Sem medos
Labels: Vida
Estar de folga e não ligar o facebook.
Labels: a felicidade nas coisas pequenas, felicidade, vidinha
Estar de folga e não ligar o facebook.
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Labels: jornalismo, teatro
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Às 9.30 da manhã, o metro estava cheio. Cheio como em hora de ponta. Espanhóis aos pulos dentro da carruagem. A cantarem. Espanhóis com pulseiras de elásticos nos pulsos, a consultarem os mapas da cidade e a perguntarem pelas estações de metro e pelo Rossio e pelos pastéis de belém.
Que ganhe o melhor, mas se puder ser este a malta fica um bocadinho mais contente.
E, já agora, uma música para começarmos a aquecer para o Mundial (esta, que é antiga, porque não achei gracinha nenhuma à da Shakira nem à do Pitbull).
Às 9.30 da manhã, o metro estava cheio. Cheio como em hora de ponta. Espanhóis aos pulos dentro da carruagem. A cantarem. Espanhóis com pulseiras de elásticos nos pulsos, a consultarem os mapas da cidade e a perguntarem pelas estações de metro e pelo Rossio e pelos pastéis de belém.
Que ganhe o melhor, mas se puder ser este a malta fica um bocadinho mais contente.
E, já agora, uma música para começarmos a aquecer para o Mundial (esta, que é antiga, porque não achei gracinha nenhuma à da Shakira nem à do Pitbull).
Chegar a casa numa sexta-feira à tarde, depois do trabalho, sentar-me no sofá a ver o episódio de ontem da 'Anatomia de Grey' e choramingar um bocadinho com este Owen dos cabelos ruivos.
Labels: televisão
Chegar a casa numa sexta-feira à tarde, depois do trabalho, sentar-me no sofá a ver o episódio de ontem da 'Anatomia de Grey' e choramingar um bocadinho com este Owen dos cabelos ruivos.
Labels: televisão
Foi tão bom. Pela música, pelos amigos, pelos miúdos, ensonados mas ainda assim fascinados com os dourados do teatro e com aqueles instrumentos todos, o acordeão, a harpa, os violinos, a sanfona, e os coros e os cantares alentejanos que são tão lindos. E no final, onze da noite, já na rua, no largo de são carlos, ainda houve mais vozes e aqueles homens juntinhos a abanarem-se lentamente de um lado para o outro.
Foi tão bom. Pela música, pelos amigos, pelos miúdos, ensonados mas ainda assim fascinados com os dourados do teatro e com aqueles instrumentos todos, o acordeão, a harpa, os violinos, a sanfona, e os coros e os cantares alentejanos que são tão lindos. E no final, onze da noite, já na rua, no largo de são carlos, ainda houve mais vozes e aqueles homens juntinhos a abanarem-se lentamente de um lado para o outro.
Obrigado, Anabela, por me mostrares esta "coisa boa". Eu já adorava o Moreno Veloso (e não só por ser filho de quem é) e agora estou com muita vontade de ouvir o novo disco.
Obrigado, Anabela, por me mostrares esta "coisa boa". Eu já adorava o Moreno Veloso (e não só por ser filho de quem é) e agora estou com muita vontade de ouvir o novo disco.
Sou contra os exames do 4ºano (e também do 6º, pelo menos. e provavelmente também do 9º, embora ainda não me tenha dedicado a pensar muito nisso).
Acho que os meninos devem ser avaliados. Acho que devemos ser exigentes com eles. Acho que eles devem aprender a ser responsáveis. Acho que estudar é, sim, senhor, o seu trabalho.
Mas acho que haveria mil e uma maneiras de conseguir isto tudo sem ter que sujeitá-los a esta pressão tão formal, tão oficial, tão burocrática que são os exames (já há os testes, não há? e havia aquela coisa chamada avaliação contínua, não havia?) e, acima de tudo, sem ter que perder grande parte do tempo lectivo a ensiná-los a fazer estes exames. Porque a verdade é esta. Os exames vieram limitar a liberdade dos professores no que toca a metodologias e a estratégias de ensino. Vieram limitar a criatividade dentro da sala de aula. E limitar, e muito, a liberdade e a criatividade dos nossos miúdos. Haveria outras maneiras, porventura mais divertidas e se calhar até mais eficazes de pôr estas crianças a ler e a compreender textos e a fazerem redacções e a saberem a gramática toda e a saberem dividir e multiplicar (e até fazerem contas com fracções) e a saberem as formas geométricas e os sólidos e os ângulos e os quilómetros e os litros. Claro que haveria. Mas não adianta que eles saibam isso tudo de outra maneira. O que é importante é que saibam desta forma. Não interessa que eles saibam tudo isso e muito mais, o que interessa é que saibam responder a este tipo de exames.
E essa normalização a mim irrita-me. Complica-me com os nervos. Porque é limitadora, porque é injusta, porque é uma parvoíce. Os putos têm 10 anos. A escola devia ser um sítio que lhes abre portas e não que lhes diz que só há uma maneira certa de fazer as coisas. Os putos têm 10 anos. Aprender devia ser divertido e não uma seca de fichas que é preciso fazer. Os putos têm 10 anos. Há uns que sabem mais matemática, há outros que sabem mais história, há uns que gostam de pintar, há outros que são óptimos a tocar flauta. Devíamos estar a explorar estas várias valências. Aproveitar aquilo em que eles são melhores para minorar as suas dificuldades. Descobrir estratégias, quem sabe até individuais, para que todos cheguem à meta, mesmo que de maneiras diferentes. Isto é possível. Isto não é utopia.
Não me venham com a conversa de que temos de os preparar para o futuro. Estamos a criar pequenos burocratas-não-pensantes-e-obedientes que quando vão para uma prova se preocupam com coisas como ter uma caneta preta sem bonecos. Que futuro cinzento nos espera.
Posto isto. Não há como escapar. Os miúdos têm que fazer os exames. Os professores têm que os preparar para os exames. No resto do tempo, resistimos como podemos. Em casa e na escola. Há que desdramatizar, para bem deles e para nosso bem. Dar-lhes espaço. Dar-lhes tempo. Não os pressionar. Relativizar. Procurar aquele difícil equilíbrio entre o garantir que eles estão à altura e o não fazer disto um bicho de sete cabeças. Ando à procura deste equilíbrio. Uns dias consigo, outros nem por isso. Mas ando à procura. Acredito mesmo nisto.
Sou contra os exames do 4ºano (e também do 6º, pelo menos. e provavelmente também do 9º, embora ainda não me tenha dedicado a pensar muito nisso).
Acho que os meninos devem ser avaliados. Acho que devemos ser exigentes com eles. Acho que eles devem aprender a ser responsáveis. Acho que estudar é, sim, senhor, o seu trabalho.
Mas acho que haveria mil e uma maneiras de conseguir isto tudo sem ter que sujeitá-los a esta pressão tão formal, tão oficial, tão burocrática que são os exames (já há os testes, não há? e havia aquela coisa chamada avaliação contínua, não havia?) e, acima de tudo, sem ter que perder grande parte do tempo lectivo a ensiná-los a fazer estes exames. Porque a verdade é esta. Os exames vieram limitar a liberdade dos professores no que toca a metodologias e a estratégias de ensino. Vieram limitar a criatividade dentro da sala de aula. E limitar, e muito, a liberdade e a criatividade dos nossos miúdos. Haveria outras maneiras, porventura mais divertidas e se calhar até mais eficazes de pôr estas crianças a ler e a compreender textos e a fazerem redacções e a saberem a gramática toda e a saberem dividir e multiplicar (e até fazerem contas com fracções) e a saberem as formas geométricas e os sólidos e os ângulos e os quilómetros e os litros. Claro que haveria. Mas não adianta que eles saibam isso tudo de outra maneira. O que é importante é que saibam desta forma. Não interessa que eles saibam tudo isso e muito mais, o que interessa é que saibam responder a este tipo de exames.
E essa normalização a mim irrita-me. Complica-me com os nervos. Porque é limitadora, porque é injusta, porque é uma parvoíce. Os putos têm 10 anos. A escola devia ser um sítio que lhes abre portas e não que lhes diz que só há uma maneira certa de fazer as coisas. Os putos têm 10 anos. Aprender devia ser divertido e não uma seca de fichas que é preciso fazer. Os putos têm 10 anos. Há uns que sabem mais matemática, há outros que sabem mais história, há uns que gostam de pintar, há outros que são óptimos a tocar flauta. Devíamos estar a explorar estas várias valências. Aproveitar aquilo em que eles são melhores para minorar as suas dificuldades. Descobrir estratégias, quem sabe até individuais, para que todos cheguem à meta, mesmo que de maneiras diferentes. Isto é possível. Isto não é utopia.
Não me venham com a conversa de que temos de os preparar para o futuro. Estamos a criar pequenos burocratas-não-pensantes-e-obedientes que quando vão para uma prova se preocupam com coisas como ter uma caneta preta sem bonecos. Que futuro cinzento nos espera.
Posto isto. Não há como escapar. Os miúdos têm que fazer os exames. Os professores têm que os preparar para os exames. No resto do tempo, resistimos como podemos. Em casa e na escola. Há que desdramatizar, para bem deles e para nosso bem. Dar-lhes espaço. Dar-lhes tempo. Não os pressionar. Relativizar. Procurar aquele difícil equilíbrio entre o garantir que eles estão à altura e o não fazer disto um bicho de sete cabeças. Ando à procura deste equilíbrio. Uns dias consigo, outros nem por isso. Mas ando à procura. Acredito mesmo nisto.
Meia hora a vasculhar nas prateleiras da livraria para encontrar este livro que ainda teve de ser lido e aprovado pelo Pedro. Funcionou porque tem tudo a ver com esta idade: na turma estão todos com dentes a abanar e fizeram questão de me mostrar as suas bocas desdentadas. Ele, tão orgulhoso, ajudou a contar a história (e houve até um toque de magia patrocinado pela fada dos dentes).
'O menino que detestava escovas de dentes', de Zehra Hicks (Editorial Presença)
O bolo de cenoura também parece que se safou. Para o ano há mais.
Meia hora a vasculhar nas prateleiras da livraria para encontrar este livro que ainda teve de ser lido e aprovado pelo Pedro. Funcionou porque tem tudo a ver com esta idade: na turma estão todos com dentes a abanar e fizeram questão de me mostrar as suas bocas desdentadas. Ele, tão orgulhoso, ajudou a contar a história (e houve até um toque de magia patrocinado pela fada dos dentes).
'O menino que detestava escovas de dentes', de Zehra Hicks (Editorial Presença)
O bolo de cenoura também parece que se safou. Para o ano há mais.
Há um novo jornal para ler. Chama-se O Observador e só está disponível online. Nos dias que correm, em que o jornalismo está pela hora da morte, esta é uma boa notícia. Que corra tudo bem é o que queremos.
Podem começar por ler a história da Maria, que vale muito a pena.
Labels: jornalismo
Há um novo jornal para ler. Chama-se O Observador e só está disponível online. Nos dias que correm, em que o jornalismo está pela hora da morte, esta é uma boa notícia. Que corra tudo bem é o que queremos.
Podem começar por ler a história da Maria, que vale muito a pena.
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É oficial. Vai haver mais um bebé M. para mimar e nós estamos muito felizes com a notícia. Parabéns, minha querida Sónia. Parabéns, família Cocó.
Labels: Amigos
É oficial. Vai haver mais um bebé M. para mimar e nós estamos muito felizes com a notícia. Parabéns, minha querida Sónia. Parabéns, família Cocó.
Labels: Amigos
Labels: Filhos
Labels: Filhos
Labels: Filhos
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Na semana que agora acabou já houve testes, nesta que aí vem são as provas finais, a seguir há mais uma semana com testes e depois... parece que ainda há aulas mas já não quero saber. O próximo ano lectivo vai ser muito mais puxado pois vou ter um no 1º ano e outro no 5º ano (!!!) e ainda por cima em escolas diferentes, sim, vai ser muito pior, eu sei, mas, para já, para já, só quero chegar ao verão, ok?
Na semana que agora acabou já houve testes, nesta que aí vem são as provas finais, a seguir há mais uma semana com testes e depois... parece que ainda há aulas mas já não quero saber. O próximo ano lectivo vai ser muito mais puxado pois vou ter um no 1º ano e outro no 5º ano (!!!) e ainda por cima em escolas diferentes, sim, vai ser muito pior, eu sei, mas, para já, para já, só quero chegar ao verão, ok?
"Comigo fico, talvez não contente,
Porém certo e sem erro."
(Ricardo Reis)
Frase 514 do livro 'Como viver (ou não) em 777 frases', recolha de frases de Fernando Pessoa feita por Richard Zenith. O livro acabou de ser editado pela Quetzal e é uma pequena maravilha.
Labels: Livros
"Comigo fico, talvez não contente,
Porém certo e sem erro."
(Ricardo Reis)
Frase 514 do livro 'Como viver (ou não) em 777 frases', recolha de frases de Fernando Pessoa feita por Richard Zenith. O livro acabou de ser editado pela Quetzal e é uma pequena maravilha.
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Aparentemente os calções curtos são a moda deste verão. Eu ia dizer não, obrigado, já tivemos que baste no ano passado, não aguento mais ver miúdas e menos miúdas a passearem na cidade com o rabo à mostra como se estivessem na praia, mas pronto, há quem goste, até que me apercebi que os calções curtos são a moda deste ano também para os homens. Ora se é o The Wall Street Journal que o diz é porque é verdade. E isto é uma óptima notícia. Estamos todas um bocadinho fartas daqueles calções compridos dos homens que os fazem parecer um tanto palhaços, não estamos?
Portanto, é oficial. Ainda há pouco tempo Al Gore e Bill Clinton foram gozados por causa dos seus calções, mas em 2014 toda a gente acha (e eu também) que Pharrel Williams tem imenso estilo com uns calções acima do joelho.
Vendo bem as coisas, If Christiano Ronaldo can wear them, so can our dads/boyfriends/best guy friends (who all look like Christiano Ronaldo, right?)
Aparentemente os calções curtos são a moda deste verão. Eu ia dizer não, obrigado, já tivemos que baste no ano passado, não aguento mais ver miúdas e menos miúdas a passearem na cidade com o rabo à mostra como se estivessem na praia, mas pronto, há quem goste, até que me apercebi que os calções curtos são a moda deste ano também para os homens. Ora se é o The Wall Street Journal que o diz é porque é verdade. E isto é uma óptima notícia. Estamos todas um bocadinho fartas daqueles calções compridos dos homens que os fazem parecer um tanto palhaços, não estamos?
Portanto, é oficial. Ainda há pouco tempo Al Gore e Bill Clinton foram gozados por causa dos seus calções, mas em 2014 toda a gente acha (e eu também) que Pharrel Williams tem imenso estilo com uns calções acima do joelho.
Vendo bem as coisas, If Christiano Ronaldo can wear them, so can our dads/boyfriends/best guy friends (who all look like Christiano Ronaldo, right?)
Já tenho nos ouvidos o novo disco da Ronda dos Quatro Caminhos, que se chama Tierra Alantre e que junta os elementos do grupo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos e ainda mais uma mão cheia de convidados em viagem musical pela zona de Trás-os-Montes, Minho e Galiza. Eu gosto e não é só por ser gente amiga. No próximo dia 22 há concerto no Teatro São Carlos. Vamos?
Já tenho nos ouvidos o novo disco da Ronda dos Quatro Caminhos, que se chama Tierra Alantre e que junta os elementos do grupo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos e ainda mais uma mão cheia de convidados em viagem musical pela zona de Trás-os-Montes, Minho e Galiza. Eu gosto e não é só por ser gente amiga. No próximo dia 22 há concerto no Teatro São Carlos. Vamos?
"When there's no-one else in sight
In the crowded lonely night
Well I wait so long
For my love vibration
And I'm dancing with myself
(...)
So let's sink another drink
'Cause it'll give me time to think
If I had the chance
I'd ask the world to dance
And I'll be dancing with myself"
Labels: música
"When there's no-one else in sight
In the crowded lonely night
Well I wait so long
For my love vibration
And I'm dancing with myself
(...)
So let's sink another drink
'Cause it'll give me time to think
If I had the chance
I'd ask the world to dance
And I'll be dancing with myself"
Labels: música
"In recent weeks, these people said, Mr. Baquet had become angered over a decision by Ms. Abramson to make a job offer to a senior editor from The Guardian, Janine Gibson, and install her alongside him in a co-managing editor position without consulting him. It escalated the conflict between them and rose to the attention of Mr. Sulzberger. (...) Ms. Abramson did not return messages seeking comment. As part of a settlement agreement between her and the paper, neither side would go into detail about her firing. (...) Jane Mayer, a journalist at The New Yorker and a friend of Ms. Abramson, said, “I know that Jill cares passionately about great journalism and The New York Times. She works incredibly hard, holds everyone including herself to the highest standards, and is a forceful and fearless advocate. Not everyone is going to like that, but it’s what makes her one of the most talented journalists of our times.”"
Esta notícia foi escrita pelo The New York Times sobre a demissão da sua própria diretora, Jill Abramson. É mais ou menos o mesmo género de notícias que os jornais costumam fazer por cá quando há mudanças na sua direcção, não é?
Labels: jornalismo
"In recent weeks, these people said, Mr. Baquet had become angered over a decision by Ms. Abramson to make a job offer to a senior editor from The Guardian, Janine Gibson, and install her alongside him in a co-managing editor position without consulting him. It escalated the conflict between them and rose to the attention of Mr. Sulzberger. (...) Ms. Abramson did not return messages seeking comment. As part of a settlement agreement between her and the paper, neither side would go into detail about her firing. (...) Jane Mayer, a journalist at The New Yorker and a friend of Ms. Abramson, said, “I know that Jill cares passionately about great journalism and The New York Times. She works incredibly hard, holds everyone including herself to the highest standards, and is a forceful and fearless advocate. Not everyone is going to like that, but it’s what makes her one of the most talented journalists of our times.”"
Esta notícia foi escrita pelo The New York Times sobre a demissão da sua própria diretora, Jill Abramson. É mais ou menos o mesmo género de notícias que os jornais costumam fazer por cá quando há mudanças na sua direcção, não é?
Labels: jornalismo
Ainda bem que não estamos em França.
Podem ler aqui o comunicado de Natalie Nougayrède ao demitir-se da direcção do Le Monde.
Labels: jornalismo
Ainda bem que não estamos em França.
Podem ler aqui o comunicado de Natalie Nougayrède ao demitir-se da direcção do Le Monde.
Labels: jornalismo
Este era o momento para vir aqui escrever coisas fofinhas e inspiradoras sobre o começar de novo e os ciclos da vida e mais um pensamento positivo qualquer sobre como a vida nos ensina e o importante são os afectos e as pessoas que encontramos neste caminho e blá blá blá. Mas eu não sou essa pessoa, não é? Portanto é isto. Hoje é o primeiro dia. Outra vez? É. Vamos lá.
Labels: vidinha
Este era o momento para vir aqui escrever coisas fofinhas e inspiradoras sobre o começar de novo e os ciclos da vida e mais um pensamento positivo qualquer sobre como a vida nos ensina e o importante são os afectos e as pessoas que encontramos neste caminho e blá blá blá. Mas eu não sou essa pessoa, não é? Portanto é isto. Hoje é o primeiro dia. Outra vez? É. Vamos lá.
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Lamechices. Headlights. Uma declaração de amor de Eminem para a mãe com vídeo de Spike Lee.
Labels: música
Lamechices. Headlights. Uma declaração de amor de Eminem para a mãe com vídeo de Spike Lee.
Labels: música
Há os mentirosos.
Há os cobardes.
E há os mentirosos e cobardes.
Cada vez mais me convenço que, mais do que saber o tipo de homem que se quer, é importante saber o tipo de homem que não se quer.
Labels: homens
Há os mentirosos.
Há os cobardes.
E há os mentirosos e cobardes.
Cada vez mais me convenço que, mais do que saber o tipo de homem que se quer, é importante saber o tipo de homem que não se quer.
Labels: homens
E já que hoje estamos numa de elogios, aqui fica mais um: tenho muitas saudades de ter este rapaz sentado ao meu lado e passarmos os dias a conversar sobre tudo e sobre nada. Se querem perceber porquê leiam isto, que é muito, muito bom.
E já que hoje estamos numa de elogios, aqui fica mais um: tenho muitas saudades de ter este rapaz sentado ao meu lado e passarmos os dias a conversar sobre tudo e sobre nada. Se querem perceber porquê leiam isto, que é muito, muito bom.
É o que pergunta Marcelo D2 em 'Você Diz que o Amor Não Dói':
Esta manhã, num sofá num hotel da avenida da Liberdade, estive à conversa com o rapper brasileiro, com um capuz pela cabeça, falando sobre filmes e tatuagens e músicas e amor, e lembrando as palavras de Hemingway em 'Midnight in Paris', de Woody Allen:
"I believe that love that is true and real, creates a respite from death. All cowardice comes from not loving or not loving well, which is the same thing. And then the man who is brave and true looks death squarely in the face, like some rhino-hunters I know or Belmonte, who is truly brave... It is because they make love with sufficient passion, to push death out of their minds... until it returns, as it does, to all men... and then you must make really good love again."
Marcelo D2 atua amanhã no Teatro Tivoli em Lisboa e sexta-feira na Queima das Fitas do Porto. Ou de como, mesmo sem poder ir ao concerto, há dias em que me sinto uma privilegiada por fazer o que faço.
Labels: Brasil, cinema, jornalismo, música
É o que pergunta Marcelo D2 em 'Você Diz que o Amor Não Dói':
Esta manhã, num sofá num hotel da avenida da Liberdade, estive à conversa com o rapper brasileiro, com um capuz pela cabeça, falando sobre filmes e tatuagens e músicas e amor, e lembrando as palavras de Hemingway em 'Midnight in Paris', de Woody Allen:
"I believe that love that is true and real, creates a respite from death. All cowardice comes from not loving or not loving well, which is the same thing. And then the man who is brave and true looks death squarely in the face, like some rhino-hunters I know or Belmonte, who is truly brave... It is because they make love with sufficient passion, to push death out of their minds... until it returns, as it does, to all men... and then you must make really good love again."
Marcelo D2 atua amanhã no Teatro Tivoli em Lisboa e sexta-feira na Queima das Fitas do Porto. Ou de como, mesmo sem poder ir ao concerto, há dias em que me sinto uma privilegiada por fazer o que faço.
Labels: Brasil, cinema, jornalismo, música
Tivemos muita pena de não podermos convidar alguns amigos para estarem connosco neste dia mas a crise, a malfadada crise, não permite grandes festanças. Por isso ficámos só nós, a família e os padrinhos, que agora já são da família, e fizemos uma festa pequenina mas fabulosa, como é sempre que estamos com aquelas pessoas que nos são mais queridas. Escolhemos o Jardim da Estrela porque é um dos nossos jardins preferidos e porque, depois de uma busca desesperante em restaurantes, hotéis e empresas de catering, tudo com propostas que não se adequavam ao que eu queria (parece que um lanche às 6 da tarde é uma coisa estranha) e preços proibitivos (pelo menos para mim), me lembrei que já há uns anos tinha ali organizado um almoço e tinha corrido tudo bem. Bendita a hora em que tive esta ideia. Num recanto do jardim, a Inês preparou-nos, com todo o cuidado, um lanche que misturava o menu dos adultos (com folhadinhos, pastéis de bacalhau, chamuças, guacamole, uma massada fria e cheesecake) e o menu das crianças (com croquetes, pães de leite, batatas fritas, chocolates, gomas e pão-de-ló), a preços bastante simpáticos. No meio da confusão, não me lembrei de tirar uma fotografia à chegada para vos mostrar como estava tudo tão bonito e apetitoso. Mas garanto-vos que foi um belo fim de tarde. Enquanto nós, os crescidos, ficámos sentados a gargalhar e a beber sangria, os miúdos puderam correr e brincar à vontade. O António estava feliz e isso era mesmo o mais importante.
Tivemos muita pena de não podermos convidar alguns amigos para estarem connosco neste dia mas a crise, a malfadada crise, não permite grandes festanças. Por isso ficámos só nós, a família e os padrinhos, que agora já são da família, e fizemos uma festa pequenina mas fabulosa, como é sempre que estamos com aquelas pessoas que nos são mais queridas. Escolhemos o Jardim da Estrela porque é um dos nossos jardins preferidos e porque, depois de uma busca desesperante em restaurantes, hotéis e empresas de catering, tudo com propostas que não se adequavam ao que eu queria (parece que um lanche às 6 da tarde é uma coisa estranha) e preços proibitivos (pelo menos para mim), me lembrei que já há uns anos tinha ali organizado um almoço e tinha corrido tudo bem. Bendita a hora em que tive esta ideia. Num recanto do jardim, a Inês preparou-nos, com todo o cuidado, um lanche que misturava o menu dos adultos (com folhadinhos, pastéis de bacalhau, chamuças, guacamole, uma massada fria e cheesecake) e o menu das crianças (com croquetes, pães de leite, batatas fritas, chocolates, gomas e pão-de-ló), a preços bastante simpáticos. No meio da confusão, não me lembrei de tirar uma fotografia à chegada para vos mostrar como estava tudo tão bonito e apetitoso. Mas garanto-vos que foi um belo fim de tarde. Enquanto nós, os crescidos, ficámos sentados a gargalhar e a beber sangria, os miúdos puderam correr e brincar à vontade. O António estava feliz e isso era mesmo o mais importante.
A igreja estava à pinha e a cerimónia durou duas horas, mais meia hora para assinaturas e formalidades, mas o miúdo nem pestanejou, tão concentrado que estava a renunciar a satanás. Concentrado e lindo, de camisa e ténis, que há coisas com as quais não vale a pena a gente preocupar-se muito.
A igreja estava à pinha e a cerimónia durou duas horas, mais meia hora para assinaturas e formalidades, mas o miúdo nem pestanejou, tão concentrado que estava a renunciar a satanás. Concentrado e lindo, de camisa e ténis, que há coisas com as quais não vale a pena a gente preocupar-se muito.
O jornalista e escritor brasileiro Zuenir Ventura foi um dos primeiros repórteres estrangeiros a chegar a Portugal após o 25 de abril de 74. Ontem, Zuenir, com 82 anos, esteve na Fundação José Saramago a contar algumas das memórias desses dias de loucura e ainda outras histórias, revelando um sentido de humor delicioso. Também lá estava o grande, mas mais reservado, Luís Fernando Veríssimo. Foi um privilégio acabar o dia assim, a ouvir estes senhores falarem das ditaduras, dos políticos, de futebol e das netas. E nem sequer tive que tirar notas. Foi mesmo só prazer. E, depois, continuar à conversa com a Joana em frente de uma pizza e de um copo de vinho.
Este é Zuenir, em Lisboa, em 1974. A foto foi encontrada aqui.
Labels: 25 de abril, a felicidade nas coisas pequenas, Amigos, felicidade, jornalismo, Livros
O jornalista e escritor brasileiro Zuenir Ventura foi um dos primeiros repórteres estrangeiros a chegar a Portugal após o 25 de abril de 74. Ontem, Zuenir, com 82 anos, esteve na Fundação José Saramago a contar algumas das memórias desses dias de loucura e ainda outras histórias, revelando um sentido de humor delicioso. Também lá estava o grande, mas mais reservado, Luís Fernando Veríssimo. Foi um privilégio acabar o dia assim, a ouvir estes senhores falarem das ditaduras, dos políticos, de futebol e das netas. E nem sequer tive que tirar notas. Foi mesmo só prazer. E, depois, continuar à conversa com a Joana em frente de uma pizza e de um copo de vinho.
Este é Zuenir, em Lisboa, em 1974. A foto foi encontrada aqui.
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