoas que querem parecer muito cool e frescas e modernas mas na verdade são apenas ignorantes.


Pode ser do cansaço, que esta foi uma semana longa e trabalhosa.


Ou então é mesmo da idade. Falei com outras pessoas e parece que sim, que à medida que envelhecemos ficamos assim sem paciência para aturar certas coisas. Deve ser isso.

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6 - 'Ela é dançarina'




Chico Buarque

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Saturday, October 25, 2014

7 - 'Private Dancer'




Tina Turner

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7 - 'Private Dancer'




Tina Turner

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Friday, October 24, 2014

O melhor e o mais rápido e por aí fora

 


001_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG


No outono, já nos habituámos, há um espectáculo da Companhia Maior para nos ajudar a pôr tudo em perspectiva. Adoro-os. E não consigo evitar comover-me sempre que os vejo. 


Este chama-se 'O melhor e o mais rápido, o pior e o mais triste, o mais longo, o mais complexo, o mais difícil e o mais divertido' e está no CCB, até segunda-feira.


002_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG 005_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG 009_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG

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O melhor e o mais rápido e por aí fora

 


001_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG


No outono, já nos habituámos, há um espectáculo da Companhia Maior para nos ajudar a pôr tudo em perspectiva. Adoro-os. E não consigo evitar comover-me sempre que os vejo. 


Este chama-se 'O melhor e o mais rápido, o pior e o mais triste, o mais longo, o mais complexo, o mais difícil e o mais divertido' e está no CCB, até segunda-feira.


002_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG 005_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG 009_o melhor e o mais rápido_BS_.JPG

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Nunca mais é segunda-feira

Ando sem paciência. Para pessoas incompetentes. Para pessoas tontas. Para pessoas que se acham. Para pessoas-que-não-me-interessam em geral. Ando sem paciência.


Pode ser a melancolia dos 40.


Ou então pode ser apenas cansaço. E a antevisão de um fim-de-semana de muito trabalho. Acho que deve ser isso.

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Nunca mais é segunda-feira

Ando sem paciência. Para pessoas incompetentes. Para pessoas tontas. Para pessoas que se acham. Para pessoas-que-não-me-interessam em geral. Ando sem paciência.


Pode ser a melancolia dos 40.


Ou então pode ser apenas cansaço. E a antevisão de um fim-de-semana de muito trabalho. Acho que deve ser isso.

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8 - 'I'd rather dance with you'




Kings of Convenience

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Thursday, October 23, 2014

Atalhos

shortcuts.jpg


 

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9 - 'Everybody dance'




Chic

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Wednesday, October 22, 2014

Necessidades básicas

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10 - 'Dancemos no mundo'




Sérgio Godinho

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Tuesday, October 21, 2014

11 - 'You make me feel like dancing'




Leo Sayer

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Leo Sayer

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Monday, October 20, 2014

E porque é que isto não me surpreende?

Um mês depois, o António foi convidado a ir aos treinos "mais avançados" para o mister poder depois convocá-lo para "os jogos a sério".

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E porque é que isto não me surpreende?

Um mês depois, o António foi convidado a ir aos treinos "mais avançados" para o mister poder depois convocá-lo para "os jogos a sério".

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Da falta que um homem faz (8)

Uma pessoa abraça um filho que chora com uma ferida na cabeça. E abraça outro filho que chora de preocupação pelo mano. Uma pessoa faz-se de forte, porque tem de ser, percorre corredores ocupados por velhotes em macas, ignora as gotas de sangue na blusa branca, desenha letras para a criança ler enquanto espera a sua vez, ta-pe-te, po-te, pa-to, encara a ferida e finge que não é nada, fala baixinho enquanto a médica dá quatro pontos na testa, e chega a casa, exausta, depois de um serão passado nas urgências de Santa Maria, distribui miminhos e põe os miúdos na cama. E quando finalmente tudo termina e a casa fica em silêncio esta pessoa também precisava de um abraço e de alguém que lhe dissesse que vai correr tudo bem.


 


(sim, está tudo a correr bem, não há motivos para preocupações. e felizmente não estávamos sozinhos, estávamos com amigos que cuidaram de nós. sou uma sortuda. no meio da atrapalhação que é esta minha vida, e das várias tropelias em que os meus filhos se metem, tenho uma sorte imensa. e tenho muitas pessoas especiais na minha vida, com quem posso mesmo contar. nunca me esqueço disto. mas às vezes, só às vezes, precisava de um pouco mais.)

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Da falta que um homem faz (8)

Uma pessoa abraça um filho que chora com uma ferida na cabeça. E abraça outro filho que chora de preocupação pelo mano. Uma pessoa faz-se de forte, porque tem de ser, percorre corredores ocupados por velhotes em macas, ignora as gotas de sangue na blusa branca, desenha letras para a criança ler enquanto espera a sua vez, ta-pe-te, po-te, pa-to, encara a ferida e finge que não é nada, fala baixinho enquanto a médica dá quatro pontos na testa, e chega a casa, exausta, depois de um serão passado nas urgências de Santa Maria, distribui miminhos e põe os miúdos na cama. E quando finalmente tudo termina e a casa fica em silêncio esta pessoa também precisava de um abraço e de alguém que lhe dissesse que vai correr tudo bem.


 


(sim, está tudo a correr bem, não há motivos para preocupações. e felizmente não estávamos sozinhos, estávamos com amigos que cuidaram de nós. sou uma sortuda. no meio da atrapalhação que é esta minha vida, e das várias tropelias em que os meus filhos se metem, tenho uma sorte imensa. e tenho muitas pessoas especiais na minha vida, com quem posso mesmo contar. nunca me esqueço disto. mas às vezes, só às vezes, precisava de um pouco mais.)

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12 - 'Baila comigo'


Rita Lee

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Sunday, October 19, 2014

13 -'Dancing queen'




Abba

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Saturday, October 18, 2014

14 - 'Dancing in the dark'




Bruce Springsteen

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Friday, October 17, 2014

Assim seja

em caso de dor.jpg


 

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Tempestades

 tempestades.JPGSe quiserem ver pessoas  a dançar a sério vão ao Teatro Camões ver as Tempestades da Companhia Nacional de Bailado. Vale muito a pena.

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 tempestades.JPGSe quiserem ver pessoas  a dançar a sério vão ao Teatro Camões ver as Tempestades da Companhia Nacional de Bailado. Vale muito a pena.

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15 - 'Dance tonight'




Paul McCartney

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Paul McCartney

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Thursday, October 16, 2014

Estamos em contagem decrescente

Começou tudo três meses antes, que foi quando decidi que sim, era desta que fazia uma festa, afinal não é todos os dias que se fazem 40 anos e que sim, também me parece que mais vale aproveitar para festejarmos pois todos os pretextos são bons para estarmos com aqueles de quem mais gostamos. Começou tudo com a Likke Li e o seu Dance, dance, dance (que é uma música que eu adoro) e ficou dado o mote para os tempos que aí vinham. Dois meses antes estivemos Dançando com Adriana Calcanhotto. Um mês antes foi David Bowie que convidou: Let's Dance.


De então para cá temos dançado todos os dias. Diverti-me imenso a encontrar canções que falam sobre dança e pré-publiquei 31 posts, um para cada dia do mês. Até agora, foram estas:


31 - Let's dance do joy division, The Wombats


30 - And we danced, The Hooters


29 - Just dance, Lady Gaga


28 - Everybody dance now, C&C Music Factory


27- You should be dancing, Bee Gees


26- Stolen dance, Milky Chance


25 - Dancing on the ceiling, Lionel Richie


24 - Dancing Machine, The Jackson 5


23 - Don't stop the dance, Bryan Ferry


22 -Let's go dancing, Kool & the Gang


21 - Save the last dance for me, The Drifters


20 - I wanna dance with somebody, Withney Houston


19 - I don't feel like dancing, Scissor Sisters


18 - When we dance, Sting


17 - Do you wanna dance, Cliff Richards & The Shadows


16 - Don't forget to dance, The Kinks


Olhando assim para a lista isto é uma grande salganhada, eu sei, mas também é um bocadinho o retrato da diversidade de músicas que eu gosto de ouvir. E vai melhorar. Faltam 15 dias. As últimas 15 músicas (que, na verdade, são as primeiras 15 músicas) foram escolhidas com muito carinho.


Alguém se atreve a adivinhar qual será a canção que vamos ouvir no dia 31?

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Estamos em contagem decrescente

Começou tudo três meses antes, que foi quando decidi que sim, era desta que fazia uma festa, afinal não é todos os dias que se fazem 40 anos e que sim, também me parece que mais vale aproveitar para festejarmos pois todos os pretextos são bons para estarmos com aqueles de quem mais gostamos. Começou tudo com a Likke Li e o seu Dance, dance, dance (que é uma música que eu adoro) e ficou dado o mote para os tempos que aí vinham. Dois meses antes estivemos Dançando com Adriana Calcanhotto. Um mês antes foi David Bowie que convidou: Let's Dance.


De então para cá temos dançado todos os dias. Diverti-me imenso a encontrar canções que falam sobre dança e pré-publiquei 31 posts, um para cada dia do mês. Até agora, foram estas:


31 - Let's dance do joy division, The Wombats


30 - And we danced, The Hooters


29 - Just dance, Lady Gaga


28 - Everybody dance now, C&C Music Factory


27- You should be dancing, Bee Gees


26- Stolen dance, Milky Chance


25 - Dancing on the ceiling, Lionel Richie


24 - Dancing Machine, The Jackson 5


23 - Don't stop the dance, Bryan Ferry


22 -Let's go dancing, Kool & the Gang


21 - Save the last dance for me, The Drifters


20 - I wanna dance with somebody, Withney Houston


19 - I don't feel like dancing, Scissor Sisters


18 - When we dance, Sting


17 - Do you wanna dance, Cliff Richards & The Shadows


16 - Don't forget to dance, The Kinks


Olhando assim para a lista isto é uma grande salganhada, eu sei, mas também é um bocadinho o retrato da diversidade de músicas que eu gosto de ouvir. E vai melhorar. Faltam 15 dias. As últimas 15 músicas (que, na verdade, são as primeiras 15 músicas) foram escolhidas com muito carinho.


Alguém se atreve a adivinhar qual será a canção que vamos ouvir no dia 31?

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16 - 'Don't forget to dance'




The Kinks

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The Kinks

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Wednesday, October 15, 2014

17 - 'Do you wanna dance'




Cliff Richards & the Shadows

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Galochas (2)

galochas1.jpg A minha amiga Paula apanhou-me assim, no sábado, sem pose, a rir, sem maquilhagem nem aparatos, desengonçada como geralmente estou. "A natureza verdinha fica-te bem", disse ela, na mensagem em que me mandou a foto. Olhei para aqui e hesitei entre o que horror, esta gorda sou eu?, e o sim, sou eu, tal e qual, sem tirar nem pôr. Só faltava ter os pés para dentro e era o quadro completo. Parece que faz parte da terapia isto de nos confrontarmos com aquilo que somos e aceitarmo-nos, assim mesmo, com as nossas imperfeições. Step by step.


(Alguém falou em pés para dentro?)

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Galochas (2)

galochas1.jpg A minha amiga Paula apanhou-me assim, no sábado, sem pose, a rir, sem maquilhagem nem aparatos, desengonçada como geralmente estou. "A natureza verdinha fica-te bem", disse ela, na mensagem em que me mandou a foto. Olhei para aqui e hesitei entre o que horror, esta gorda sou eu?, e o sim, sou eu, tal e qual, sem tirar nem pôr. Só faltava ter os pés para dentro e era o quadro completo. Parece que faz parte da terapia isto de nos confrontarmos com aquilo que somos e aceitarmo-nos, assim mesmo, com as nossas imperfeições. Step by step.


(Alguém falou em pés para dentro?)

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Tuesday, October 14, 2014

Qual a menina que nunca sonhou ser bailarina?



Eu já.


Rudolf Nureyev e Margot Fonteyn dançam O Lago dos Cisnes, com música de Tchaikowsky. Em 1966. Tão lindo.

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Qual a menina que nunca sonhou ser bailarina?



Eu já.


Rudolf Nureyev e Margot Fonteyn dançam O Lago dos Cisnes, com música de Tchaikowsky. Em 1966. Tão lindo.

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18 - 'When we dance'




Sting

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Monday, October 13, 2014

Deveria ser tudo assim

dance like.jpg


 

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Deveria ser tudo assim

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19 - 'I don't feel like dancing'




Scissor Sisters

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Sunday, October 12, 2014

Estávamos mesmo a precisar disto

DSCF1246.JPG DSCF1255.JPG


Sábado com amigos, ao ar livre. Domingo só nós, em casa.


(a primeira foto foi tirada pelo Pedro, mas não se deixem iludir, ele só esteve sentado por breves minutos, a verdade é que passou o dia, como o mano e os amigos, a brincar na terra, a escavar e a plantar, de galochas nos pés e enchada nas mãos, apanhou sol e chuva e divertiu-se à grande, tal e qual como se não estivesse magoado. assim se vê como uma foto pode ser tão enganadora.)

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Estávamos mesmo a precisar disto

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Sábado com amigos, ao ar livre. Domingo só nós, em casa.


(a primeira foto foi tirada pelo Pedro, mas não se deixem iludir, ele só esteve sentado por breves minutos, a verdade é que passou o dia, como o mano e os amigos, a brincar na terra, a escavar e a plantar, de galochas nos pés e enchada nas mãos, apanhou sol e chuva e divertiu-se à grande, tal e qual como se não estivesse magoado. assim se vê como uma foto pode ser tão enganadora.)

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Os gangsters também dançam o twist


É um filme sangrento. Mas pelo meio tem isto. John Travolta e (uma morena e belíssima) Uma Thurman em 'Pulp Fiction' (1994


 

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Os gangsters também dançam o twist


É um filme sangrento. Mas pelo meio tem isto. John Travolta e (uma morena e belíssima) Uma Thurman em 'Pulp Fiction' (1994


 

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20 - 'I wanna dance with somebody'




Whitney Houston

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Whitney Houston

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Saturday, October 11, 2014

Galochas

DSCF1245.JPGQuando os caminhos são mais lamacentos é melhor ter uma galochas. E amigos. Também é melhor se tivermos uns quantos amigos.

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Galochas

DSCF1245.JPGQuando os caminhos são mais lamacentos é melhor ter uma galochas. E amigos. Também é melhor se tivermos uns quantos amigos.

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It takes two to tango

hapiness julio dolbeth.jpgNunca dancei um tango. Mas gostaria. A ilustração é de Julio Dolbeth para o Felicidário.


 

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It takes two to tango

hapiness julio dolbeth.jpgNunca dancei um tango. Mas gostaria. A ilustração é de Julio Dolbeth para o Felicidário.


 

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21 - 'Save the last dance for me'


The Drifters

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The Drifters

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Friday, October 10, 2014

Fixar este momento raro

O António foi o último menino a sair do ATL. Avisei-o que estava atrasada e disse-lhe para esperar por mim com o segurança junto à portaria da escola, mas, depois, graças à simpatia de um colega meu, que ouviu o telefonema desta mãe entristecida, lá consegui despachar-me um bocadinho mais cedo. O António saiu com a professora do ATL que me sorriu condescendente, "afinal sempre conseguiu". Pus a pesadíssima mochila dele às minhas costas e descemos a rua para ir buscar o mano com as suas muletas. Chegámos a casa tarde e cansados. O dia foi puxado. Tinha saído de casa às 8.00 da manhã para deixar o António na escola e depois ir ao hospital trocar o penso do Pedro e depois deixar o Pedro na escola e depois ir trabalhar muito. Por isso, sim, chegámos a casa quase doze horas depois, tarde e cansados, e enquanto eu aquecia a sopa que tinha congelada e punha uma pizza no forno os meus filhos sentaram-se os dois na mesa da cozinha a trabalhar, o Pedro a fazer uma página de pá, pé, pi, pai, pião e pipa que tinha trazido como trabalho de casa, o António a fazer uma ficha de matemática, que nem era trabalho de casa nem nada, era só uma ficha que lhe apetecia fazer. E tive que ser eu a dizer, então, meninos, se fossem tomar banho e deixassem o resto dos trabalhos para amanhã, pode ser? Nunca me tinha imaginado a dizer uma frases destas. A maternidade não pára de me surpreender. Ou de como os nossos filhos, com todos os seus defeitos, são sempre os melhores filhos do mundo.


(fixar este momento, fixar este momento e lembrar-me dele num daqueles dias em que os putos me tiram do sério e me deixam desesperada a achar que nunca vou ser capaz de os educar convenientemente)

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Fixar este momento raro

O António foi o último menino a sair do ATL. Avisei-o que estava atrasada e disse-lhe para esperar por mim com o segurança junto à portaria da escola, mas, depois, graças à simpatia de um colega meu, que ouviu o telefonema desta mãe entristecida, lá consegui despachar-me um bocadinho mais cedo. O António saiu com a professora do ATL que me sorriu condescendente, "afinal sempre conseguiu". Pus a pesadíssima mochila dele às minhas costas e descemos a rua para ir buscar o mano com as suas muletas. Chegámos a casa tarde e cansados. O dia foi puxado. Tinha saído de casa às 8.00 da manhã para deixar o António na escola e depois ir ao hospital trocar o penso do Pedro e depois deixar o Pedro na escola e depois ir trabalhar muito. Por isso, sim, chegámos a casa quase doze horas depois, tarde e cansados, e enquanto eu aquecia a sopa que tinha congelada e punha uma pizza no forno os meus filhos sentaram-se os dois na mesa da cozinha a trabalhar, o Pedro a fazer uma página de pá, pé, pi, pai, pião e pipa que tinha trazido como trabalho de casa, o António a fazer uma ficha de matemática, que nem era trabalho de casa nem nada, era só uma ficha que lhe apetecia fazer. E tive que ser eu a dizer, então, meninos, se fossem tomar banho e deixassem o resto dos trabalhos para amanhã, pode ser? Nunca me tinha imaginado a dizer uma frases destas. A maternidade não pára de me surpreender. Ou de como os nossos filhos, com todos os seus defeitos, são sempre os melhores filhos do mundo.


(fixar este momento, fixar este momento e lembrar-me dele num daqueles dias em que os putos me tiram do sério e me deixam desesperada a achar que nunca vou ser capaz de os educar convenientemente)

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22 - 'Let's go dancing'




Kool and the Gang

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Kool and the Gang

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Thursday, October 09, 2014

O Calvin também gosta de dançar

 


calvin.jpg


 


 

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O Calvin também gosta de dançar

 


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Gatinhos

CATS_2013_8277.JPG Fomos ver o Cats. Bom, na verdade, fomos ver a primeira parte do Cats.


Os senhores que organizam estes espectáculos não têm culpa que eu tenha dois filhos pequenos, habituados a deitarem-se cedo, ainda por cima um deles com muletas, nem que eu tenha deixado tudo para a última hora e por isso já não tenha arranjado bilhetes para o fim-de-semana. Mas os senhores que organizam estes espectáculos ditos familiares e que os marcam para as 21.30 numa quinta-feira já deveriam saber que, como de costume e embora seja inadmissível, a coisa começa com uma meia hora de atraso e que depois há um intervalo de 20 minutos e que isso tudo faz com que o espectáculo vá terminar muito tarde. Demasiado tarde. Não é por acaso que em quase todo o mundo, nos dias de semana, os espectáculos acontecem muito mais cedo. E também não é por acaso que em Lisboa metade dos lugares ficaram vazios na noite de estreia (!!).


Adiante. A verdade é que se estivéssemos a gostar muito, muito do espectáculo teríamos feito um esforço para ficar até ao fim. E não estávamos. Os gatos eram bem giros, a música é linda, os bailarinos são bons mas... o Campo Pequeno, meu deus, o Campo Pequeno deve ser a pior sala de espectáculos do mundo, pior ainda do que o Pavilhão Atlântico e olhem que isso já é pôr a fasquia mesmo muito baixa. Aquilo é uma praça para touradas. Ponto. Nunca ali vi um concerto ou um espectáculo ou uma feira ou o que quer que fosse que resultasse. A acústica é péssima - e não ajuda nada o facto de neste caso não haver orquestra e a música ser gravada. A iluminação é ridícula - sempre que os gatos saíam do palco e passeavam pela plateia ou faziam qualquer coisa num canto da sala ninguém os via, pura e simplesmente. E a envolvência do público é... nenhuma. A sério. Onde quer que uma pessoa se sente o palco está sempre láááá longe. Depois, não há condições para se ver um espectáculo naquela plateia enorme, plana, ali colocada no meio da gigante arena. Ou nas bancadas, com a luz e o barulho constantes vindos dos corredores. O facto de ser impossível manter a sala escura faz com que na audiência as pessoas continuem a conversar umas com as outras, numa permanente distracção. Já para não falar das super-incómodas cadeiras. Com tudo isto é muito difícil, mas mesmo muito difícil, que um espectador mantenha a sua atenção e se sinta "agarrado" pelo espectáculo, por muito bom que ele seja. E eu não acho que Cats seja assim um espectáculo tão bom como se diz, mas acho que se aqueles gatos miassem no Coliseu de Lisboa ou no CCB teria sido outra coisa, completamente diferente e mil vezes melhor. Disso não tenho qualquer dúvida.


(se eu tivesse pago os bilhetes estaria furiosa, assim só tenho pena que tenham estragado aquilo que poderia ser um bom divertimento)

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Gatinhos

CATS_2013_8277.JPG Fomos ver o Cats. Bom, na verdade, fomos ver a primeira parte do Cats.


Os senhores que organizam estes espectáculos não têm culpa que eu tenha dois filhos pequenos, habituados a deitarem-se cedo, ainda por cima um deles com muletas, nem que eu tenha deixado tudo para a última hora e por isso já não tenha arranjado bilhetes para o fim-de-semana. Mas os senhores que organizam estes espectáculos ditos familiares e que os marcam para as 21.30 numa quinta-feira já deveriam saber que, como de costume e embora seja inadmissível, a coisa começa com uma meia hora de atraso e que depois há um intervalo de 20 minutos e que isso tudo faz com que o espectáculo vá terminar muito tarde. Demasiado tarde. Não é por acaso que em quase todo o mundo, nos dias de semana, os espectáculos acontecem muito mais cedo. E também não é por acaso que em Lisboa metade dos lugares ficaram vazios na noite de estreia (!!).


Adiante. A verdade é que se estivéssemos a gostar muito, muito do espectáculo teríamos feito um esforço para ficar até ao fim. E não estávamos. Os gatos eram bem giros, a música é linda, os bailarinos são bons mas... o Campo Pequeno, meu deus, o Campo Pequeno deve ser a pior sala de espectáculos do mundo, pior ainda do que o Pavilhão Atlântico e olhem que isso já é pôr a fasquia mesmo muito baixa. Aquilo é uma praça para touradas. Ponto. Nunca ali vi um concerto ou um espectáculo ou uma feira ou o que quer que fosse que resultasse. A acústica é péssima - e não ajuda nada o facto de neste caso não haver orquestra e a música ser gravada. A iluminação é ridícula - sempre que os gatos saíam do palco e passeavam pela plateia ou faziam qualquer coisa num canto da sala ninguém os via, pura e simplesmente. E a envolvência do público é... nenhuma. A sério. Onde quer que uma pessoa se sente o palco está sempre láááá longe. Depois, não há condições para se ver um espectáculo naquela plateia enorme, plana, ali colocada no meio da gigante arena. Ou nas bancadas, com a luz e o barulho constantes vindos dos corredores. O facto de ser impossível manter a sala escura faz com que na audiência as pessoas continuem a conversar umas com as outras, numa permanente distracção. Já para não falar das super-incómodas cadeiras. Com tudo isto é muito difícil, mas mesmo muito difícil, que um espectador mantenha a sua atenção e se sinta "agarrado" pelo espectáculo, por muito bom que ele seja. E eu não acho que Cats seja assim um espectáculo tão bom como se diz, mas acho que se aqueles gatos miassem no Coliseu de Lisboa ou no CCB teria sido outra coisa, completamente diferente e mil vezes melhor. Disso não tenho qualquer dúvida.


(se eu tivesse pago os bilhetes estaria furiosa, assim só tenho pena que tenham estragado aquilo que poderia ser um bom divertimento)

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23 - 'Don't stop the dance'




Bryan Ferry

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Wednesday, October 08, 2014

24 - 'Dancing machine'




The Jackson 5

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Tuesday, October 07, 2014

Nem todos dançam cá em casa

DSCF1244.JPG O Pedro caiu no recreio, levou cinco pontos no joelho (mesmo, mesmo no joelho) e agora está assim, sentado, deitado, dorido e aborrecidíssimo por não se poder mexer (vai ser um dia muito longo...).

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Nem todos dançam cá em casa

DSCF1244.JPG O Pedro caiu no recreio, levou cinco pontos no joelho (mesmo, mesmo no joelho) e agora está assim, sentado, deitado, dorido e aborrecidíssimo por não se poder mexer (vai ser um dia muito longo...).

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25 - 'Dancing on the ceiling'




Lionel Richie

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Monday, October 06, 2014

Outono


 

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Outono


 

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A fama tem um preço


 1982 e seguintes. A série 'Fama'. Usar perneiras. Saltar e correr e chamar a isso dançar. Ensaiar coreografias nos intervalos da primária. Eu sou a Coco e ele é o Leroy. Crescer para ser artista.

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A fama tem um preço


 1982 e seguintes. A série 'Fama'. Usar perneiras. Saltar e correr e chamar a isso dançar. Ensaiar coreografias nos intervalos da primária. Eu sou a Coco e ele é o Leroy. Crescer para ser artista.

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26 - 'Stolen Dance'




Milky Chance

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Milky Chance

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Sunday, October 05, 2014

Terapia

DSCF1243.JPG


Dançar. Sentir o sol. Os amigos. Dar abraços. Cozinhar. Estas são as terapias mais baratas que existem. Hoje fiz doce de tomate. 

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Terapia

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Dançar. Sentir o sol. Os amigos. Dar abraços. Cozinhar. Estas são as terapias mais baratas que existem. Hoje fiz doce de tomate. 

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Fechando portas

closing doors.jpg


Please stand clear of the closing doors.

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Fechando portas

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27 - 'You should be dancing'




Bee Gees

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Saturday, October 04, 2014

Vai-te embora setembro (parte 2)

Havia sol e um céu azul, os putos tomaram banho no mar e brincaram muito na areia, e eu fiquei sentada, na toalha, a vê-los de longe, a ler, a pensar na vida, a fechar os olhos para sentir melhor o sol a aquecer-me a pele. Há momentos que são tão bons que devíamos poder guardá-los para os revivermos as vezes que fossem necessárias, sempre que nos sentimos mais em baixo ou mais perdidos. Há momentos que são tão bons, são aqueles momentos da felicidade nas pequenas coisas (e que, depois, no reverso da medalha, nos fazem ter saudades daquele arrebatamento que só é possível com a felicidade nas coisas grandes). É possível estar feliz e triste ao mesmo tempo. É possível sentir que se tem tudo e ao mesmo tempo sentir um vazio cá dentro. Hoje foi um dia bom e no entanto. Hoje estava sol. E já é outubro. E a vida continua (e não é sempre assim?).

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Vai-te embora setembro (parte 2)

Havia sol e um céu azul, os putos tomaram banho no mar e brincaram muito na areia, e eu fiquei sentada, na toalha, a vê-los de longe, a ler, a pensar na vida, a fechar os olhos para sentir melhor o sol a aquecer-me a pele. Há momentos que são tão bons que devíamos poder guardá-los para os revivermos as vezes que fossem necessárias, sempre que nos sentimos mais em baixo ou mais perdidos. Há momentos que são tão bons, são aqueles momentos da felicidade nas pequenas coisas (e que, depois, no reverso da medalha, nos fazem ter saudades daquele arrebatamento que só é possível com a felicidade nas coisas grandes). É possível estar feliz e triste ao mesmo tempo. É possível sentir que se tem tudo e ao mesmo tempo sentir um vazio cá dentro. Hoje foi um dia bom e no entanto. Hoje estava sol. E já é outubro. E a vida continua (e não é sempre assim?).

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Vai-te embora setembro

Sábado. O despertador não tocou mas eu acordei exactamente à mesma hora dos outros dias. Passado um bocado o António veio deitar-se ao meu lado. Depois o Pedro também acordou. Às 7.30 foram ver televisão (eu fiquei ainda mais um bocadinho no quentinho da cama). Sábado. Lentamente, a nossa vida volta a parecer-se com a nossa vida, depois do turbilhão do últimos mês. O regresso das férias é sempre difícil mas este foi particularmente complicado. Foram muitas mudanças de uma só vez, nos horários, nas escolas, nas rotinas, no trabalho. Nas últimas semanas, o Pedro aprendeu as vogais e já não precisa de ajuda na casa-de-banho, voltou à natação e já sabe as cores em inglês. O António mudou de escola, perdeu um manual, confundiu-se várias vezes com o horário e os cadernos, já levou uns carolos dos mais velhos e uns raspanetes dos professores, teve "furos", fez amigos novos, carrega uma mala que pesa vários quilos e aprendeu a dizer "setôr", vai aos treinos de futebol com entusiasmo e já deve ter aprendido uma série de palavrões cabeludos, passa a vida a trocar mensagens com os amigos e o seu gosto musical está ainda mais deplorável. Olha-me de lado quando ralho com ele e responde torto quando o mando tomar banho. A pré-adolescência em todo o seu esplendor entrou-nos pela casa dentro. No trabalho, mais mudanças. Novos chefes, novas exigências, muitas indefinições, odeio indefinições, novos desafios, não tantas mudanças quanto seriam necessárias, no final de contas, mas enfim, acreditar, é preciso acreditar, estar alerta, dar o máximo. Estive a trabalhar fim-de-semana-sim, fim-de-semana-não e ainda por cima a Marilene, a fada-madrinha que costuma vir limpar o nosso palácio à sexta-feira, esteve de férias durante todo o mês de setembro. Podia o caos ser maior? Mas, agora, lentamente, a nossa vida volta a parecer-se com a nossa vida. Sábado. A casa está limpa, não há roupa por passar, há comida na despensa e almoço pronto no frigorífico, os trabalhos de casa estão feitos (ainda não fui confirmar, mas há que acreditar que sim), estamos de folga. Acordamos cedo, mas, apesar disso, a vida volta a parecer-se com a nossa vida. O resto se verá. Apetecia-me ir apanhar sol, logo à tarde, haverá sol?

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Vai-te embora setembro

Sábado. O despertador não tocou mas eu acordei exactamente à mesma hora dos outros dias. Passado um bocado o António veio deitar-se ao meu lado. Depois o Pedro também acordou. Às 7.30 foram ver televisão (eu fiquei ainda mais um bocadinho no quentinho da cama). Sábado. Lentamente, a nossa vida volta a parecer-se com a nossa vida, depois do turbilhão do últimos mês. O regresso das férias é sempre difícil mas este foi particularmente complicado. Foram muitas mudanças de uma só vez, nos horários, nas escolas, nas rotinas, no trabalho. Nas últimas semanas, o Pedro aprendeu as vogais e já não precisa de ajuda na casa-de-banho, voltou à natação e já sabe as cores em inglês. O António mudou de escola, perdeu um manual, confundiu-se várias vezes com o horário e os cadernos, já levou uns carolos dos mais velhos e uns raspanetes dos professores, teve "furos", fez amigos novos, carrega uma mala que pesa vários quilos e aprendeu a dizer "setôr", vai aos treinos de futebol com entusiasmo e já deve ter aprendido uma série de palavrões cabeludos, passa a vida a trocar mensagens com os amigos e o seu gosto musical está ainda mais deplorável. Olha-me de lado quando ralho com ele e responde torto quando o mando tomar banho. A pré-adolescência em todo o seu esplendor entrou-nos pela casa dentro. No trabalho, mais mudanças. Novos chefes, novas exigências, muitas indefinições, odeio indefinições, novos desafios, não tantas mudanças quanto seriam necessárias, no final de contas, mas enfim, acreditar, é preciso acreditar, estar alerta, dar o máximo. Estive a trabalhar fim-de-semana-sim, fim-de-semana-não e ainda por cima a Marilene, a fada-madrinha que costuma vir limpar o nosso palácio à sexta-feira, esteve de férias durante todo o mês de setembro. Podia o caos ser maior? Mas, agora, lentamente, a nossa vida volta a parecer-se com a nossa vida. Sábado. A casa está limpa, não há roupa por passar, há comida na despensa e almoço pronto no frigorífico, os trabalhos de casa estão feitos (ainda não fui confirmar, mas há que acreditar que sim), estamos de folga. Acordamos cedo, mas, apesar disso, a vida volta a parecer-se com a nossa vida. O resto se verá. Apetecia-me ir apanhar sol, logo à tarde, haverá sol?

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28 - 'Everybody dance now'




C & C Music Factory

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Friday, October 03, 2014

Ninguém põe a bebé num canto




Claro que é uma coisa geracional. O filme é de 1987, do tempo das cassetes em VHS e das paixões adolescentes.

Patrick Swayze e Jennifer Grey em 'Dirty Dancing'

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Ninguém põe a bebé num canto




Claro que é uma coisa geracional. O filme é de 1987, do tempo das cassetes em VHS e das paixões adolescentes.

Patrick Swayze e Jennifer Grey em 'Dirty Dancing'

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29 - 'Just dance'




Lady Gaga

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Thursday, October 02, 2014

Perguntaram-me o que ando a ler

"Quando o amor é amor nunca acaba. Ainda que não possa continuar."


in 'Madre Paula', de Patricia Müller


(acredito tanto nisto. quando o amor é amor sobrevive a tudo. à distância. aos desencontros. à traição. ao tempo. até mesmo ao fim. se não sobrevive é porque não é bem amor. acredito tanto nisto, ainda que às vezes não acredite.)

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Perguntaram-me o que ando a ler

"Quando o amor é amor nunca acaba. Ainda que não possa continuar."


in 'Madre Paula', de Patricia Müller


(acredito tanto nisto. quando o amor é amor sobrevive a tudo. à distância. aos desencontros. à traição. ao tempo. até mesmo ao fim. se não sobrevive é porque não é bem amor. acredito tanto nisto, ainda que às vezes não acredite.)

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Ginger e Fred




Dizemos dançar e pensamos nestes dois. E nos filmes que víamos nas matinés de domingo na RTP. Até parece fácil, não é?

Ginger Rogers e Fred Astaire em 'Swing Time' (1936)

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Ginger e Fred




Dizemos dançar e pensamos nestes dois. E nos filmes que víamos nas matinés de domingo na RTP. Até parece fácil, não é?

Ginger Rogers e Fred Astaire em 'Swing Time' (1936)

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