Monday, March 31, 2014

E aquilo que efectivamente comprei




Com o que gastei no hospital da luz e na farmácia bem que poderia, à vontade, ter comprado os livros que tanto queria. Mas não se pode ter tudo, não é? Para já, vamos concentrar-nos em acabar com a tosse.

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E aquilo que efectivamente comprei




Com o que gastei no hospital da luz e na farmácia bem que poderia, à vontade, ter comprado os livros que tanto queria. Mas não se pode ter tudo, não é? Para já, vamos concentrar-nos em acabar com a tosse.

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Lista de compras (top 3)

Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes (Porto Editora)



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Os Memoráveis, de Lídia Jorge (Publicações Dom Quixote)



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Tudo São Histórias de Amor, de Dulce Maria Cardoso (Tinta da China)



 

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Lista de compras (top 3)

Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes (Porto Editora)



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Os Memoráveis, de Lídia Jorge (Publicações Dom Quixote)



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Tudo São Histórias de Amor, de Dulce Maria Cardoso (Tinta da China)



 

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Sunday, March 30, 2014

Aviso


(só para que não comecem já a inventar teorias sobre traições e tal. não tem mesmo nada a ver)

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Aviso


(só para que não comecem já a inventar teorias sobre traições e tal. não tem mesmo nada a ver)

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Traições

Leitura de domingo. Na Slate, entrevista à terapeuta Esther Perel a tentar responder à questão: porque traímos (numa relação amorosa)? E ainda: porque traímos, mesmo quando somos felizes num casamento?


Vale a pena ler tudo, porque ela levanta uma série de questões engraçadas e de que geralmente não se fala, e até para podermos discordar e/ou discutir o assunto.


Fica uma frase para pensar:


"Very often we don’t go elsewhere because we are looking for another person. We go elsewhere because we are looking for another self. It isn’t so much that we want to leave the person we are with as we want to leave the person we have become."


E, já agora, sobre os desafios do casamento e do desejo - e o poder da imaginação e o modo como o erotismo é politicamente incorrecto e a importância da curiosidade e da exploração - vejam os sábios conselhos da mesma Esther Perel aqui:



Se quiserem, podem ver ainda a Helen Fisher, que também diz muitas destas coisas e mais outras.

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Traições

Leitura de domingo. Na Slate, entrevista à terapeuta Esther Perel a tentar responder à questão: porque traímos (numa relação amorosa)? E ainda: porque traímos, mesmo quando somos felizes num casamento?


Vale a pena ler tudo, porque ela levanta uma série de questões engraçadas e de que geralmente não se fala, e até para podermos discordar e/ou discutir o assunto.


Fica uma frase para pensar:


"Very often we don’t go elsewhere because we are looking for another person. We go elsewhere because we are looking for another self. It isn’t so much that we want to leave the person we are with as we want to leave the person we have become."


E, já agora, sobre os desafios do casamento e do desejo - e o poder da imaginação e o modo como o erotismo é politicamente incorrecto e a importância da curiosidade e da exploração - vejam os sábios conselhos da mesma Esther Perel aqui:



Se quiserem, podem ver ainda a Helen Fisher, que também diz muitas destas coisas e mais outras.

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Saturday, March 29, 2014

Com ela

Nas minhas idas e vindas de hoje, calhou estar no carro ao meio-dia e calhou ter a Radar sintonizada (os miúdos costumam pedir outras músicas) e calhou ouvir a Joana a falar com a Inês Meneses sobre a necessidade de ficar no canto desfocado da fotografia, sobre batons, a poesia dos seus 'Ritornelos', os Smiths, as botas dr. Martens que ela usava quando tinha 15 anos e sobre a sua primeira viagem de carrossel.



Jeff Buckley canta 'Je n'en connais pas la fin', de Edith Piaff. Umas das músicas escolhidas pela Joana.

Como se vê, tudo tem  um lado bom. Até as idas e vindas de uma mãe atarefada. O programa repete amanhã, às 19.00, e depois acho que há de ficar disponível em podcast.

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Com ela

Nas minhas idas e vindas de hoje, calhou estar no carro ao meio-dia e calhou ter a Radar sintonizada (os miúdos costumam pedir outras músicas) e calhou ouvir a Joana a falar com a Inês Meneses sobre a necessidade de ficar no canto desfocado da fotografia, sobre batons, a poesia dos seus 'Ritornelos', os Smiths, as botas dr. Martens que ela usava quando tinha 15 anos e sobre a sua primeira viagem de carrossel.



Jeff Buckley canta 'Je n'en connais pas la fin', de Edith Piaff. Umas das músicas escolhidas pela Joana.

Como se vê, tudo tem  um lado bom. Até as idas e vindas de uma mãe atarefada. O programa repete amanhã, às 19.00, e depois acho que há de ficar disponível em podcast.

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Friday, March 28, 2014

Se eu pudesse

Apanhava dois aviões.


Um para ir ver a exposição 'American Cool', que está patente até 7 de setembro na National Portrait Gallery, em Londres. Descobri-a no The Guardian e fiquei fascinada. 'Cool is the opposite of innocence or virtue. Someone cool has a charismatic edge and a dark side", escreve o jornal. E James Dean era super-cool.



James Dean, 1954. Photograph: Roy Schatt


 


E o outro avião haveria de me levar a Paris para ver a exposição de Robert Mapplethorpe no Grand Palais. Esta, encontrei-a no El Pais e pode ser apreciada até 13 de julho.





'Thomas' (1987) de Robert Mapplethorpe


 


E de caminho, não tenho dúvidas, encontraria outras coisas para ver, saborear, experimentar e desfrutar. Se eu pudesse.

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Se eu pudesse

Apanhava dois aviões.


Um para ir ver a exposição 'American Cool', que está patente até 7 de setembro na National Portrait Gallery, em Londres. Descobri-a no The Guardian e fiquei fascinada. 'Cool is the opposite of innocence or virtue. Someone cool has a charismatic edge and a dark side", escreve o jornal. E James Dean era super-cool.



James Dean, 1954. Photograph: Roy Schatt


 


E o outro avião haveria de me levar a Paris para ver a exposição de Robert Mapplethorpe no Grand Palais. Esta, encontrei-a no El Pais e pode ser apreciada até 13 de julho.





'Thomas' (1987) de Robert Mapplethorpe


 


E de caminho, não tenho dúvidas, encontraria outras coisas para ver, saborear, experimentar e desfrutar. Se eu pudesse.

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Thursday, March 27, 2014

Dos dias bons

9.30. Tenho um livro novo (obrigado, Joana) e ainda por cima um livro que queria muito ler. A Naomi Wolf é uma autora norte-americana, que escreveu, por exemplo, 'O Mito da Beleza', e é uma daquelas mulheres que há muito me despertam a curiosidade. Já li alguns artigos sobre este livro e estou cheia de vontade de entrar nesta 'Vagina', salvo seja.





'Vagina, uma nova biografa', de Naomi Wolf, é editado por cá pela Nova Delphi



 

11.30. Fui ver a exposição do fotógrafo Pieter Hugo, que inaugura amanhã na Fundação Gulbenkian. Ele é sul-africano e tem um olhar muito interessante sobre os contrastes e contradições de África. E as fotos são belíssimas. A exposição fica patente até 1 de junho.




 

13.00. Ainda na Gulbenkian, almocei com a minha querida Sónia. O encontro já estava marcado há mais tempo e acabou por vir no tempo certo. Tínhamos tanta conversa para pôr em dia. A Sónia é das pessoas que melhor me conhece (de tal maneira que até sabe coisas da minha vida que eu própria desconhecia, não é amiga?) e que me faz sempre bem. E ainda ganhei uma prenda linda e com um significado muito especial.


19.15. Abraços dos bons e filhos felizes. Vou ficar a dever mais uns favores e vou passar o fim-de-semana a correr de um lado para o outro mas vou conseguir ter umas duas horas para estudar com o António e o Pedro irá à festa do seu amigo. Vou conseguir. O que for possível.


Os dias são o que nós fizermos deles.


Amanhã vai ser ainda melhor.

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Dos dias bons

9.30. Tenho um livro novo (obrigado, Joana) e ainda por cima um livro que queria muito ler. A Naomi Wolf é uma autora norte-americana, que escreveu, por exemplo, 'O Mito da Beleza', e é uma daquelas mulheres que há muito me despertam a curiosidade. Já li alguns artigos sobre este livro e estou cheia de vontade de entrar nesta 'Vagina', salvo seja.





'Vagina, uma nova biografa', de Naomi Wolf, é editado por cá pela Nova Delphi



 

11.30. Fui ver a exposição do fotógrafo Pieter Hugo, que inaugura amanhã na Fundação Gulbenkian. Ele é sul-africano e tem um olhar muito interessante sobre os contrastes e contradições de África. E as fotos são belíssimas. A exposição fica patente até 1 de junho.




 

13.00. Ainda na Gulbenkian, almocei com a minha querida Sónia. O encontro já estava marcado há mais tempo e acabou por vir no tempo certo. Tínhamos tanta conversa para pôr em dia. A Sónia é das pessoas que melhor me conhece (de tal maneira que até sabe coisas da minha vida que eu própria desconhecia, não é amiga?) e que me faz sempre bem. E ainda ganhei uma prenda linda e com um significado muito especial.


19.15. Abraços dos bons e filhos felizes. Vou ficar a dever mais uns favores e vou passar o fim-de-semana a correr de um lado para o outro mas vou conseguir ter umas duas horas para estudar com o António e o Pedro irá à festa do seu amigo. Vou conseguir. O que for possível.


Os dias são o que nós fizermos deles.


Amanhã vai ser ainda melhor.

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Wednesday, March 26, 2014

Não vou conseguir

Há dias que correm tão bem.


E depois há dias em que a vida escapa ao meu controlo e sinto que não vou conseguir. Porque é impossível conseguir conciliar o horário da escola e das actividades com o meu horário de trabalho e as reuniões de pais e as compras e as outras coisas todas que temos para fazer, que parece que calha tudo na mesma altura, e ainda pensar que devia ajudar o António a estudar para os testes desta semana mas não vou conseguir porque chegamos a casa às oito da noite (às vezes mais tarde) e a essa hora já não dá, e depois vou estar a trabalhar no fim-de-semana e eles têm de ir dormir a casa dos avós e por isso vou ter de dizer ao Pedro que não pode ir à festa de anos do melhor amigo porque não há quem o leve e traga e também não vou conseguir outra vez ajudar o António a estudar para o teste de segunda-feira porque vou trabalhar até às 9 da noite de domingo e é impossível.


É impossível, não vou conseguir. E isso deixa-me de rastos.

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Não vou conseguir

Há dias que correm tão bem.


E depois há dias em que a vida escapa ao meu controlo e sinto que não vou conseguir. Porque é impossível conseguir conciliar o horário da escola e das actividades com o meu horário de trabalho e as reuniões de pais e as compras e as outras coisas todas que temos para fazer, que parece que calha tudo na mesma altura, e ainda pensar que devia ajudar o António a estudar para os testes desta semana mas não vou conseguir porque chegamos a casa às oito da noite (às vezes mais tarde) e a essa hora já não dá, e depois vou estar a trabalhar no fim-de-semana e eles têm de ir dormir a casa dos avós e por isso vou ter de dizer ao Pedro que não pode ir à festa de anos do melhor amigo porque não há quem o leve e traga e também não vou conseguir outra vez ajudar o António a estudar para o teste de segunda-feira porque vou trabalhar até às 9 da noite de domingo e é impossível.


É impossível, não vou conseguir. E isso deixa-me de rastos.

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Os brioches

O sorteio é uma anedota. Mas daquelas muito más, que não dão vontade de rir.

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Os brioches

O sorteio é uma anedota. Mas daquelas muito más, que não dão vontade de rir.

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Sunday, March 23, 2014

Neste exacto momento


As crianças continuam de pijama. Tem havido playstation e trabalhos de casa, canções, desenhos, recortes, muitos brinquedos espalhados pelo chão do quarto e um bolo de chocolate que vamos provar não tarda nada. Domingo bom. Bom domingo para todos.

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Neste exacto momento


As crianças continuam de pijama. Tem havido playstation e trabalhos de casa, canções, desenhos, recortes, muitos brinquedos espalhados pelo chão do quarto e um bolo de chocolate que vamos provar não tarda nada. Domingo bom. Bom domingo para todos.

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Saturday, March 22, 2014

Petiscos e mais petiscos

Depois da entrevista-aventura, fomos visitar a Medtastes. Já vos tinha aqui falado desta empresa da minha amiga Sónia. Agora, além de continuar a vender petiscos online, a Medtastes tem também uma loja pequenina mas maravilhosa onde se pode comprar azeite, vinhos, enchidos, queijos, chás, chutneys vários (fiquei de olho em vocês, meus queridos), bolos, bolachas, chocolates, compotas e mais uma série de coisas deliciosas. Hoje havia um open-day e nós não quisemos deixar de ir lá desejar boa sorte, provar o belo do rosé e quase acabar com o stock de presunto (desculpa, amiga, é que os meus filhos a modos que adoram presunto...).


   


A MedTastes fica na rua Acácio de Paiva, junto à avenida da Igreja, em Alvalade.


Como estávamos ali perto, aproveitámos para ir experimentar as pizzas da Mercantina. A Mercantina abriu no final do ano passado e tem sido muito falada por ter sido reconhecida pela Associazione Verace Pizza Napoletana, o que significa que ali se come a "verdadeira pizza", a que cumpre todos os critérios da tradição de Nápoles, com os "melhores métodos de produção e o recurso aos melhores produtos de origem". Isto é o que diz o press release. O sítio é simpático e amigo das crianças (e se se portarem bem ou se tiverem uma tia Ângela como nós temos até pode ser que ganhem uns chupa-chupas no fim) e as pizzas são boas, é verdade, embora não nos parecessem nada do outro mundo. Mas havemos de voltar para confirmar.



Do almoço-já-pró-tarde seguimos para a missa e da missa para o supermercado. Com as crianças em completa ebulição, claro está. E eu sempre a pedir só mais um bocadinho de paciência, só mais um bocadinho. Chegámos a casa quase às 7 horas. Nessa altura estávamos todos muito necessitados de uma pausa. Eles foram para a sala jogar playstation, fazer lutas e gritar um bocado. E eu fui para a cozinha fazer o jantar, ouvir os Blur e relaxar. Cozinhar pode ser das coisas mais relaxantes para fazer no final de um sábado assim agitado. E agora vou ali ao quarto deitar a malta. Depois de muita brincadeira, estão os dois deitados na cama a jogar quatro em linha. Tão lindos.


Amanhã ficamos em casa. Que bem precisamos.


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Petiscos e mais petiscos

Depois da entrevista-aventura, fomos visitar a Medtastes. Já vos tinha aqui falado desta empresa da minha amiga Sónia. Agora, além de continuar a vender petiscos online, a Medtastes tem também uma loja pequenina mas maravilhosa onde se pode comprar azeite, vinhos, enchidos, queijos, chás, chutneys vários (fiquei de olho em vocês, meus queridos), bolos, bolachas, chocolates, compotas e mais uma série de coisas deliciosas. Hoje havia um open-day e nós não quisemos deixar de ir lá desejar boa sorte, provar o belo do rosé e quase acabar com o stock de presunto (desculpa, amiga, é que os meus filhos a modos que adoram presunto...).


   


A MedTastes fica na rua Acácio de Paiva, junto à avenida da Igreja, em Alvalade.


Como estávamos ali perto, aproveitámos para ir experimentar as pizzas da Mercantina. A Mercantina abriu no final do ano passado e tem sido muito falada por ter sido reconhecida pela Associazione Verace Pizza Napoletana, o que significa que ali se come a "verdadeira pizza", a que cumpre todos os critérios da tradição de Nápoles, com os "melhores métodos de produção e o recurso aos melhores produtos de origem". Isto é o que diz o press release. O sítio é simpático e amigo das crianças (e se se portarem bem ou se tiverem uma tia Ângela como nós temos até pode ser que ganhem uns chupa-chupas no fim) e as pizzas são boas, é verdade, embora não nos parecessem nada do outro mundo. Mas havemos de voltar para confirmar.



Do almoço-já-pró-tarde seguimos para a missa e da missa para o supermercado. Com as crianças em completa ebulição, claro está. E eu sempre a pedir só mais um bocadinho de paciência, só mais um bocadinho. Chegámos a casa quase às 7 horas. Nessa altura estávamos todos muito necessitados de uma pausa. Eles foram para a sala jogar playstation, fazer lutas e gritar um bocado. E eu fui para a cozinha fazer o jantar, ouvir os Blur e relaxar. Cozinhar pode ser das coisas mais relaxantes para fazer no final de um sábado assim agitado. E agora vou ali ao quarto deitar a malta. Depois de muita brincadeira, estão os dois deitados na cama a jogar quatro em linha. Tão lindos.


Amanhã ficamos em casa. Que bem precisamos.


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A mãe faz uma entrevista

Hoje levei os meus filhos comigo para uma entrevista. Foi uma daquelas decisões arriscadas.


A entrevista em causa começou por estar marcada para quinta-feira, depois para sexta e, por fim, disseram-me que a pessoa só estaria disponível no sábado. O meu primeiro impulso foi dizer olhe, então, paciência, fica para a próxima. Mas não fui capaz. Primeiro, porque eu queria muito falar com esta pessoa. Depois, porque não havia mais ninguém que pudesse fazer a entrevista. Se tu não podes, não se faz. É assim. Ora a mim isso iria fazer-me alguma confusão. Por isso, marcou-se a entrevista para um sábado de folga às 11.30 da manhã.


Considerei a hipótese de ir deixar os miúdos com a avó mas a logistica do para lá e para cá era ainda mais complicada do que levá-los comigo. E além disso esse vai-e-vem iria estragar-me os planos para o resto do dia. Portanto, decidi arriscar. Expliquei-lhes como iria ser. Fiz o meu ar mais sério ao avisá-los que tinham de se portar mesmo bem. Ameacei com castigos vários se isso não acontecesse. Confesso que esta manhã, enquanto me zangava para que se vestissem e apressassem, comecei a ficar com dúvidas. Os meus filhos são aqueles miúdos enérgicos que vocês sabem. Pus-me, então, a pensar que se calhar isto não ia correr bem. A imaginar um entrevistado mal disposto ao ver-me chegar com crianças. A antever o caos que eles iriam provocar. E o quanto eu teria de me chatear.


Mas não. Correu tudo lindamente. Surpreendentemente bem. Durante 40 minutos sentei-me num sofá a falar com uma pessoa, num dos cantos da recepção do hotel. Enquanto no outro canto os meus filhos brincavam com nintendos, tartarugas ninjas e mini-skates. Espojados no chão, é certo. Mas silenciosos. E bem comportados. Sem gritos, sem lutas, sem corridas. Niguém se foi zangar com eles. Nada. Uns anjos.


Por uns momentos fiquei orgulhosa deles. E de mim. Porque, apesar de às vezes isto de educar crianças ser desesperante, é bom ver que eles percebem quando têm mesmo que se portar bem e estão à altura das situações. O que me deu alguma esperança. Mas isto foi mesmo só por uns momentos.


Depois voltei à realidade.

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A mãe faz uma entrevista

Hoje levei os meus filhos comigo para uma entrevista. Foi uma daquelas decisões arriscadas.


A entrevista em causa começou por estar marcada para quinta-feira, depois para sexta e, por fim, disseram-me que a pessoa só estaria disponível no sábado. O meu primeiro impulso foi dizer olhe, então, paciência, fica para a próxima. Mas não fui capaz. Primeiro, porque eu queria muito falar com esta pessoa. Depois, porque não havia mais ninguém que pudesse fazer a entrevista. Se tu não podes, não se faz. É assim. Ora a mim isso iria fazer-me alguma confusão. Por isso, marcou-se a entrevista para um sábado de folga às 11.30 da manhã.


Considerei a hipótese de ir deixar os miúdos com a avó mas a logistica do para lá e para cá era ainda mais complicada do que levá-los comigo. E além disso esse vai-e-vem iria estragar-me os planos para o resto do dia. Portanto, decidi arriscar. Expliquei-lhes como iria ser. Fiz o meu ar mais sério ao avisá-los que tinham de se portar mesmo bem. Ameacei com castigos vários se isso não acontecesse. Confesso que esta manhã, enquanto me zangava para que se vestissem e apressassem, comecei a ficar com dúvidas. Os meus filhos são aqueles miúdos enérgicos que vocês sabem. Pus-me, então, a pensar que se calhar isto não ia correr bem. A imaginar um entrevistado mal disposto ao ver-me chegar com crianças. A antever o caos que eles iriam provocar. E o quanto eu teria de me chatear.


Mas não. Correu tudo lindamente. Surpreendentemente bem. Durante 40 minutos sentei-me num sofá a falar com uma pessoa, num dos cantos da recepção do hotel. Enquanto no outro canto os meus filhos brincavam com nintendos, tartarugas ninjas e mini-skates. Espojados no chão, é certo. Mas silenciosos. E bem comportados. Sem gritos, sem lutas, sem corridas. Niguém se foi zangar com eles. Nada. Uns anjos.


Por uns momentos fiquei orgulhosa deles. E de mim. Porque, apesar de às vezes isto de educar crianças ser desesperante, é bom ver que eles percebem quando têm mesmo que se portar bem e estão à altura das situações. O que me deu alguma esperança. Mas isto foi mesmo só por uns momentos.


Depois voltei à realidade.

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Friday, March 21, 2014

A poesia está onde nós a encontramos

Hoje é dia da poesia. Não costumo ler poesia. De vez em quando, encontro alguns poemas que me tocam. De vez em quando, encontro uns poetas que me apaixonam. Mas são coisas pontuais. De uma maneira geral, sou uma pessoa da narrativa. E das histórias. Não percebo a maior parte da poesia. Confesso. Sinto-me perdida no meio daquelas palavras. Incapaz de alcançar aquelas emoções. Ainda não perdi a esperança, porém. Vou aprendendo, vou experimentando, vou crescendo. E a verdade é que a poesia não está só nos poemas. Também há poesia em alguns dos livros que eu leio. E nas músicas que eu ouço. E nos filmes. E nos espetáculos. E até (aqui vai uma tirada daquelas pirosas mas muito verdadeiras) na nossa vida quotidiana. Não costumo ler poesia, mas vou estando atenta. Esta é uma das pessoas que me tem aberto as portas:





Aldina Duarte, 'Não Vou'

 


Eu tinha as chaves da vida e não abri
As portas onde morava a felicidade
Eu tinha as chaves da vida e não vivi
A minha vida foi toda uma saudade
E tanta ilusão que tive e foi perdida
E tanta esperança no amor foi destroçada
Não sei porque porque me queixo desta vida
Se não quero outra vida para nada


 


Se foi para isto que nasci
Se foi para isto que hoje sou
Se foi só isto que mereci
Não vou, não vou
Podem passar bocas pedindo
Olhos em fogo tudo acabou
Pode passar o amor mais lindo
Não vou, não vou


 


Eu tinha as chaves da vida e fui roubada
Mataram dentro de mim toda a poesia
Deixaram só tristeza sem mais nada
E a fonte dos meus olhos que eu não queria


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A poesia está onde nós a encontramos

Hoje é dia da poesia. Não costumo ler poesia. De vez em quando, encontro alguns poemas que me tocam. De vez em quando, encontro uns poetas que me apaixonam. Mas são coisas pontuais. De uma maneira geral, sou uma pessoa da narrativa. E das histórias. Não percebo a maior parte da poesia. Confesso. Sinto-me perdida no meio daquelas palavras. Incapaz de alcançar aquelas emoções. Ainda não perdi a esperança, porém. Vou aprendendo, vou experimentando, vou crescendo. E a verdade é que a poesia não está só nos poemas. Também há poesia em alguns dos livros que eu leio. E nas músicas que eu ouço. E nos filmes. E nos espetáculos. E até (aqui vai uma tirada daquelas pirosas mas muito verdadeiras) na nossa vida quotidiana. Não costumo ler poesia, mas vou estando atenta. Esta é uma das pessoas que me tem aberto as portas:





Aldina Duarte, 'Não Vou'

 


Eu tinha as chaves da vida e não abri
As portas onde morava a felicidade
Eu tinha as chaves da vida e não vivi
A minha vida foi toda uma saudade
E tanta ilusão que tive e foi perdida
E tanta esperança no amor foi destroçada
Não sei porque porque me queixo desta vida
Se não quero outra vida para nada


 


Se foi para isto que nasci
Se foi para isto que hoje sou
Se foi só isto que mereci
Não vou, não vou
Podem passar bocas pedindo
Olhos em fogo tudo acabou
Pode passar o amor mais lindo
Não vou, não vou


 


Eu tinha as chaves da vida e fui roubada
Mataram dentro de mim toda a poesia
Deixaram só tristeza sem mais nada
E a fonte dos meus olhos que eu não queria


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Thursday, March 20, 2014

"The future is brighter"




 John Lennon canta 'Borrowed Time'. As imagens de John e Yoko são deliciosas, como de costume. 


Não sei porquê, apeteceu-me isto hoje, dia da felicidade.

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"The future is brighter"




 John Lennon canta 'Borrowed Time'. As imagens de John e Yoko são deliciosas, como de costume. 


Não sei porquê, apeteceu-me isto hoje, dia da felicidade.

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Wednesday, March 19, 2014

O pai



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O pai



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Sobrevivemos a uma infância nos anos 80


Encontrei aqui e amei.

Claro que acho que devemos ter certos cuidados e ainda bem que hoje toda a gente põe cintos de segurança no carro e também sei que nos dias que correm não dá para deixar os miúdos sozinhos na rua. Esse tipo de coisas. Mas, às vezes, quando vejo alguns pais todos stressados porque os filhos querem descer o escorrega ou subir a uma árvore ou pular um muro, penso como as pessoas deviam relaxar um bocadinho mais. As crianças precisam cair. E levantar-se. As crianças precisam desafiar o mundo. E desafiar-se a si mesmas. Para poderem crescer.

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Sobrevivemos a uma infância nos anos 80


Encontrei aqui e amei.

Claro que acho que devemos ter certos cuidados e ainda bem que hoje toda a gente põe cintos de segurança no carro e também sei que nos dias que correm não dá para deixar os miúdos sozinhos na rua. Esse tipo de coisas. Mas, às vezes, quando vejo alguns pais todos stressados porque os filhos querem descer o escorrega ou subir a uma árvore ou pular um muro, penso como as pessoas deviam relaxar um bocadinho mais. As crianças precisam cair. E levantar-se. As crianças precisam desafiar o mundo. E desafiar-se a si mesmas. Para poderem crescer.

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Desdia do pai

Gostava de ter sabido escolher melhor o pai dos meus filhos.


Não sei se algum dia me irei perdoar.


Espero que eles me (lhe) possam perdoar.


(e nem adianta virem aqui dizer que a culpa não é minha e que blá blá blá não podia ter feito nada para o evitar. eu sei isso tudo. e já andámos por aí na terapia. mas daquilo que sei àquilo que sinto vai uma distância enorme. e o que sinto é isto. falhei. e não tenho maneira de o emendar. apenas posso tentar remendá-lo.)

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Desdia do pai

Gostava de ter sabido escolher melhor o pai dos meus filhos.


Não sei se algum dia me irei perdoar.


Espero que eles me (lhe) possam perdoar.


(e nem adianta virem aqui dizer que a culpa não é minha e que blá blá blá não podia ter feito nada para o evitar. eu sei isso tudo. e já andámos por aí na terapia. mas daquilo que sei àquilo que sinto vai uma distância enorme. e o que sinto é isto. falhei. e não tenho maneira de o emendar. apenas posso tentar remendá-lo.)

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Tuesday, March 18, 2014

Let it be (4)

A vida resolve-se sozinha, diz a Catarina. Eu não tenho assim tanta certeza que a vida se resolva sozinha mas cada vez mais me convenço que perdemos muito (demasiado) tempo a pensar em problemas que não podemos resolver, que não estão nas nossas mãos. Demasiado tempo a olhar para trás e para a frente em vez de desfrutarmos o agora. Demasiado tempo a sofrer por algo que não vale a pena. Demasiado tempo a ter pena de nós próprios e a achar que somos as pessoas mais infelizes do mundo. E não somos. Por isso, o melhor que temos a fazer é aproveitar as coisas boas que a vida nos dá. Porque há sempre alguma coisa boa, basta olhar com atenção. O melhor que podemos fazer por nós é aceitar o que a vida nos dá (mesmo o que não é bom) e continuar em frente. Pôr de lado as pessoas que nos fazem mal e abrir os braços às pessoas que nos fazem bem. Viver o presente e aproveitá-lo bem. Dar muitos abraços aos nossos. E se fizermos isso talvez a vida não se resolva sozinha, talvez os problemas continuem lá, talvez o futuro permaneça incerto, talvez continuem a haver pessoas más, mas certamente que seremos mais felizes. Nem que seja por um dia. Como hoje.

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Let it be (4)

A vida resolve-se sozinha, diz a Catarina. Eu não tenho assim tanta certeza que a vida se resolva sozinha mas cada vez mais me convenço que perdemos muito (demasiado) tempo a pensar em problemas que não podemos resolver, que não estão nas nossas mãos. Demasiado tempo a olhar para trás e para a frente em vez de desfrutarmos o agora. Demasiado tempo a sofrer por algo que não vale a pena. Demasiado tempo a ter pena de nós próprios e a achar que somos as pessoas mais infelizes do mundo. E não somos. Por isso, o melhor que temos a fazer é aproveitar as coisas boas que a vida nos dá. Porque há sempre alguma coisa boa, basta olhar com atenção. O melhor que podemos fazer por nós é aceitar o que a vida nos dá (mesmo o que não é bom) e continuar em frente. Pôr de lado as pessoas que nos fazem mal e abrir os braços às pessoas que nos fazem bem. Viver o presente e aproveitá-lo bem. Dar muitos abraços aos nossos. E se fizermos isso talvez a vida não se resolva sozinha, talvez os problemas continuem lá, talvez o futuro permaneça incerto, talvez continuem a haver pessoas más, mas certamente que seremos mais felizes. Nem que seja por um dia. Como hoje.

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Let it be (3)

Let it be (3)

Let it be (2)


"don't think. feel"

do filme 'Enter the Dragon' (1973), com Bruce Lee

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"don't think. feel"

do filme 'Enter the Dragon' (1973), com Bruce Lee

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Let it be

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Monday, March 17, 2014

Os rapazes

Livros, filmes, espectáculos, conversas. Acho que este ano vou apanhar uma overdose de 25 de abril. E o que eu gosto disto.




'Os Rapazes dos Tanques', de Alfredo Cunha (fotos) e Adelino Gomes (textos) conta a história, hoje, dos rapazes de então. É uma edição da Porto Editora e vai estar em breve nas livrarias. Eu vou comprar.


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Os rapazes

Livros, filmes, espectáculos, conversas. Acho que este ano vou apanhar uma overdose de 25 de abril. E o que eu gosto disto.




'Os Rapazes dos Tanques', de Alfredo Cunha (fotos) e Adelino Gomes (textos) conta a história, hoje, dos rapazes de então. É uma edição da Porto Editora e vai estar em breve nas livrarias. Eu vou comprar.


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Sunday, March 16, 2014

Da falta que um homem faz (3)

Carregar as compras.


Já nem digo fazer as compras mas, ao menos, carregá-las, sobretudo naqueles dias em que decidimos usar o talão de 10% de desconto do continente.

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Da falta que um homem faz (3)

Carregar as compras.


Já nem digo fazer as compras mas, ao menos, carregá-las, sobretudo naqueles dias em que decidimos usar o talão de 10% de desconto do continente.

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Friday, March 14, 2014

Que vergonha

A ver se nos entendemos.


O que foi chumbado não foi a hipótese de um casal gay adoptar uma criança.


O que foi chumbado foi isto: uma pessoa tem um filho, biológico ou adoptivo. e tem um companheiro, que ama, com quem partilha a vida, com quem pode até ser casada. e são uma família. e mesmo não havendo outro pai/mãe. e mesmo que para a criança aqueles sejam de facto os seus pais/mães. e mesmo que seja assim uma vida inteira. esse facto não é reconhecido por lei para os casais gay.


Isto faz sentido?

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Que vergonha

A ver se nos entendemos.


O que foi chumbado não foi a hipótese de um casal gay adoptar uma criança.


O que foi chumbado foi isto: uma pessoa tem um filho, biológico ou adoptivo. e tem um companheiro, que ama, com quem partilha a vida, com quem pode até ser casada. e são uma família. e mesmo não havendo outro pai/mãe. e mesmo que para a criança aqueles sejam de facto os seus pais/mães. e mesmo que seja assim uma vida inteira. esse facto não é reconhecido por lei para os casais gay.


Isto faz sentido?

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Um dia assim


É tão isto. É tão isto.

Ilustração de Sarah Lazarovic encontrada num dos blogues por que me apaixonei há pouco tempo, A Cup of Jo.

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Um dia assim


É tão isto. É tão isto.

Ilustração de Sarah Lazarovic encontrada num dos blogues por que me apaixonei há pouco tempo, A Cup of Jo.

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Wednesday, March 12, 2014

Abstinências

O António está a levar muito a sério a sua primeira quaresma e decidiu que, até à Páscoa, não iria comer queijo Philadelphia. Vocês não o conhecem, mas o António é maluco por queijo Philadelphia, do normal ou com ervas aromáticas. Não comer o seu queijo é mesmo um sacrifício. Não sei se ele vai aguentar até ao fim mas mesmo que isto dure só uma semana já acho uma prova de fogo.


E tu, mãe, do que vais abdicar na quaresma?


Como eu tardava em decidir, e os dias iam passando, o António pensou um pouco e anunciou: Já sei, não podes ir para o computador à noite. Ainda tentei argumentar mas a verdade é que se é para abdicar de algo que nos parece mesmo importante (ainda que, de facto, seja algo desnecessário) o puto acertou em cheio. E como nisto da educação não adiantam muitas palavras se não se der o exemplo, basicamente, estou lixada. Ontem à noite, com os miúdos já a dormir, liguei o computador por uns minutos, comecei a ter problemas de consciência e pus-me, antes, a ver televisão.


Está visto que este mês de março vai ser muuuuuuuuito comprido.

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Abstinências

O António está a levar muito a sério a sua primeira quaresma e decidiu que, até à Páscoa, não iria comer queijo Philadelphia. Vocês não o conhecem, mas o António é maluco por queijo Philadelphia, do normal ou com ervas aromáticas. Não comer o seu queijo é mesmo um sacrifício. Não sei se ele vai aguentar até ao fim mas mesmo que isto dure só uma semana já acho uma prova de fogo.


E tu, mãe, do que vais abdicar na quaresma?


Como eu tardava em decidir, e os dias iam passando, o António pensou um pouco e anunciou: Já sei, não podes ir para o computador à noite. Ainda tentei argumentar mas a verdade é que se é para abdicar de algo que nos parece mesmo importante (ainda que, de facto, seja algo desnecessário) o puto acertou em cheio. E como nisto da educação não adiantam muitas palavras se não se der o exemplo, basicamente, estou lixada. Ontem à noite, com os miúdos já a dormir, liguei o computador por uns minutos, comecei a ter problemas de consciência e pus-me, antes, a ver televisão.


Está visto que este mês de março vai ser muuuuuuuuito comprido.

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Tuesday, March 11, 2014

Economia doméstica

Para não desperdiçar seis ovos, cujo prazo de validade estava prestes a terminar, fiz um bolo. E gastei mais açúcar, farinha, leite, óleo, uma laranja e meia hora de forno eléctrico.


Mas ficou delicioso.

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Economia doméstica

Para não desperdiçar seis ovos, cujo prazo de validade estava prestes a terminar, fiz um bolo. E gastei mais açúcar, farinha, leite, óleo, uma laranja e meia hora de forno eléctrico.


Mas ficou delicioso.

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Pedalar, pedalar, pedalar

Hoje fomos dar uma voltinha até ao Quarto das Brincadeiras, um site com sugestões de atividades em família para todos os dias. E são sempre coisas giras e surpreendentes. Nós levámos as bicicletas. Ora vão lá ver.


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Pedalar, pedalar, pedalar

Hoje fomos dar uma voltinha até ao Quarto das Brincadeiras, um site com sugestões de atividades em família para todos os dias. E são sempre coisas giras e surpreendentes. Nós levámos as bicicletas. Ora vão lá ver.


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Monday, March 10, 2014

Kramer vs. Kramer

'Kramer contra Kramer' é um filme fantástico por várias razões a começar logo por abordar esse grande tabu das mães que saem de casa e deixam os filhos. É um filme sobre o casamento e sobre o divórcio, sobre ser mãe e ser pai, sobre os filhos no meio disto, sobre educar e sobre amar. Sobre as angústias e sobre as alegrias. As mudanças. Sobre os falhanços. E como lidamos com os nossos falhanços. Sobre o que se faz pelos filhos e o que os filhos fazem por nós. Sobre o que estamos dispostos a fazer. E o que estamos dispostos a abdicar. Sobre aprender a fazer fatias douradas. Sobre os momentos em que tudo parece correr mal e nos apetece desistir. E sobre os momentos em que nada mais existe a não ser os filhos. Sobre a felicidade. Está tudo ali.  



O filme, de 1979, ganhou o Óscar para melhor filme mas também para melhor realizador e argumento adaptado (Robert Benton), melhor actor (Dustin Hoffman) e melhor actriz secundária (Meryl Streep). 'Kramer contra Kramer' está a dar agora no AXN White e eu estou a vê-lo mais uma vez. Já perdi a conta ao número de vezes que o vi. E tenho quase a certeza que não tarda nada estou a chorar. Acho que é a isto que se chama um clássico.

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Kramer vs. Kramer

'Kramer contra Kramer' é um filme fantástico por várias razões a começar logo por abordar esse grande tabu das mães que saem de casa e deixam os filhos. É um filme sobre o casamento e sobre o divórcio, sobre ser mãe e ser pai, sobre os filhos no meio disto, sobre educar e sobre amar. Sobre as angústias e sobre as alegrias. As mudanças. Sobre os falhanços. E como lidamos com os nossos falhanços. Sobre o que se faz pelos filhos e o que os filhos fazem por nós. Sobre o que estamos dispostos a fazer. E o que estamos dispostos a abdicar. Sobre aprender a fazer fatias douradas. Sobre os momentos em que tudo parece correr mal e nos apetece desistir. E sobre os momentos em que nada mais existe a não ser os filhos. Sobre a felicidade. Está tudo ali.  



O filme, de 1979, ganhou o Óscar para melhor filme mas também para melhor realizador e argumento adaptado (Robert Benton), melhor actor (Dustin Hoffman) e melhor actriz secundária (Meryl Streep). 'Kramer contra Kramer' está a dar agora no AXN White e eu estou a vê-lo mais uma vez. Já perdi a conta ao número de vezes que o vi. E tenho quase a certeza que não tarda nada estou a chorar. Acho que é a isto que se chama um clássico.

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Da falta que um homem faz (2)

Levar o carro à oficina.

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Da falta que um homem faz (2)

Levar o carro à oficina.

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Sunday, March 09, 2014

Dos estranhos



Dos estranhos



Um verdadeiro amor é sempre livre

Um verdadeiro amor é sempre livre

Saturday, March 08, 2014

Xutos

Nós tínhamos 13 anos e havia alguém que comprava um disco em vinil e havia alguém que gravava cassetes para os outros. Foi assim que ouvi 'Circo de Feras'. A começar com a energia da "carga pronta e metida nos contentores" e a terminar com a melancolia de "a vida vai torta, jamais se endireita". Do princípio ao fim, sem saltar nenhuma música. Naquele tempo em que todas usávamos blusões de ganga e lenços vermelhos ao pescoço, para imitarmos o Tim, também desenhávamos muitos “x” nos cadernos da escola e cantávamos em coro 'Não sou o único' e 'N'América'. E sonhávamos com o dia em que iríamos a um concerto para cruzar os braços ao alto para os nossos rapazes.


Esse dia tardou.


Lembro-me exactamente do primeiro concerto dos Xutos e Pontapés a que assisti (em que participei, é a formulação correcta). Foi em junho de 1997, no passeio marítimo de Alcântara. Festas da Cidade. E foi uma noite memorável. Foi a noite. Depois disso, vi-os no Coliseu de Lisboa (grande concerto), em alguns festivais, no estádio do Restelo (grande, grande concerto), no Campo Pequeno a iniciar as crianças da família na arte de gritar "ai a minha vida". Uma pessoa gosta dos Xutos como quem gosta dos Wham. Não é que a música seja a melhor. Mas é a música com que crescemos. É uma coisa de pele. Não se explica. Canta-se. E pula-se. O concerto de ontem à noite, na Meo Arena, não foi o melhor concerto do Xutos que já vi mas foi mais uma noite inesquecível. À nossa maneira, Cristina e Rute.



A foto é de Jorge Amaral/ Global Imagens

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Xutos

Nós tínhamos 13 anos e havia alguém que comprava um disco em vinil e havia alguém que gravava cassetes para os outros. Foi assim que ouvi 'Circo de Feras'. A começar com a energia da "carga pronta e metida nos contentores" e a terminar com a melancolia de "a vida vai torta, jamais se endireita". Do princípio ao fim, sem saltar nenhuma música. Naquele tempo em que todas usávamos blusões de ganga e lenços vermelhos ao pescoço, para imitarmos o Tim, também desenhávamos muitos “x” nos cadernos da escola e cantávamos em coro 'Não sou o único' e 'N'América'. E sonhávamos com o dia em que iríamos a um concerto para cruzar os braços ao alto para os nossos rapazes.


Esse dia tardou.


Lembro-me exactamente do primeiro concerto dos Xutos e Pontapés a que assisti (em que participei, é a formulação correcta). Foi em junho de 1997, no passeio marítimo de Alcântara. Festas da Cidade. E foi uma noite memorável. Foi a noite. Depois disso, vi-os no Coliseu de Lisboa (grande concerto), em alguns festivais, no estádio do Restelo (grande, grande concerto), no Campo Pequeno a iniciar as crianças da família na arte de gritar "ai a minha vida". Uma pessoa gosta dos Xutos como quem gosta dos Wham. Não é que a música seja a melhor. Mas é a música com que crescemos. É uma coisa de pele. Não se explica. Canta-se. E pula-se. O concerto de ontem à noite, na Meo Arena, não foi o melhor concerto do Xutos que já vi mas foi mais uma noite inesquecível. À nossa maneira, Cristina e Rute.



A foto é de Jorge Amaral/ Global Imagens

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Friday, March 07, 2014

Na agenda


Mais um livro amigo do João Miguel

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Na agenda


Mais um livro amigo do João Miguel

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Thursday, March 06, 2014

Fado dançado

O trabalho: em Amesterdão, assisti à estreia do espectáculo 'Fado', uma criação de Vasco Wellenkamp, com a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e o International Danstheater, da Holanda. E conheci a Patrícia Henriques, que é uma bailarina extraordinária.


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Fado dançado

O trabalho: em Amesterdão, assisti à estreia do espectáculo 'Fado', uma criação de Vasco Wellenkamp, com a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e o International Danstheater, da Holanda. E conheci a Patrícia Henriques, que é uma bailarina extraordinária.


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Wednesday, March 05, 2014

Home

Os abraços, muitos e apertados, que eles me deram quando nos reencontrámos hoje de manhã. Os mimos que trocámos ao longo do dia. Por muito bom que seja passear, é sempre tão bom voltar.

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Home

Os abraços, muitos e apertados, que eles me deram quando nos reencontrámos hoje de manhã. Os mimos que trocámos ao longo do dia. Por muito bom que seja passear, é sempre tão bom voltar.

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Amesterdão, últimas impressões

Assim que terminei o meu trabalho aproveitei o sol da terça-feira de Carnaval para ir a caminhar até ao centro. Passei ao de leve no Red Ligh District, quase mais deprimente ao meio-dia do que a meio da noite, e senti o cheiro enjoativo dos charros. Esta Amesterdão-decadente tem um interesse relativo para mim. Gosto de ver, de conhecer, de tentar perceber o que ali se passa, quem são aquelas pessoas, aquelas dinâmicas. Mas é só. Decididamente, prefiro a Amesterdão-charmosa, dos passeios de barco e dos mercados de tulipas.


Aproveitei para ver o tríptico que Francis Bacon fez 'Em memória de George Dyer', que é uma obra incrível e que tem uma história ainda mais incrível dentro dela. A obra está exposta apenas até 30 de março, numa igreja, na praça do Palácio Real:



E, por fim, encontrei mais um daqueles sítios especiais para almoçar. No dia anterior tinha andado a comer panquecas - panquecas enormes, do tamanho de pizzas, de milhares de sabores, doces e salgadas, uma perdição. Desta vez, não resisti a uma placa que dizia "bagels" e que me fez ter saudades de Nova Iorque. Por isso, lá fui comer um bagel com carpaccio e um chá de gengibre. Tudo biológico (ena, ena, tão saudável outra vez).


  


Pelo caminho, entrei no American Book Center, uma livraria americana, com livros em paperback e preços muito em conta. Fiquei com vontade de comprar tudo (as biografias, tantas biografias) mas depois caí em mim (eu consigo ler os livros em inglês mas perco metade do prazer, por isso seria um desperdício) e comprei só um livro para um presente de aniversário.

Estava na hora de ir buscar a mala ao hotel e pôr-me a caminho.

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Amesterdão, últimas impressões

Assim que terminei o meu trabalho aproveitei o sol da terça-feira de Carnaval para ir a caminhar até ao centro. Passei ao de leve no Red Ligh District, quase mais deprimente ao meio-dia do que a meio da noite, e senti o cheiro enjoativo dos charros. Esta Amesterdão-decadente tem um interesse relativo para mim. Gosto de ver, de conhecer, de tentar perceber o que ali se passa, quem são aquelas pessoas, aquelas dinâmicas. Mas é só. Decididamente, prefiro a Amesterdão-charmosa, dos passeios de barco e dos mercados de tulipas.


Aproveitei para ver o tríptico que Francis Bacon fez 'Em memória de George Dyer', que é uma obra incrível e que tem uma história ainda mais incrível dentro dela. A obra está exposta apenas até 30 de março, numa igreja, na praça do Palácio Real:



E, por fim, encontrei mais um daqueles sítios especiais para almoçar. No dia anterior tinha andado a comer panquecas - panquecas enormes, do tamanho de pizzas, de milhares de sabores, doces e salgadas, uma perdição. Desta vez, não resisti a uma placa que dizia "bagels" e que me fez ter saudades de Nova Iorque. Por isso, lá fui comer um bagel com carpaccio e um chá de gengibre. Tudo biológico (ena, ena, tão saudável outra vez).


  


Pelo caminho, entrei no American Book Center, uma livraria americana, com livros em paperback e preços muito em conta. Fiquei com vontade de comprar tudo (as biografias, tantas biografias) mas depois caí em mim (eu consigo ler os livros em inglês mas perco metade do prazer, por isso seria um desperdício) e comprei só um livro para um presente de aniversário.

Estava na hora de ir buscar a mala ao hotel e pôr-me a caminho.

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Tuesday, March 04, 2014

Há gente muito estranha

No regresso, o senhor sentado ao meu lado veio a ver o 'Gravity' no tablet. Está bem que o filme ganhou muitos óscares. Está bem que estávamos num avião e não numa nave espacial. Mas, ainda assim, não havia nenhuma comédia romântica disponível para ele ver? Tinha que ser mesmo um filme com pessoas que ficam à deriva no céu infinito? É que não havia necessidade.

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Há gente muito estranha

No regresso, o senhor sentado ao meu lado veio a ver o 'Gravity' no tablet. Está bem que o filme ganhou muitos óscares. Está bem que estávamos num avião e não numa nave espacial. Mas, ainda assim, não havia nenhuma comédia romântica disponível para ele ver? Tinha que ser mesmo um filme com pessoas que ficam à deriva no céu infinito? É que não havia necessidade.

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Monday, March 03, 2014

Diamantes verdadeiros

Entrei na Coster Diamonds, a mais antiga fábrica de diamantes de Amesterdão, sem saber exactamente o que esperar. O guia era uma figurinha e falava num inglês macarrónico, mas com muita piada. Às tantas levou-nos para uma sala, fechou a porta à chave (por motivos de segurança - "are you ok with it?") e começou a mostrar-nos pequenos e maravilhosos diamantes, explicando os quilates, a cor, os cortes e os preços proibitivos (o mais caro que vimos custava mais de 8 mil euros) daquelas preciosidades. "Se estiverem interessados em alguma coisa, em 15 minutos podemos aplicar o diamante num anel ou noutra jóia", disse, com ironia, para aquela meia dúzia de turistas de mochilas às costas e olhar deslumbrado. Palpita-me que nunca mais vou estar assim tão perto de um diamante.


   


Continuei a passear à chuva, tentando não ser atropelada por nenhuma bicicleta - eu adoro as bicicletas, acho o máximo que toda a gente ande de bicicleta, faça chuva ou faça sol, com crianças e com compras, sempre a grande velocidade, mas uma pessoa às vezes esquece-se de ver bem por onde anda e apanha uns sustos. Amesterdão é uma cidade fantástica para passear a pé. Pode-se andar, andar, andar. E tem cafés bem simpáticos. Já tinha reparado nisso da outra vez e agora confirmo-o. Há cafézinhos super confortáveis ('cosy' é o termo certo), sem aquele estardalhaço de chávenas e televisão e mesas de metal que é habitual em Portugal. Almocei na Corner Bakery, um sítio amoroso com cheiro a bolos acabados de sair do forno. Depois de uma grande aventura para a rapariga me traduzir a ementa para inglês, escolhi uma salada de quinoa e uma limonada (ena, ena, tão saudável).


  


Mais umas voltas e, no regresso ao hotel, passei na Pieter Cornelisz Hoofstraat, que é uma rua pequena mas que mete a avenida da liberdade num canto. Ali estão todas as marcas que importam. Todas mas mesmo todas. Da Gucci à Armani passando pela Tiffany's, Jimmy Choo, Escada, Chanel, Agent Provocateur, Lacoste, Burberry e muito mais, porta sim, porta sim. Agora que penso nisso, acho que me limitei a ver os nomes das lojas e nem parei para olhar para nenhuma montra. Assim se vê o que eu ligo a estas coisas...

O Roy tinha razão. A partir das 3 horas, como que por magia, o sol começou a brilhar e ficou um dia lindo, de frio e céu azul. Infelizmente estava na hora de trabalhar.

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