"The Bear" continua a ser incrível (e ainda mais séries, muitas séries)

Nos poucos dias de férias com os miúdos consegui ver a última temporada de The Bear. Não há muito mais que se possa dizer sobre esta série, definitivamente uma das minhas preferidas. Óptimo argumento, excelentes soluções na realização, grandes interpretações, música escolhida a dedo. Dá mesmo gosto ver uma série onde tudo é tão pensado, onde cada episódio tem uma identidade própria, não há um modelo que é preciso seguir, pelo contrário, em cada episódio procura-se a melhor forma de contar aquela parte da história. Esta quarta temporada é menos angustiante do que a terceira, menos sufocante. Continua a ser uma corrida contra o tempo, mas Carmy parece estar a avançar em alguma direcção.
O último episódio tem um final aberto, percebia-se logo que estariam a ponderar continuar para uma quinta temporada e, entretanto, isso confirmou-se, já foi anunciado. Tenho pena. Acho mesmo que a série está bem como está, não precisava de mais. Espero que não estraguem tudo.
Entretanto, já que estava na Disney+, vi também Beth e a Vida, uma série da Amy Schumer que já tem duas temporadas. É bem fácil de ver, é uma série de comédia mas com aquele toquezinho de emoção que sempre dá para uma pessoa se comover um bocadinho. É ficção mas algumas personagens e situações são inspiradas na própria vida da actriz e argumentista (e também, ocasionalmente, realizadora). Beth é uma mulher de 40 anos, que, infeliz com a sua vida, depois da morte da mãe, decide terminar a relação, mudar de trabalho e voltar à sua casa de infância. A série conta vários episódios da vida de Beth com a irmã, os amigos, o namorado, os colegas de trabalho, tudo coisas aparentemente banais de uma vida banal, mas é mesmo dessa normalidade que eu gosto, portanto, vi os vinte episódios com grande alegria.
Já agora, aproveito para deixar aqui a referência a três séries que já vi há mais tempo mas que ainda não tinha comentado (e desde quando é que eu me tornei uma "papa-séries"? não sei, mas parece-me que não dá para desmenti-lo, está a acontecer):
We were the lucky ones (Nós tivemos sorte, também na Disney+) - acompanha uma família judia durante a Segunda Guerra Mundial. Um casal e os seus muitos filhos são separados pela guerra, enfrentam bombardeamentos, guetos, esconderijos e campos de trabalho. Não é a melhor série do mundo, mas eu adoro o tema e, portanto, vi tudo sofregamente. Ainda por cima é baseada na história de uma família real, o que é sempre um plus para quem, como eu, gosta de ir procurar as fotografias e as histórias das pessoas na internet.
Nobody wants this (Ninguém quer isto, na Netflix) - é uma série de comédia que junta um improvável par romântico: uma agnóstica muito progressista e um rabino judeu. É divertida mas nada do outro mundo. Li críticas muito boas na altura, mas a mim pareceu-me só ok. Não fiquei fã da Kristen Bell, mas percebo que qualquer pessoa se apaixone pelo Adam Brody com a sua barba e aquele ar frágil e fofinho.
Fleishman is in trouble (Fleishman em apuros, na Disney +) - Jesse Eisenberg interpreta um médico quarentão em crise com o final do seu casamento, que se reaproxima dos amigos da faculdade ao mesmo tempo que procura aproveitar a sua nova vida de solteiro. Entretanto a mulher (interpretação de Clare Danes) desaparece e deixa-o completamente sozinho com os dois filhos. É uma série que se vê bem, com um tom de comédia mas muito certeira no retrato que faz das relações, como começam, como acabam. E tem um olhar crítico sobre a ambição e os objectivos materiais que tantas pessoas colocam para as suas vidas e que as levam a entrar numa espiral de trabalho e consumismo e aparências. O grande problema, para mim, é mesmo o Jesse Eisenberg que parece que faz sempre o mesmo papel, sempre com o mesmo tipo de interpretação (além de ter aquele ar de miúdo de 20 anos). Uma nota também para os amigos, interpretados por Lizzy Caplan (a narradora de toda a série) e Adam Brody (outra vez, mas aqui na sua versão sem barba, que não é tão interessante, convenhamos).
Labels: televisão

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