Saturday, February 28, 2015

A felicidade nas coisas grandes e nas coisas pequenas

Às vezes tenho a tentação de me lamentar. Começo mentalmente a escrever um post sobre a loucura dos meus dias, as correrrias para lá e para cá, todas as coisas em que tenho de pensar e que tenho de tratar e decidir e assegurar, e todas as outras coisas que não consigo fazer ou que faço mal porque uma pessoa não dá para tudo e o tempo não estica, e a culpa, a culpa porque me sinto a falhar de tantas maneiras. De vez em quando tenho a tentação de me lamentar. Depois paro dois segundos para pensar. E percebo como sou ridícula. Tenho tantas coisas boas na minha vida. Tantas. Os meus filhos que me desesperam em certos momentos são os mesmos que me fazem andar para frente e me dão abraços quentinhos e são o meu orgulho. O trabalho, que é mais, muito mais do que um sustento. A minha família, sempre aqui para o que der e vier. Os meus amigos, os meus amigos do peito que me salvam tantas vezes, seja a darem-me mimos ou a tomar contas dos meus putos (e isto continua a ser tão verdade). E tudo o resto. O sol. Os beijos. Os sorrisos. Sonhar com as férias. Fazer bolos. Beber um copo de vinho. Sim, a vida pode ser lixada. Mas, sabem, no meio desta balbúrdia toda, sou feliz.

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A felicidade nas coisas grandes e nas coisas pequenas

Às vezes tenho a tentação de me lamentar. Começo mentalmente a escrever um post sobre a loucura dos meus dias, as correrrias para lá e para cá, todas as coisas em que tenho de pensar e que tenho de tratar e decidir e assegurar, e todas as outras coisas que não consigo fazer ou que faço mal porque uma pessoa não dá para tudo e o tempo não estica, e a culpa, a culpa porque me sinto a falhar de tantas maneiras. De vez em quando tenho a tentação de me lamentar. Depois paro dois segundos para pensar. E percebo como sou ridícula. Tenho tantas coisas boas na minha vida. Tantas. Os meus filhos que me desesperam em certos momentos são os mesmos que me fazem andar para frente e me dão abraços quentinhos e são o meu orgulho. O trabalho, que é mais, muito mais do que um sustento. A minha família, sempre aqui para o que der e vier. Os meus amigos, os meus amigos do peito que me salvam tantas vezes, seja a darem-me mimos ou a tomar contas dos meus putos (e isto continua a ser tão verdade). E tudo o resto. O sol. Os beijos. Os sorrisos. Sonhar com as férias. Fazer bolos. Beber um copo de vinho. Sim, a vida pode ser lixada. Mas, sabem, no meio desta balbúrdia toda, sou feliz.

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Friday, February 27, 2015

Eu também sou a mãe do Ruca (mas só às vezes)

O bolo de bolacha para cantar os parabéns logo de manhã, só nós. O bolo de laranja para cantar os parabéns ao lanche com os quatro amigos que vieram jogar playstation e parvejar com o António. O bolo de chocolate que levámos partido em cubinhos para o treino ao fim do dia. O almoço para os rapazes foi rolo de carne. Ao longo da tarde  foram ainda servidos folhados de salsicha, gelatina e mousse de chocolate (além das várias porcarias empacotadas, doces e salgadas, porque tem de ser). Adoro fazer tudo para as festas deles. Desta vez não foi preciso fazer muita coisa porque não íamos ter uma festa grande, mas mesmo quando são vinte crianças ou mais não me importo de começar a preparar tudo dias antes, de passar os serões a fazer brigadeiros e biscoitos e mais não sei quê. O que a maternidade faz a uma pessoa. Um dia destes ainda aprendo a fazer gomas.

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Eu também sou a mãe do Ruca (mas só às vezes)

O bolo de bolacha para cantar os parabéns logo de manhã, só nós. O bolo de laranja para cantar os parabéns ao lanche com os quatro amigos que vieram jogar playstation e parvejar com o António. O bolo de chocolate que levámos partido em cubinhos para o treino ao fim do dia. O almoço para os rapazes foi rolo de carne. Ao longo da tarde  foram ainda servidos folhados de salsicha, gelatina e mousse de chocolate (além das várias porcarias empacotadas, doces e salgadas, porque tem de ser). Adoro fazer tudo para as festas deles. Desta vez não foi preciso fazer muita coisa porque não íamos ter uma festa grande, mas mesmo quando são vinte crianças ou mais não me importo de começar a preparar tudo dias antes, de passar os serões a fazer brigadeiros e biscoitos e mais não sei quê. O que a maternidade faz a uma pessoa. Um dia destes ainda aprendo a fazer gomas.

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Thursday, February 26, 2015

Hoje o dia começou assim

IMG_1045.JPG


Há anos que não fazia um bolo de bolacha. 

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Hoje o dia começou assim

IMG_1045.JPG


Há anos que não fazia um bolo de bolacha. 

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Saturday, February 21, 2015

A preto e branco

Uma exposição de fotografia. Na Gulbenkian, até 19 de abril. Ideal para quem, como eu, tem um pézinho brasileiro.


PF2015_Modernidades_010BAXA17252_Gautherot.jpgesta é uma imagem de Marcel Gautherot (1910-1996)


PF2015_Modernidades_028JMOR055_medeiros.jpge esta é de José Medeiros (1921-1990), de quem já tinha falado aqui.

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A preto e branco

Uma exposição de fotografia. Na Gulbenkian, até 19 de abril. Ideal para quem, como eu, tem um pézinho brasileiro.


PF2015_Modernidades_010BAXA17252_Gautherot.jpgesta é uma imagem de Marcel Gautherot (1910-1996)


PF2015_Modernidades_028JMOR055_medeiros.jpge esta é de José Medeiros (1921-1990), de quem já tinha falado aqui.

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Friday, February 20, 2015

O primeiro livro

Ontem à noite, enquanto esperava a sua vez de ir para  a banheira, o Pedro pegou num livro, sentou-se no sofá e leu-o. Sozinho. O dedinho estendido a acompanhar as palavras, as sílabas sussurradas, o sorriso de quem está a conseguir. Depois foi buscar outro. E antes de dormir ainda quis ler outro, em voz alta, para todos ouvirmos. Claro que não são livros complicados, não é como se a minha criança de seis anos estivesse a ler o Homero. São livrinhos pequenos e adequados à sua idade. Mas é tão bom vê-lo a crescer. O meu pequenino.


book_219.jpg

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O primeiro livro

Ontem à noite, enquanto esperava a sua vez de ir para  a banheira, o Pedro pegou num livro, sentou-se no sofá e leu-o. Sozinho. O dedinho estendido a acompanhar as palavras, as sílabas sussurradas, o sorriso de quem está a conseguir. Depois foi buscar outro. E antes de dormir ainda quis ler outro, em voz alta, para todos ouvirmos. Claro que não são livros complicados, não é como se a minha criança de seis anos estivesse a ler o Homero. São livrinhos pequenos e adequados à sua idade. Mas é tão bom vê-lo a crescer. O meu pequenino.


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Thursday, February 19, 2015

Awakenings

Awakenings

Wednesday, February 18, 2015

Pausa lectiva (último dia)

Tenho uma criança comigo no trabalho desde as 9.30.


(se calhar tenho que começar a pensar numa solução para as férias da páscoa...)

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Pausa lectiva (último dia)

Tenho uma criança comigo no trabalho desde as 9.30.


(se calhar tenho que começar a pensar numa solução para as férias da páscoa...)

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Tuesday, February 17, 2015

Pausa lectiva (entre os trabalhos de casa e os jogos electrónicos)

DSCF1365.JPGSair de casa e desfrutar do sol.

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Pausa lectiva (entre os trabalhos de casa e os jogos electrónicos)

DSCF1365.JPGSair de casa e desfrutar do sol.

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Monday, February 16, 2015

Pausa lectiva (e uma aula de tricot)

 


DSCF1375.JPG DSCF1380.JPGDSCF1381.JPGDSCF1385.JPG

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Pausa lectiva (e uma aula de tricot)

 


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Sunday, February 15, 2015

Disto de ser dona dolores

Primeiro torneio a sério. Descobri que me emociono quando os nossos miúdos ganham, que é bom vê-los felizes, abraçados, a festejar, fico a sorrir feita parva e a bater palmas como os outros pais todos (mas não grito a dar indicações para dentro do campo). Imagino que também vou ficar triste quando perdermos. 


E, agora, até já falo assim, na primeira pessoa do plural, e faz todo o sentido.

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Disto de ser dona dolores

Primeiro torneio a sério. Descobri que me emociono quando os nossos miúdos ganham, que é bom vê-los felizes, abraçados, a festejar, fico a sorrir feita parva e a bater palmas como os outros pais todos (mas não grito a dar indicações para dentro do campo). Imagino que também vou ficar triste quando perdermos. 


E, agora, até já falo assim, na primeira pessoa do plural, e faz todo o sentido.

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Friday, February 13, 2015

As coisas bonitas devem ser partilhadas

. Um texto maravilhoso do Eurico de Barros sobre o filme As 50 Sombras de Grey.


. Um livro tão divertido para os mais pequenos: Não fiz os trabalhos de casa porque... de David Cali e Benjamin Chaud.


. Um blogue que já acompanho há muito tempo e que agora deu origem a um livro: Ana de Amsterdam, de Ana Cássia Rebelo.


. No próximo DOMINGO, o Diário de Notícias tem uma entrevista a Marcelino Sambé, bailarino português, de 20 anos, que está no Royal Ballet de Londres. A Lina fez um excelente trabalho e mostra-nos como é a vida de um bailarino numa das melhores companhias do mundo e como é que um miúdo português se desenrasca em Londres. Comprem e leiam, que vale muito a pena.


. Até lá, deliciem-se com Sergei Polunin a dançar Take me to Church, de Hozier. O vídeoclipe foi realizado por David LaChapell:



O mundo está cheio de coisas bonitas, basta estarmos atentos.

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As coisas bonitas devem ser partilhadas

. Um texto maravilhoso do Eurico de Barros sobre o filme As 50 Sombras de Grey.


. Um livro tão divertido para os mais pequenos: Não fiz os trabalhos de casa porque... de David Cali e Benjamin Chaud.


. Um blogue que já acompanho há muito tempo e que agora deu origem a um livro: Ana de Amsterdam, de Ana Cássia Rebelo.


. No próximo DOMINGO, o Diário de Notícias tem uma entrevista a Marcelino Sambé, bailarino português, de 20 anos, que está no Royal Ballet de Londres. A Lina fez um excelente trabalho e mostra-nos como é a vida de um bailarino numa das melhores companhias do mundo e como é que um miúdo português se desenrasca em Londres. Comprem e leiam, que vale muito a pena.


. Até lá, deliciem-se com Sergei Polunin a dançar Take me to Church, de Hozier. O vídeoclipe foi realizado por David LaChapell:



O mundo está cheio de coisas bonitas, basta estarmos atentos.

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Thursday, February 12, 2015

Rio


Tantos locais que gostava de conhecer. Praticamente um mundo inteiro por descobrir. Já estou mais ou menos conformada que, pelo menos nesta vida, não vou conseguir viajar tanto quanto gostaria. Mas o Rio de Janeiro... como é possível nunca ter ido ao Rio de Janeiro?


(o vídeo é de Joe Capra)

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Rio


Tantos locais que gostava de conhecer. Praticamente um mundo inteiro por descobrir. Já estou mais ou menos conformada que, pelo menos nesta vida, não vou conseguir viajar tanto quanto gostaria. Mas o Rio de Janeiro... como é possível nunca ter ido ao Rio de Janeiro?


(o vídeo é de Joe Capra)

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Wednesday, February 11, 2015

Just saying

arnaldo.jpg(este é o grande Arnaldo Antunes)

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Tuesday, February 10, 2015

Malick

passou em Berlim o novo filme de Terrence Malick, Knight of Cups, que tem todo o ar de ser, como os anteriores, uma viagem para dentro de nós, personagens numa procura por aquilo que as completa, olhar para trás, olhar para os lados, fazer perguntas, os cinco sentidos em alerta, tudo filmado com extrema beleza. Quero muito ver.


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Malick

passou em Berlim o novo filme de Terrence Malick, Knight of Cups, que tem todo o ar de ser, como os anteriores, uma viagem para dentro de nós, personagens numa procura por aquilo que as completa, olhar para trás, olhar para os lados, fazer perguntas, os cinco sentidos em alerta, tudo filmado com extrema beleza. Quero muito ver.


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Da falta que um homem faz (9)

Isso. Exactamente isso em que estão a pensar.

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Da falta que um homem faz (9)

Isso. Exactamente isso em que estão a pensar.

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Thursday, February 05, 2015

Ir a pé

Hoje vi este vídeo e pensei: é mesmo isto. Eu, pessoa que anda de transportes públicos e que nem sabe como fará se um dia não puder ir de metro para o trabalho, pessoa que odeia quando por algum motivo tem que andar de carro logo pela manhã e parar em filas de trânsito e procurar lugar para estacionar e demorar o triplo do tempo que demoraria se não tivesse carro, eu sempre escolhi escolas que ficam perto de casa e que me permitem fazer todos os percursos a pé. Mesmo quando os miúdos eram bem pequeninos. Já mudámos de escola, já mudámos de casa, sempre no mesmo bairro, e continuamos a andar a pé, seja às 8 da manhã ou às 7 da noite, até quando está a chover e temos que abrir os chapéus e ficamos um bocadinho molhados. Faz parte. Antes de mais, andar a pé facilita-me a vida e põe-me bem disposta. Enquanto caminhamos esquecemos aquele stress matinal do despacha-te, acaba o leite, lava os dentes, despacha-te. E também é bom para descomprimir do stress do trabalho ao final do dia. E depois há aquele lado de nos sentirmos parte do bairro, apesar de o nosso não ser um daqueles bairros típicos que são como pequenas aldeias. Ainda assim. As porteiras da nossa rua conhecem os miúdos e metem-se com eles. As crianças divertem-se a brincar e a correr pelos passeios, sabem onde devem atravessar, sobem aos muros, escondem-se em recantos, desaparecem-me da vista, mas conhecem bem os limites até onde podem ir. Temos amigos na loja dos jornais. Já nos conhecem na farmácia. Na barbearia. Na mercearia. Na piscina que também fica mesmo ali. Na churrasqueira onde desenrascamos um jantar de vez em quando. Na cervejaria onde vamos comer caracóis nos dias de calor. Sentamo-nos sempre na mesma mesa no café do senhor João. Quando os dias começam a ficar mais longos paramos no parque infantil onde está sempre algum amigo. E ainda há mais uma coisa. Acho que andar a pé ajuda os miúdos a terem consciência do mundo à sua volta e a apropriarem-se dele, naturalmente. Estamos a treinar e não faltará muito para que o António comece a ir para a escola sozinho. Nesse dia o despertador poderá tocar uns 20 minutos mais tarde (não parece muito mas faz toda a diferença) e as nossas manhãs serão infinitamente mais calmas. Mal posso esperar.

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Ir a pé

Hoje vi este vídeo e pensei: é mesmo isto. Eu, pessoa que anda de transportes públicos e que nem sabe como fará se um dia não puder ir de metro para o trabalho, pessoa que odeia quando por algum motivo tem que andar de carro logo pela manhã e parar em filas de trânsito e procurar lugar para estacionar e demorar o triplo do tempo que demoraria se não tivesse carro, eu sempre escolhi escolas que ficam perto de casa e que me permitem fazer todos os percursos a pé. Mesmo quando os miúdos eram bem pequeninos. Já mudámos de escola, já mudámos de casa, sempre no mesmo bairro, e continuamos a andar a pé, seja às 8 da manhã ou às 7 da noite, até quando está a chover e temos que abrir os chapéus e ficamos um bocadinho molhados. Faz parte. Antes de mais, andar a pé facilita-me a vida e põe-me bem disposta. Enquanto caminhamos esquecemos aquele stress matinal do despacha-te, acaba o leite, lava os dentes, despacha-te. E também é bom para descomprimir do stress do trabalho ao final do dia. E depois há aquele lado de nos sentirmos parte do bairro, apesar de o nosso não ser um daqueles bairros típicos que são como pequenas aldeias. Ainda assim. As porteiras da nossa rua conhecem os miúdos e metem-se com eles. As crianças divertem-se a brincar e a correr pelos passeios, sabem onde devem atravessar, sobem aos muros, escondem-se em recantos, desaparecem-me da vista, mas conhecem bem os limites até onde podem ir. Temos amigos na loja dos jornais. Já nos conhecem na farmácia. Na barbearia. Na mercearia. Na piscina que também fica mesmo ali. Na churrasqueira onde desenrascamos um jantar de vez em quando. Na cervejaria onde vamos comer caracóis nos dias de calor. Sentamo-nos sempre na mesma mesa no café do senhor João. Quando os dias começam a ficar mais longos paramos no parque infantil onde está sempre algum amigo. E ainda há mais uma coisa. Acho que andar a pé ajuda os miúdos a terem consciência do mundo à sua volta e a apropriarem-se dele, naturalmente. Estamos a treinar e não faltará muito para que o António comece a ir para a escola sozinho. Nesse dia o despertador poderá tocar uns 20 minutos mais tarde (não parece muito mas faz toda a diferença) e as nossas manhãs serão infinitamente mais calmas. Mal posso esperar.

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"Dói muito dançar. Mas dói mais não dançar"

Em junho do ano passado, sentámo-nos no chão de uma sala de ensaios, pernas cruzadas, a conversar. Ela com aquele sotaque engraçado a falar-me de como decidiu ser bailarina, da mãe a dizer-lhe "o teu corpo não foi feito para dançar", da Julieta e do Cisne, das horas passadas no estúdio, repetição, repetição, do filho e das lesões, da despedida do palco que ia acontecer daí a dias, com a Giselle. Lembro-me que se emocionou. Agora, a Barbora Hruskova está de volta ao palco. Não vai dançar como antes. Não vai dar o máximo nos saltos e piruetas. Vai dançar apenas aquilo que o seu corpo de 42 anos lhe permite e vai falar com o público, contando-lhes como é ser bailarina profissional e como é deixar de ser bailarina. Como é sentir dores e sentir prazer nessas dores.


O espectáculo A perna esquerda de Tchaikowski, com encenação de Tiago Rodrigues e a participação do pianista Mário Laginha, é de uma beleza rara. E vai ficar no Teatro Camoes, em Lisboa, até 15 de fevereiro.


barbora2.JPG


Foto de Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

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"Dói muito dançar. Mas dói mais não dançar"

Em junho do ano passado, sentámo-nos no chão de uma sala de ensaios, pernas cruzadas, a conversar. Ela com aquele sotaque engraçado a falar-me de como decidiu ser bailarina, da mãe a dizer-lhe "o teu corpo não foi feito para dançar", da Julieta e do Cisne, das horas passadas no estúdio, repetição, repetição, do filho e das lesões, da despedida do palco que ia acontecer daí a dias, com a Giselle. Lembro-me que se emocionou. Agora, a Barbora Hruskova está de volta ao palco. Não vai dançar como antes. Não vai dar o máximo nos saltos e piruetas. Vai dançar apenas aquilo que o seu corpo de 42 anos lhe permite e vai falar com o público, contando-lhes como é ser bailarina profissional e como é deixar de ser bailarina. Como é sentir dores e sentir prazer nessas dores.


O espectáculo A perna esquerda de Tchaikowski, com encenação de Tiago Rodrigues e a participação do pianista Mário Laginha, é de uma beleza rara. E vai ficar no Teatro Camoes, em Lisboa, até 15 de fevereiro.


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Foto de Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

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Pão e circo

Andas a entreter-nos com filmes, músicas e essas cenas só para não falares da tua vida, queixa-se uma amiga que costuma ler o blogue. É verdade. Fui apanhada. Não me tem apetecido muito falar da minha vida. Mas isso não é necessariamente mau. Fiquem descansadas, pessoas que passam por aqui. A vida vive-se.

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Pão e circo

Andas a entreter-nos com filmes, músicas e essas cenas só para não falares da tua vida, queixa-se uma amiga que costuma ler o blogue. É verdade. Fui apanhada. Não me tem apetecido muito falar da minha vida. Mas isso não é necessariamente mau. Fiquem descansadas, pessoas que passam por aqui. A vida vive-se.

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Wednesday, February 04, 2015

Viagem espacial na Apolo 70

Depois de ler isto, decidi ir ouvir os Capitães da Areia. É muito divertido. É muito anos 80. As letras estão cheias de referências às coisas do nosso tempo. E além disso têm o José Cid, a Lena d'Água, as Adufeiras de Monsanto e o Miguel Ângelo a recitar o lugar ao sol, entre outros convidados, para cantar ou só para conversar.


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Viagem espacial na Apolo 70

Depois de ler isto, decidi ir ouvir os Capitães da Areia. É muito divertido. É muito anos 80. As letras estão cheias de referências às coisas do nosso tempo. E além disso têm o José Cid, a Lena d'Água, as Adufeiras de Monsanto e o Miguel Ângelo a recitar o lugar ao sol, entre outros convidados, para cantar ou só para conversar.


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Aquele dia do mês

Às oito da noite, estou sentada no carro, em frente de um campo de futebol onde o mais velho treina. O mano, ao meu lado, ainda com o cabelo molhado da piscina, experimenta os cds dos One Direction, Adriana Partimpim e Red Hot Chilli Peppers (somos uma família com gostos muito ecléticos). Chove lá fora. E eu sorrio sorrateiramente enquanto vou lendo as palavras da Ana de Amesterdam: "Descobri, hoje, dois pintelhos iracundos, brancos, branquinhos como a neve. Envelheço." Ser gaja é dos diabos.

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Aquele dia do mês

Às oito da noite, estou sentada no carro, em frente de um campo de futebol onde o mais velho treina. O mano, ao meu lado, ainda com o cabelo molhado da piscina, experimenta os cds dos One Direction, Adriana Partimpim e Red Hot Chilli Peppers (somos uma família com gostos muito ecléticos). Chove lá fora. E eu sorrio sorrateiramente enquanto vou lendo as palavras da Ana de Amesterdam: "Descobri, hoje, dois pintelhos iracundos, brancos, branquinhos como a neve. Envelheço." Ser gaja é dos diabos.

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Monday, February 02, 2015

Corações que se comem

Nos últimos dias o meu mail tem sido invadido por propostas para o dia dos namorados. Hotéis, restaurantes, passeios, lojas, há sempre alguém que tem o segredo para apimentar o meu romance ou quer proporcionar-me a noite mais romântica de sempre. Eu apago todos os mails sem sequer os ler. Não me interessam. Não ligo nenhuma ao dia dos namorados. Mas se quisesse mesmo um presente especial para oferecer neste dia já saberia o que comprar: Word Cookies. Já ofereci várias, sempre diferentes, procurando a mensagem que mais se adequa a cada situação. Estas são as bolachas para o são valentim. Vejam lá se não dá mesmo vontade de estar apaixonado?


bolachas.jpg

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Corações que se comem

Nos últimos dias o meu mail tem sido invadido por propostas para o dia dos namorados. Hotéis, restaurantes, passeios, lojas, há sempre alguém que tem o segredo para apimentar o meu romance ou quer proporcionar-me a noite mais romântica de sempre. Eu apago todos os mails sem sequer os ler. Não me interessam. Não ligo nenhuma ao dia dos namorados. Mas se quisesse mesmo um presente especial para oferecer neste dia já saberia o que comprar: Word Cookies. Já ofereci várias, sempre diferentes, procurando a mensagem que mais se adequa a cada situação. Estas são as bolachas para o são valentim. Vejam lá se não dá mesmo vontade de estar apaixonado?


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Sunday, February 01, 2015

A felicidade nas coisas pequenas (XXIV)

Estou a gravar o Regresso ao Futuro, que está agora a dar no canal Hollywood, para poder mostrá-lo aos miúdos, sobretudo ao António, um dia destes. O filme é de 1985. Será que eles vão gostar?


Back_to_the_Future_(time_travel_test)_with_Michael 

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A felicidade nas coisas pequenas (XXIV)

Estou a gravar o Regresso ao Futuro, que está agora a dar no canal Hollywood, para poder mostrá-lo aos miúdos, sobretudo ao António, um dia destes. O filme é de 1985. Será que eles vão gostar?


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