25 de Abril sempre
Estávamos mesmo a precisar disto. Desde 10 de março que estávamos a precisar disto. De sentirmos que somos muitos, que estamos aqui e estamos juntos nesta luta. De dizermos: não esquecemos. De dizermos: não passarão. Não tem a ver com ser de esquerda ou ser de direita, tem a ver com defender a democracia, a liberdade, os direitos de todos. O que aconteceu ontem foi bonito e emocionante. Uma Avenida cheia como nunca tinha visto. Milhares de pessoas, quantas seriam?, tão diferentes. Tão coloridas. Tão felizes. Tão determinadas. Cantámos e abraçámo-nos e gritámos juntas: fascismo nunca mais.
A luta continua.
Sei que não é suficiente, mas, para já, contribuo como posso, ou seja, escrevendo:
- Um museu que conta a história do "Grândola, Vila Morena"
- Uma conversa com o músico Francisco Fanhais
- Um olhar de esperança sobre o presente: o poder ainda está na rua, se quisermos
- Uma conversa (que, para mim, foi extraordinária) com Domingos Abrantes, comunista e resistente anti-fascista, a propósito do novo Museu Nacional Resistência e Liberdade
Trabalhei muito, muitos dias seguidos, muitas horas para além da hora. E depois passei muitas horas de pé na noite de 24 e no dia 25. A celebrar. Hoje sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião. Mas valeu a pena. Afinal, não é todos os dias que podemos celebrar os 50 anos da nossa democracia, não é?
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