'Let's Dance'
Labels: dançar, envelhecer, festa 40, música
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Labels: vidinha
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Fiz terapia durante quase um ano. É difícil avaliar a eficácia daquelas sessões caríssimas, semanais ou quinzenais; houve uma altura em que me fez muito bem, depois comecei a ficar cheia de sentimentos de culpa por estar ali a gastar dinheiro que me fazia falta para outras coisas. Uma pessoa tem pouco dinheiro e tem que decidir se é mais importante passar uma hora a conversar com a psiquiatra ou ir almoçar fora, se nos faz mais feliz fazer terapia durante um ano ou investir numas férias diferentes com os miúdos. Não podendo fazer tudo, o que escolher? O que é mais necessário? Ando outra vez a pensar que, se calhar, devia voltar à terapia, com alguém diferente, alguém que me fizesse tão bem que não me desse margem para dúvidas. Ando a pensar nisso e, sabendo que não tenho dinheiro, não sei se tenho coragem (a vida é tão mais fácil quando se tem os bolsos recheados).
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Fiz terapia durante quase um ano. É difícil avaliar a eficácia daquelas sessões caríssimas, semanais ou quinzenais; houve uma altura em que me fez muito bem, depois comecei a ficar cheia de sentimentos de culpa por estar ali a gastar dinheiro que me fazia falta para outras coisas. Uma pessoa tem pouco dinheiro e tem que decidir se é mais importante passar uma hora a conversar com a psiquiatra ou ir almoçar fora, se nos faz mais feliz fazer terapia durante um ano ou investir numas férias diferentes com os miúdos. Não podendo fazer tudo, o que escolher? O que é mais necessário? Ando outra vez a pensar que, se calhar, devia voltar à terapia, com alguém diferente, alguém que me fizesse tão bem que não me desse margem para dúvidas. Ando a pensar nisso e, sabendo que não tenho dinheiro, não sei se tenho coragem (a vida é tão mais fácil quando se tem os bolsos recheados).
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5º ano, escola nova (e, pela primeira vez, pública), turma nova, horários, regulamentos, caderneta, senhas para almoço, conhecer o ATL, o ginásio, a biblioteca, novos professores, novos colegas, tudo diferente, forrar livros, preparar a mochila, organizar os lanches e as novas rotinas. Mas se perguntarmos ao António o que é que aconteceu hoje de importante, ele dirá: o seu primeiro treino de futebol. Ah! Isso sim. Isso é que são novidades.
Desde pequeno que o António adora jogar futebol (ele adora tudo o que seja desporto, ainda para mais se meter corridas e bolas) e desde pequeno que ouço as pessoas a dizerem-me que o rapaz tem jeito e que devia levar isto mais a sério. Mas nunca tinha havido oportunidade e, a bem dizer, nunca tinha havido vontade para o pôr numa escolinha. Pagar para jogar futebol? Perder o meu tempo com bola? Nããão. E, acima de tudo, queria evitar aquela pressão que existe na escolas de futebol para que os miúdos sejam logo craques - pressão dos "misteres" e dos pais, que estão ali à espera de encontrar o próximo Cristiano Ronaldo, que levam os treinos muito a sério, em vez de encararem aquilo como um divertimento, que incentivam as rasteiras e insultam os árbitros. Então fomos experimentando outros desportos, que havia mais à mão, a natação, o karaté, o ténis, e o puto fazia tudo bem, recebia elogios dos professores, mas nada o fascinava e insistia que o futebol é que era e ainda hoje, ao preencher um questionário da escola, escreveu que quando fôr grande quer ser futebolista. Eu não acho que ele vá ser futebolista mas se é para tirar teimas, pois que se tirem. E foi por isto tudo que, este ano, finalmente, aceitei experimentarmos o futebol. Foi uma coisa negociada com ele - que terá de se aplicar na escola se quiser continuar a ir aos treinos - até porque me vai exigir uma grande ginástica na nossa logística familiar (raios partam o miúdo que tem o estádio do benfica aqui ao lado mas saiu-me um sportinguista ferrenho).
De maneiras que hoje foi o primeiro treino. À experiência. Sem compromissos, nem pagamentos. Uma excitação como nunca tinha visto. Há uma semana que não falava de mais nada. De manhã foi a apresentação na escola, à tarde fomos ao campo de relva sintética onde ele esteve uma hora a dar toques na bola, no meio de uma data de putos de verde e branco, encantado da vida e já a pedir para voltar. Tenho muito medo que ele se desencante com o facto de aquilo ser uma escola a sério, não é chegar ali e jogar à bola, há muitos exercícios repetitivos e chatinhos. E tentei prepará-lo para o facto de haver meninos que jogam muito melhor (uma coisa é ele ser muito bom entre a meia dúzia de amigos, outra é um clube onde há miúdos que treinam quase desde o berço), de nem sempre conseguir fazer as coisas bem e de ter de aceitar as derrotas. Ele diz que percebe, que não se importa. Garante-me que adorou. Pelo sim, pelo não, amanhã vai voltar para mais um treino ainda antes da inscrição.
Tinha uma secreta esperança que ele não gostasse. O mano também lá esteve hoje, noutro canto do relvado, fez tudo certinho como devia e até parecia divertido mas, no final, anunciou que não queria voltar. Podia acontecer tambem ao António, não era? Dava-me tanto jeito... Por outro lado, vê-lo assim entusiamado com alguma coisa também é muito bom. E, quem sabe, talvez eu descubra que afinal até tenho vocação para dona Dolores.
5º ano, escola nova (e, pela primeira vez, pública), turma nova, horários, regulamentos, caderneta, senhas para almoço, conhecer o ATL, o ginásio, a biblioteca, novos professores, novos colegas, tudo diferente, forrar livros, preparar a mochila, organizar os lanches e as novas rotinas. Mas se perguntarmos ao António o que é que aconteceu hoje de importante, ele dirá: o seu primeiro treino de futebol. Ah! Isso sim. Isso é que são novidades.
Desde pequeno que o António adora jogar futebol (ele adora tudo o que seja desporto, ainda para mais se meter corridas e bolas) e desde pequeno que ouço as pessoas a dizerem-me que o rapaz tem jeito e que devia levar isto mais a sério. Mas nunca tinha havido oportunidade e, a bem dizer, nunca tinha havido vontade para o pôr numa escolinha. Pagar para jogar futebol? Perder o meu tempo com bola? Nããão. E, acima de tudo, queria evitar aquela pressão que existe na escolas de futebol para que os miúdos sejam logo craques - pressão dos "misteres" e dos pais, que estão ali à espera de encontrar o próximo Cristiano Ronaldo, que levam os treinos muito a sério, em vez de encararem aquilo como um divertimento, que incentivam as rasteiras e insultam os árbitros. Então fomos experimentando outros desportos, que havia mais à mão, a natação, o karaté, o ténis, e o puto fazia tudo bem, recebia elogios dos professores, mas nada o fascinava e insistia que o futebol é que era e ainda hoje, ao preencher um questionário da escola, escreveu que quando fôr grande quer ser futebolista. Eu não acho que ele vá ser futebolista mas se é para tirar teimas, pois que se tirem. E foi por isto tudo que, este ano, finalmente, aceitei experimentarmos o futebol. Foi uma coisa negociada com ele - que terá de se aplicar na escola se quiser continuar a ir aos treinos - até porque me vai exigir uma grande ginástica na nossa logística familiar (raios partam o miúdo que tem o estádio do benfica aqui ao lado mas saiu-me um sportinguista ferrenho).
De maneiras que hoje foi o primeiro treino. À experiência. Sem compromissos, nem pagamentos. Uma excitação como nunca tinha visto. Há uma semana que não falava de mais nada. De manhã foi a apresentação na escola, à tarde fomos ao campo de relva sintética onde ele esteve uma hora a dar toques na bola, no meio de uma data de putos de verde e branco, encantado da vida e já a pedir para voltar. Tenho muito medo que ele se desencante com o facto de aquilo ser uma escola a sério, não é chegar ali e jogar à bola, há muitos exercícios repetitivos e chatinhos. E tentei prepará-lo para o facto de haver meninos que jogam muito melhor (uma coisa é ele ser muito bom entre a meia dúzia de amigos, outra é um clube onde há miúdos que treinam quase desde o berço), de nem sempre conseguir fazer as coisas bem e de ter de aceitar as derrotas. Ele diz que percebe, que não se importa. Garante-me que adorou. Pelo sim, pelo não, amanhã vai voltar para mais um treino ainda antes da inscrição.
Tinha uma secreta esperança que ele não gostasse. O mano também lá esteve hoje, noutro canto do relvado, fez tudo certinho como devia e até parecia divertido mas, no final, anunciou que não queria voltar. Podia acontecer tambem ao António, não era? Dava-me tanto jeito... Por outro lado, vê-lo assim entusiamado com alguma coisa também é muito bom. E, quem sabe, talvez eu descubra que afinal até tenho vocação para dona Dolores.
'Alentejo, Alentejo', de Sérgio Tréfaut, é um documentário sobre o cante tanto quanto é um filme sobre o Alentejo - o Alentejo de ontem e de hoje, o Alentejo dos meus avós, o meu Alentejo. Estamos todos ali, no pão migado para as açordas. Com alho, coentros, poejo, bacalhau. Nas linguiças e nos copos de tinto. Nas tabernas onde se canta. Naquela paisagem. Naquele sotaque. Estamos todos, os alentejanos, ali, naquelas modas que parecem tão simples de cantar mas não são.
'Alentejo, Alentejo', de Sérgio Tréfaut, é um documentário sobre o cante tanto quanto é um filme sobre o Alentejo - o Alentejo de ontem e de hoje, o Alentejo dos meus avós, o meu Alentejo. Estamos todos ali, no pão migado para as açordas. Com alho, coentros, poejo, bacalhau. Nas linguiças e nos copos de tinto. Nas tabernas onde se canta. Naquela paisagem. Naquele sotaque. Estamos todos, os alentejanos, ali, naquelas modas que parecem tão simples de cantar mas não são.
Ontem foi o primeiro dia de escola do 1ºano do Pedro. A fotografia para a posteridade mostra-o com um sorriso enorme. O meu pequenino está um crescido (típico momento de mãe emocionada).
Ontem foi o primeiro dia de escola do 1ºano do Pedro. A fotografia para a posteridade mostra-o com um sorriso enorme. O meu pequenino está um crescido (típico momento de mãe emocionada).
Sexta-feira, 22. Começámos pelo Redondo, onde estivemos no monte de uns amigos. Na segunda-feira, depois de uma paragem técnica para comer uma feijoada em Ferreira, descemos até ao Algarve. Houve um dia em que fomos até Tavira e fomos muitos. Mas no resto do tempo estivemos em Lagos, no apartamento da família, e fomos só três. Vimos (outra vez) os desenhos animados do Tom Sawyer e do Dartacão. Comemos bolas de berlim na praia. Jogámos raquetes. Jogámos peixinho. Aprendemos a cantar todas as músicas pirosas que passam na RFM (sim, até aquela do Enrique Iglesias e do Mickael Carreira). As crianças deram umas voltas no carrossel, porque as tradições são para se manter. Pintámos as unhas. E quando começámos a implicar uns com os outros achámos que era altura de ir à procura de companhia. No domingo, 31, olhámos para o mapa e definimos o itinerário, sem passar pela auto-estrada. Aterrámos dois dias à beira de uma piscina em Milfontes onde tínhamos amigos. O Pedro já quase não precisa de braçadeiras. O António portou-se lindamente. No dia seguinte, enfiámos tudo outra vez no porta-bagagens e chegámos à Zambujeira a tempo de assistir ao pôr-do-sol mais lindo do mundo, na companhia de bons amigos e de um copo de vinho (também pode ser gin tónico). Comemos pão ainda quente, com a manteiga a derreter-se. E uns ovos de tomatada à maneira. Tirámos polaroids. Os putos deslizaram nas ondas deitados na prancha. E fizeram mais amigos. E compraram anéis. E foram ao circo no largo da igreja. E sentiram-se crescidos. Talvez tenham crescido, de facto, enquanto eu estava distraída, conversava e gargalhava. Até experimentei, com uma amiga, uma aula de pilates, na praia, ao fim do dia. Com o sol a mergulhar no mar mesmo à nossa frente e a areia a arrefecer por baixo dos pés e os músculos a esticarem-se devagarinho. Finalmente, na sexta-feira, voltámos a casa dos pais/avós. Para brincar com os primos. Andar de bicicleta na rua. Passear a Hope. Estarmos todos juntos. Comer bolo ainda morno, feito pela tia. Baloiçarmos na rede. Ou simplesmente não fazer nada.
Sexta-feira, 22. Começámos pelo Redondo, onde estivemos no monte de uns amigos. Na segunda-feira, depois de uma paragem técnica para comer uma feijoada em Ferreira, descemos até ao Algarve. Houve um dia em que fomos até Tavira e fomos muitos. Mas no resto do tempo estivemos em Lagos, no apartamento da família, e fomos só três. Vimos (outra vez) os desenhos animados do Tom Sawyer e do Dartacão. Comemos bolas de berlim na praia. Jogámos raquetes. Jogámos peixinho. Aprendemos a cantar todas as músicas pirosas que passam na RFM (sim, até aquela do Enrique Iglesias e do Mickael Carreira). As crianças deram umas voltas no carrossel, porque as tradições são para se manter. Pintámos as unhas. E quando começámos a implicar uns com os outros achámos que era altura de ir à procura de companhia. No domingo, 31, olhámos para o mapa e definimos o itinerário, sem passar pela auto-estrada. Aterrámos dois dias à beira de uma piscina em Milfontes onde tínhamos amigos. O Pedro já quase não precisa de braçadeiras. O António portou-se lindamente. No dia seguinte, enfiámos tudo outra vez no porta-bagagens e chegámos à Zambujeira a tempo de assistir ao pôr-do-sol mais lindo do mundo, na companhia de bons amigos e de um copo de vinho (também pode ser gin tónico). Comemos pão ainda quente, com a manteiga a derreter-se. E uns ovos de tomatada à maneira. Tirámos polaroids. Os putos deslizaram nas ondas deitados na prancha. E fizeram mais amigos. E compraram anéis. E foram ao circo no largo da igreja. E sentiram-se crescidos. Talvez tenham crescido, de facto, enquanto eu estava distraída, conversava e gargalhava. Até experimentei, com uma amiga, uma aula de pilates, na praia, ao fim do dia. Com o sol a mergulhar no mar mesmo à nossa frente e a areia a arrefecer por baixo dos pés e os músculos a esticarem-se devagarinho. Finalmente, na sexta-feira, voltámos a casa dos pais/avós. Para brincar com os primos. Andar de bicicleta na rua. Passear a Hope. Estarmos todos juntos. Comer bolo ainda morno, feito pela tia. Baloiçarmos na rede. Ou simplesmente não fazer nada.
Parece que a Angelina Jolie ficou inconsolável com as críticas das bloggers portuguesas, grandes especialistas em moda, ao seu vestido de noiva e promete que para a próxima vai tentar não as desiludir e até, quem sabe, pedirá a sua opinião para comprar um modelito de jeito.
Labels: vidinha
Parece que a Angelina Jolie ficou inconsolável com as críticas das bloggers portuguesas, grandes especialistas em moda, ao seu vestido de noiva e promete que para a próxima vai tentar não as desiludir e até, quem sabe, pedirá a sua opinião para comprar um modelito de jeito.
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