Um palavra para 2015
Acreditar.
Labels: Vida
Cheguei ao Diário de Notícias em julho 1996. Entrei como estagiária, trabalhei a recibos verdes, saí durante dois meses - dezembro de 1997 e janeiro de 1998 -, voltei, entrei para os quadros e fiquei por lá até hoje, sobrevivendo a várias mudanças na direcção, várias remodelações gráficas, várias reorientações editoriais, dois despedimentos colectivos e mais uma série de tropelias. Mudei várias vezes de secção, de horário, de chefia. Mudei de secretária, de cadeira, de computador. Mudei muito nestes anos. Mas parte daquilo que sou passa, inevitavelmente, por ali.
No Diário de Notícias aprendi a profissão que escolhi. Aprendi a ver o mundo com outros olhos. Aprendi a desafiar-me. Aprendi com os meus erros. Aprendi que vale a pena ir à luta. E que às vezes temos que nos calar. Escrevi textos de que me orgulho e outros de que me envergonho. Escrevi muitos textos. Muitos mesmo. Trabalhei fins-de-semana e feriados, acumulei folgas, perdi noites de sono, pulei refeições, comi sandes em frente do computador, perdi tempo, perdi a paciência, ganhei cabelos brancos. Diverti-me. Aprendi que o esforço é quase sempre recompensado. E que às vezes não é. Por causa do Diário de Notícias conheci pessoas e coisas e sítios e mundos que de outra forma nunca teria conhecido. E também aprendi que nem sempre podemos fazer aquilo que queremos e de que gostamos e que às vezes até temos que fazer coisas com as quais discordamos completamente. Aprendi que temos que nos adaptar. Aprendi o que é o digital.
No Diário de Notícias conheci pessoas que admiro. E outras que nem por isso. No Diário de Notícias conheci pessoas que mudaram a minha vida de maneiras muito diferentes - quer a nível profissional, quer a nível pessoal. Fiz amigos. Fiz grandes amigos. Fiz amigos para a vida. Teci cumplicidades. Guardei segredos. Contei novidades. Ri-me muito. Disse adeus. Fui a jantares de despedida. Chorei em funerais.
O futuro dos jornais é negro e ninguém sabe muito bem quantos anos vai durar este jornal que hoje comemora 150 anos. 150 anos. É uma raridade. E, mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todos os dias maus, mesmo com todas as dores de cabeça e desilusões, é bom estar ali. E é um prazer poder fazer, quase todos os dias, aquilo que gosto de fazer. Tenho sido feliz naquele segundo andar da avenida da Liberdade.
150 anos é obra. Parabéns DN.
Labels: jornalismo, trabalho
Cheguei ao Diário de Notícias em julho 1996. Entrei como estagiária, trabalhei a recibos verdes, saí durante dois meses - dezembro de 1997 e janeiro de 1998 -, voltei, entrei para os quadros e fiquei por lá até hoje, sobrevivendo a várias mudanças na direcção, várias remodelações gráficas, várias reorientações editoriais, dois despedimentos colectivos e mais uma série de tropelias. Mudei várias vezes de secção, de horário, de chefia. Mudei de secretária, de cadeira, de computador. Mudei muito nestes anos. Mas parte daquilo que sou passa, inevitavelmente, por ali.
No Diário de Notícias aprendi a profissão que escolhi. Aprendi a ver o mundo com outros olhos. Aprendi a desafiar-me. Aprendi com os meus erros. Aprendi que vale a pena ir à luta. E que às vezes temos que nos calar. Escrevi textos de que me orgulho e outros de que me envergonho. Escrevi muitos textos. Muitos mesmo. Trabalhei fins-de-semana e feriados, acumulei folgas, perdi noites de sono, pulei refeições, comi sandes em frente do computador, perdi tempo, perdi a paciência, ganhei cabelos brancos. Diverti-me. Aprendi que o esforço é quase sempre recompensado. E que às vezes não é. Por causa do Diário de Notícias conheci pessoas e coisas e sítios e mundos que de outra forma nunca teria conhecido. E também aprendi que nem sempre podemos fazer aquilo que queremos e de que gostamos e que às vezes até temos que fazer coisas com as quais discordamos completamente. Aprendi que temos que nos adaptar. Aprendi o que é o digital.
No Diário de Notícias conheci pessoas que admiro. E outras que nem por isso. No Diário de Notícias conheci pessoas que mudaram a minha vida de maneiras muito diferentes - quer a nível profissional, quer a nível pessoal. Fiz amigos. Fiz grandes amigos. Fiz amigos para a vida. Teci cumplicidades. Guardei segredos. Contei novidades. Ri-me muito. Disse adeus. Fui a jantares de despedida. Chorei em funerais.
O futuro dos jornais é negro e ninguém sabe muito bem quantos anos vai durar este jornal que hoje comemora 150 anos. 150 anos. É uma raridade. E, mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todos os dias maus, mesmo com todas as dores de cabeça e desilusões, é bom estar ali. E é um prazer poder fazer, quase todos os dias, aquilo que gosto de fazer. Tenho sido feliz naquele segundo andar da avenida da Liberdade.
150 anos é obra. Parabéns DN.
Labels: jornalismo, trabalho
Aquela época entre o natal e a passagem de ano em que se fazem os balanços do ano que termina e se tomam resoluções para o ano que vai começar.
'If', Divine Comedy
Labels: música
Aquela época entre o natal e a passagem de ano em que se fazem os balanços do ano que termina e se tomam resoluções para o ano que vai começar.
'If', Divine Comedy
Labels: música
Neste natal sobrevivi a uma aula de zumba. O António foi "sair" pela primeira vez, para jantar com o primo e os amigos. O Pedro passou o tempo a ler todas as palavras de todos os rótulos que lhe passaram pela frente. Os putos adoraram as prendas e houve até momentos muito emocionantes. Eu comi até quase rebentar. E ganhei uma prenda que foi mesmo uma grande surpresa. Estávamos todos felizes. Foi um dos melhores natais sempre, acho.
O natal acabou às 13:38. Para o ano há mais.
Neste natal sobrevivi a uma aula de zumba. O António foi "sair" pela primeira vez, para jantar com o primo e os amigos. O Pedro passou o tempo a ler todas as palavras de todos os rótulos que lhe passaram pela frente. Os putos adoraram as prendas e houve até momentos muito emocionantes. Eu comi até quase rebentar. E ganhei uma prenda que foi mesmo uma grande surpresa. Estávamos todos felizes. Foi um dos melhores natais sempre, acho.
O natal acabou às 13:38. Para o ano há mais.
Por aqui sim. Os livros da escola estão arrumados. Os despertadores desligados. Esta tarde, fomos com os primos ver o Romeu e Julieta que o Teatro Infantil apresenta no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, e que vale mesmo a pena. E agora estão os quatro pimpolhos cá em casa a jogar playstation e a tirar brinquedos de caixas. A noite vai ser longa, e não será apenas por causa do solstício. Amanhã vamos todos para o Alentejo e há promessa de bicicletas, brincadeiras na rua e presentes, muitos presentes. E doces. E sorrisos. E abraços. É isto o natal e é tão bom.
Wham, 'Last Christmas'
Por aqui sim. Os livros da escola estão arrumados. Os despertadores desligados. Esta tarde, fomos com os primos ver o Romeu e Julieta que o Teatro Infantil apresenta no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, e que vale mesmo a pena. E agora estão os quatro pimpolhos cá em casa a jogar playstation e a tirar brinquedos de caixas. A noite vai ser longa, e não será apenas por causa do solstício. Amanhã vamos todos para o Alentejo e há promessa de bicicletas, brincadeiras na rua e presentes, muitos presentes. E doces. E sorrisos. E abraços. É isto o natal e é tão bom.
Wham, 'Last Christmas'
Estou a ler 'Holocausto Brasileiro', um livro de Daniela Arbex sobre o hospício de Colônia, em Barbacena, no Brasil. Impressionante.
Estou a ler 'Holocausto Brasileiro', um livro de Daniela Arbex sobre o hospício de Colônia, em Barbacena, no Brasil. Impressionante.
Croissants do Careca.
Labels: a felicidade nas coisas pequenas, comida, felicidade
Croissants do Careca.
Labels: a felicidade nas coisas pequenas, comida, felicidade
Na verdade, ainda me falta comprar um presente, mas é praticamente como se já estivesse pronta para a consoada.
Labels: Natal
Na verdade, ainda me falta comprar um presente, mas é praticamente como se já estivesse pronta para a consoada.
Labels: Natal
A quantidade de vezes que tive de dizer não, não podes comer, não, não é para nós, não, depois fazemos mais, não te preocupes, não, não, não, ok, está bem, podes comer só um, não, não podes comer mais, não, não lambas os dedos, não, não metas as mãos aí, não, cuidado, cuidado, vais entornar, cuidado, pára, pára, não estás a ouvir?, não, não, o açúcar não é agora, não, não mexas, não, vais entornar, cuidado, não, não podes comer, não, porque não, porque são para oferecer, ok, está bem, podes comer só mais um mas mais nenhum. Não.
(sim, adoramos o natal, mas continuamos a ser nós)
A quantidade de vezes que tive de dizer não, não podes comer, não, não é para nós, não, depois fazemos mais, não te preocupes, não, não, não, ok, está bem, podes comer só um, não, não podes comer mais, não, não lambas os dedos, não, não metas as mãos aí, não, cuidado, cuidado, vais entornar, cuidado, pára, pára, não estás a ouvir?, não, não, o açúcar não é agora, não, não mexas, não, vais entornar, cuidado, não, não podes comer, não, porque não, porque são para oferecer, ok, está bem, podes comer só mais um mas mais nenhum. Não.
(sim, adoramos o natal, mas continuamos a ser nós)
Doce de abóbora em frasquinhos vários, enfeitados com guardanapos e fitinhas e que assim se transformam em prendas para as professoras da escola do Pedro.
Canecas brancas pintadas pelas crianças, e com muitos corações, para eles oferecerem a alguns amigos/familiares.
Brigadeiros e queques de chocolate para o lanche de natal da escola.
(a parte das prendas que os miúdos oferecem está praticamente encerrada. agora falta a parte séria, e difícil, que é comprar prendas para os miúdos e para os graúdos... ai, se pudesse oferecer bolachas a toda a gente...)
Doce de abóbora em frasquinhos vários, enfeitados com guardanapos e fitinhas e que assim se transformam em prendas para as professoras da escola do Pedro.
Canecas brancas pintadas pelas crianças, e com muitos corações, para eles oferecerem a alguns amigos/familiares.
Brigadeiros e queques de chocolate para o lanche de natal da escola.
(a parte das prendas que os miúdos oferecem está praticamente encerrada. agora falta a parte séria, e difícil, que é comprar prendas para os miúdos e para os graúdos... ai, se pudesse oferecer bolachas a toda a gente...)
Se calhar temos ido demasiadas vezes ao circo. No último mês, vimos o Cirque Alfonse, os Acrobatas de Pequim e o Victor Hugo Cardinalli. Temos um convite para ir ao Coliseu mas temo pela integridade física das minhas crianças...
Labels: Filhos
Se calhar temos ido demasiadas vezes ao circo. No último mês, vimos o Cirque Alfonse, os Acrobatas de Pequim e o Victor Hugo Cardinalli. Temos um convite para ir ao Coliseu mas temo pela integridade física das minhas crianças...
Labels: Filhos
Tenho um orgulho imenso em conhecer alguns dos óptimos fotógrafos que puseram de pé o Projecto Troika. Um orgulho imenso em conhecer pessoas que não se acomodam - nem no trabalho nem no resto. Eles investiram o seu tempo e a sua criatividade para fazer o retrato do país que sobrou após a intervenção da troika. O resultado é muito mais do que um livro de fotografia, é um manifesto político. O mínimo que podíamos fazer, para além de comprar o livro, era enfrentar uma tarde gelada e chuvosa para ir lá dar-lhes um beijinho e dizer-lhes que ficamos à espera do próximo.
Os miúdos portaram-se bem, pelo durante os primeiros vinte minutos, e folhearam o livro com grande atenção, detendo-se mais demoradamente nas fotografias do Adriano Miranda, 'Despidos'. Tudo normal, portanto.
As fotos da montagem da exposição foram retiradas daqui.
Labels: Amigos, arte, jornalismo
Tenho um orgulho imenso em conhecer alguns dos óptimos fotógrafos que puseram de pé o Projecto Troika. Um orgulho imenso em conhecer pessoas que não se acomodam - nem no trabalho nem no resto. Eles investiram o seu tempo e a sua criatividade para fazer o retrato do país que sobrou após a intervenção da troika. O resultado é muito mais do que um livro de fotografia, é um manifesto político. O mínimo que podíamos fazer, para além de comprar o livro, era enfrentar uma tarde gelada e chuvosa para ir lá dar-lhes um beijinho e dizer-lhes que ficamos à espera do próximo.
Os miúdos portaram-se bem, pelo durante os primeiros vinte minutos, e folhearam o livro com grande atenção, detendo-se mais demoradamente nas fotografias do Adriano Miranda, 'Despidos'. Tudo normal, portanto.
As fotos da montagem da exposição foram retiradas daqui.
Labels: Amigos, arte, jornalismo
Atarefada, é o que é. Muito trabalho, folgas que ficam por gozar, os putos com testes, umas discussões feias com o mais velho, uns abraços para fazer as pazes, e a vida que não dá descanso, para lá e para cá, o futebol e o supermercado e a piscina e as festas de anos e o supermercado outra vez e fazer o jantar, e leva e traz, pagar as contas, desesperar com as contas, um frio de morte quando saímos de casa de manhã, cachecóis e écharpes, pensar no natal e nas prendas mas ainda muito atrasada nas compras, e agora entramos na fase das festas e dos bolos para a escola, a gente gosta mas dá trabalho, pois dá, e temos que ir outra vez ao supermercado. Pelo meio também há sorrisos. E sol. Havendo sol e sorrisos acho que estamos safos. Afinal, é dezembro, e não tarda nada estamos outra vez onde é suposto estarmos: todos juntos, à volta da mesa, no alentejo.
Kenny & Dolly cantam 'I'll be home with bells on'
Atarefada, é o que é. Muito trabalho, folgas que ficam por gozar, os putos com testes, umas discussões feias com o mais velho, uns abraços para fazer as pazes, e a vida que não dá descanso, para lá e para cá, o futebol e o supermercado e a piscina e as festas de anos e o supermercado outra vez e fazer o jantar, e leva e traz, pagar as contas, desesperar com as contas, um frio de morte quando saímos de casa de manhã, cachecóis e écharpes, pensar no natal e nas prendas mas ainda muito atrasada nas compras, e agora entramos na fase das festas e dos bolos para a escola, a gente gosta mas dá trabalho, pois dá, e temos que ir outra vez ao supermercado. Pelo meio também há sorrisos. E sol. Havendo sol e sorrisos acho que estamos safos. Afinal, é dezembro, e não tarda nada estamos outra vez onde é suposto estarmos: todos juntos, à volta da mesa, no alentejo.
Kenny & Dolly cantam 'I'll be home with bells on'
Sentada à secretária ninguém vê mas tenho nos pés uns ténis brilhantes com atacadores cor-de-rosa e escrevo sobre uma rainha morta.
Labels: trabalho
Sentada à secretária ninguém vê mas tenho nos pés uns ténis brilhantes com atacadores cor-de-rosa e escrevo sobre uma rainha morta.
Labels: trabalho
Muito provavelmente isto é uma coisa que já quase toda a gente sabia e quem não sabia também não está minimamente interessado, mas eu acabei de descobrir e estou encantada com a descoberta, preciso partilhá-la.
Então não é que o Tommy, a minha personagem favorita de 'Trainspotting' (filme de Danny Boyle, de 1996, com o qual, aliás, o actor se estreou no cinema), era interpretado por Kevin McKidd, mais conhecido hoje em dia como Owen Hunt, que é de longe a minha personagem preferida em 'Anatomia de Grey' (ele está na série desde 2008). Oh pá... (e já agora mais uma curiosidade: o "rapaz" tem 41 anos).
Muito provavelmente isto é uma coisa que já quase toda a gente sabia e quem não sabia também não está minimamente interessado, mas eu acabei de descobrir e estou encantada com a descoberta, preciso partilhá-la.
Então não é que o Tommy, a minha personagem favorita de 'Trainspotting' (filme de Danny Boyle, de 1996, com o qual, aliás, o actor se estreou no cinema), era interpretado por Kevin McKidd, mais conhecido hoje em dia como Owen Hunt, que é de longe a minha personagem preferida em 'Anatomia de Grey' (ele está na série desde 2008). Oh pá... (e já agora mais uma curiosidade: o "rapaz" tem 41 anos).
Sofia Dias e Vítor Roriz em 'António e Cleópatra', o espetáculo de Tiago Rodrigues/ Mundo Perfeito que está entre hoje e segunda no CCB. Tão bonito. Tão bonito. Um espetáculo sobre o amor. Ou sobre a impossibilidade do amor. Tão bonito.
(a foto é de Gustavo Bom/ Global Imagens)
Labels: teatro
Sofia Dias e Vítor Roriz em 'António e Cleópatra', o espetáculo de Tiago Rodrigues/ Mundo Perfeito que está entre hoje e segunda no CCB. Tão bonito. Tão bonito. Um espetáculo sobre o amor. Ou sobre a impossibilidade do amor. Tão bonito.
(a foto é de Gustavo Bom/ Global Imagens)
Labels: teatro
Ainda não cheguei lá. A minha liberdade ainda está muito condicionada pelos dois seres que dependem de mim. Mas é isto que procuro.
Labels: envelhecer, Vida
Ainda não cheguei lá. A minha liberdade ainda está muito condicionada pelos dois seres que dependem de mim. Mas é isto que procuro.
Labels: envelhecer, Vida
Este ano vamos ter um natal diferente. Mas até ser diferente vai ser igual ao que sempre foi. Ontem fizemos a árvore e o presépio. Hoje começamos a comer chocolates do calendário. E sempre que estivermos em casa haveremos de ter as luzes ligadas. Vou comer azevias do café da esquina até me doer a barriga. E vou emocionar-me na festa de natal da escola. Vou aproveitar um dos dias de folga para comprar as prendas todas para toda a gente. Vou comprar um par das meias para cada um deles, embrulha-las e pô-las na árvores, porque é assim todos os anos, e eles hão de abrir o presente e fazer uma careta, como sempre fazem. Uns dias antes do natal vamos para o Alentejo. Vai estar um frio de morte mas haveremos de estar felizes e os putos vão brincar com os primos e vai ser barulhento e iremos passar horas na cozinha e comer as comidas que sempre comemos com as pessoas de que mais gostamos. Este ano vamos ter um natal um bocadinho diferente. Mas até ser diferente vai ser igual ao que sempre foi.
Este ano vamos ter um natal diferente. Mas até ser diferente vai ser igual ao que sempre foi. Ontem fizemos a árvore e o presépio. Hoje começamos a comer chocolates do calendário. E sempre que estivermos em casa haveremos de ter as luzes ligadas. Vou comer azevias do café da esquina até me doer a barriga. E vou emocionar-me na festa de natal da escola. Vou aproveitar um dos dias de folga para comprar as prendas todas para toda a gente. Vou comprar um par das meias para cada um deles, embrulha-las e pô-las na árvores, porque é assim todos os anos, e eles hão de abrir o presente e fazer uma careta, como sempre fazem. Uns dias antes do natal vamos para o Alentejo. Vai estar um frio de morte mas haveremos de estar felizes e os putos vão brincar com os primos e vai ser barulhento e iremos passar horas na cozinha e comer as comidas que sempre comemos com as pessoas de que mais gostamos. Este ano vamos ter um natal um bocadinho diferente. Mas até ser diferente vai ser igual ao que sempre foi.