Sunday, June 29, 2014

A felicidade nas coisas pequenas (XIX)


(ou não tão pequenas assim)

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A felicidade nas coisas pequenas (XIX)


(ou não tão pequenas assim)

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Saturday, June 28, 2014

Da falta que um homem faz (5)

Abrir frascos.

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Da falta que um homem faz (5)

Abrir frascos.

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Thursday, June 26, 2014

Três outra vez

Sempre que fico algum tempo só com um filho penso nisto. Como seria diferente a minha vida se só tivesse um filho. Seria mais calma, mais silenciosa. Sem gritos, nem lutas, nem jogos de bola no corredor, nem putos a discutirem por coisas parvas, sem um a meter-se com o outro, sem aquelas implicações que me moem a cabeça, um a desafiar o outro e vai sair asneira na certa. O meu filho único iria ver muito mais televisão e seria certamente mais calmo e concentrado e muito mas mesmo muito mais bem comportado. Teríamos mais tempo para conversar. E para ficarmos calados. Para irmos às festas e às actividades. Eu poderia dar-lhe toda a atenção do mundo. Isso tudo. E no entanto, se alguma certeza eu tenho sobre isto de educar filhos é que dois são melhores do que um (e mais um ou dois então seriam ainda melhores), que não há nada que se compare a isto de ter um irmão, um igual, um companheiro. Que não há nada que se compare a isto, de ver a amizade e cumplicidade entre eles, mesmo quando lutam e gritam e implicam e me tiram do sério.


Amanhã vamos estar os três outra vez juntos. Só os três. Todos os três.

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Três outra vez

Sempre que fico algum tempo só com um filho penso nisto. Como seria diferente a minha vida se só tivesse um filho. Seria mais calma, mais silenciosa. Sem gritos, nem lutas, nem jogos de bola no corredor, nem putos a discutirem por coisas parvas, sem um a meter-se com o outro, sem aquelas implicações que me moem a cabeça, um a desafiar o outro e vai sair asneira na certa. O meu filho único iria ver muito mais televisão e seria certamente mais calmo e concentrado e muito mas mesmo muito mais bem comportado. Teríamos mais tempo para conversar. E para ficarmos calados. Para irmos às festas e às actividades. Eu poderia dar-lhe toda a atenção do mundo. Isso tudo. E no entanto, se alguma certeza eu tenho sobre isto de educar filhos é que dois são melhores do que um (e mais um ou dois então seriam ainda melhores), que não há nada que se compare a isto de ter um irmão, um igual, um companheiro. Que não há nada que se compare a isto, de ver a amizade e cumplicidade entre eles, mesmo quando lutam e gritam e implicam e me tiram do sério.


Amanhã vamos estar os três outra vez juntos. Só os três. Todos os três.

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Wednesday, June 25, 2014

Anda comigo ver os aviões


1 hora e 20 minutos de atraso (para já). É aproveitar o sol, enquanto há. Ver os aviões pela janela. E ler o livro novo do Manuel Jorge Marmelo que, nem de propósito, se chama 'O Tempo Morto é um Bom Lugar'.

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Anda comigo ver os aviões


1 hora e 20 minutos de atraso (para já). É aproveitar o sol, enquanto há. Ver os aviões pela janela. E ler o livro novo do Manuel Jorge Marmelo que, nem de propósito, se chama 'O Tempo Morto é um Bom Lugar'.

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Então e Wiesbaden?

Vi pouco. Cheguei já a meio da tarde de ontem e tinha que trabalhar por isso só hoje me pus a deambular pela cidade. E foi só isso. Não entrei em palácios nem em museus nem em igrejas nem nada. Entrei em livrarias e em cafés, porque gosto, e não consegui resistir a entrar nesta loja:



Para saber mais é só ir ler o que escrevi aqui.

De resto foi mesmo passear. Para quem não sabe eu sou pessoa que gosta da Alemanha e não tenho grandes motivos para me queixar da suposta antipatia dos alemães. E desde os tempos do Lothar Matheus e do Klinsmann (em novo) que também costumo torcer pela Alemanha no futebol (excepto quando joga contra Portugal, claro). De maneiras que me senti em casa em Wiesbaden. Gostei do silêncio nas ruas. Do cheiro enjoativo dos quiosques de doces. Do mercado de frutas e legumes na praça central. Dos relvados onde a malta se deita em mantinhas. Das comidas envinagradas. Das esplanadas. De andar a pé, andar a pé, andar a pé e depois sentar-me um bocadinho e ficar a observar as pessoas e a ouvi-las falar. Lembro-me muito pouco do alemão que aprendi no liceu e depois do Goethe Institut mas descobri que afinal percebo bastantes coisas que leio e ouço e até consigo manter diálogos muito básicos nas lojas. Foi pouco tempo. Depois do almoço, apanhei o comboio e já estou no aeroporto a rezar para que a greve dos controladores aéreos em França não me lixe muito a vida.

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Então e Wiesbaden?

Vi pouco. Cheguei já a meio da tarde de ontem e tinha que trabalhar por isso só hoje me pus a deambular pela cidade. E foi só isso. Não entrei em palácios nem em museus nem em igrejas nem nada. Entrei em livrarias e em cafés, porque gosto, e não consegui resistir a entrar nesta loja:



Para saber mais é só ir ler o que escrevi aqui.

De resto foi mesmo passear. Para quem não sabe eu sou pessoa que gosta da Alemanha e não tenho grandes motivos para me queixar da suposta antipatia dos alemães. E desde os tempos do Lothar Matheus e do Klinsmann (em novo) que também costumo torcer pela Alemanha no futebol (excepto quando joga contra Portugal, claro). De maneiras que me senti em casa em Wiesbaden. Gostei do silêncio nas ruas. Do cheiro enjoativo dos quiosques de doces. Do mercado de frutas e legumes na praça central. Dos relvados onde a malta se deita em mantinhas. Das comidas envinagradas. Das esplanadas. De andar a pé, andar a pé, andar a pé e depois sentar-me um bocadinho e ficar a observar as pessoas e a ouvi-las falar. Lembro-me muito pouco do alemão que aprendi no liceu e depois do Goethe Institut mas descobri que afinal percebo bastantes coisas que leio e ouço e até consigo manter diálogos muito básicos nas lojas. Foi pouco tempo. Depois do almoço, apanhei o comboio e já estou no aeroporto a rezar para que a greve dos controladores aéreos em França não me lixe muito a vida.

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Ambulante



Há dias em que gosto muito do que faço. Há duas semanas que andava a precisar de um dia desses.

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Ambulante



Há dias em que gosto muito do que faço. Há duas semanas que andava a precisar de um dia desses.

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Tuesday, June 24, 2014

Aos 39

Tenho um cabelo branco.


Acabei de o descobrir. Estava aqui no computador, muito entretida a pôr a correspondência em dia, sentada à secretária de um quarto de hotel em Wiesbaden, com um espelho mesmo à minha frente, e eis que levanto os olhos do teclado e lá está ele, o meu cabelo branco. Há quanto tempo andaria a esconder-se de mim, atrás dos outros cabelos? Mas agora ali está. O meu primeiro cabelo branco. Enorme, brilhante, perfeitamente visível com a luz vinda da janela do lado esquerdo. É só um, por enquanto, podia arrancá-lo, não é? Mas será que faria alguma diferença?

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Aos 39

Tenho um cabelo branco.


Acabei de o descobrir. Estava aqui no computador, muito entretida a pôr a correspondência em dia, sentada à secretária de um quarto de hotel em Wiesbaden, com um espelho mesmo à minha frente, e eis que levanto os olhos do teclado e lá está ele, o meu cabelo branco. Há quanto tempo andaria a esconder-se de mim, atrás dos outros cabelos? Mas agora ali está. O meu primeiro cabelo branco. Enorme, brilhante, perfeitamente visível com a luz vinda da janela do lado esquerdo. É só um, por enquanto, podia arrancá-lo, não é? Mas será que faria alguma diferença?

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Monday, June 23, 2014

Por entre as ondas



O Miguel escolheu esta música para os filhos. Dos Beatles, 'Yellow Submarine'.


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Por entre as ondas



O Miguel escolheu esta música para os filhos. Dos Beatles, 'Yellow Submarine'.


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Sunday, June 22, 2014

Dar graças

A vida é demasiado fugaz. Há que aproveitá-la bem. Fugir da mediocridade e da maldade. Dizer não a quem não nos merece. Correr riscos. Dizer amo-te sempre que amamos. Não nos podemos dar ao luxo de não tentarmos ser felizes. Ou de virar as costas às oportunidades que surgem para sermos um bocadinho mais felizes. A vida é demasiado fugaz. E é a única que temos. Temos que vivê-la por inteiro para chegarmos ao fim com a certeza de que demos o nosso melhor.


Hoje perdemos um dos melhores de nós.

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Dar graças

A vida é demasiado fugaz. Há que aproveitá-la bem. Fugir da mediocridade e da maldade. Dizer não a quem não nos merece. Correr riscos. Dizer amo-te sempre que amamos. Não nos podemos dar ao luxo de não tentarmos ser felizes. Ou de virar as costas às oportunidades que surgem para sermos um bocadinho mais felizes. A vida é demasiado fugaz. E é a única que temos. Temos que vivê-la por inteiro para chegarmos ao fim com a certeza de que demos o nosso melhor.


Hoje perdemos um dos melhores de nós.

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Thursday, June 19, 2014

"E foram tantos beijos loucos"


'Valsinha', de Chico Buarque. A música mais que perfeita.

Parabens, Chico, pelos teus 70 anos. E obrigado.

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"E foram tantos beijos loucos"


'Valsinha', de Chico Buarque. A música mais que perfeita.

Parabens, Chico, pelos teus 70 anos. E obrigado.

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Saturday, June 14, 2014

Todo um novo mundo à espreita


Parece que o puto vai ter um telemóvel.

(a imagem é do DN de ontem)

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Todo um novo mundo à espreita


Parece que o puto vai ter um telemóvel.

(a imagem é do DN de ontem)

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Friday, June 13, 2014

"Me equilibro como dá"


'Equilíbrio' por Ná Ozetti

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'Equilíbrio' por Ná Ozetti

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Thursday, June 12, 2014

Das injustiças

Foi ele que baptizou a minha gata. Foi ele que, sem saber, deu o nome a este blogue. O meu chefinho, que será sempre o meu chefinho mesmo que o tenha deixado de ser há já alguns anos, poderá não "produzir conteúdos" com a velocidade, a leveza e o picante que se quer nos dias de hoje, mas sabe mais do que nós todos (sobre cinema, sobre literatura, sobre cultura e sobre o mundo) e escreve textos deliciosos, como deviam ser todos os textos publicados nos jornais, com pés e cabeça e conteúdo e humor e verdade e assinatura. E como se não bastasse isto tudo vai deixar-me umas saudades monstras.


Sobre ele e os outros 160 despedidos ontem - 24 dos quais jornalistas no meu jornal - escreve muito bem a Fernanda.


E também o Pedro Santos Guerreiro.


A mim faltam-me palavras. Sobram-me as dúvidas.

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Das injustiças

Foi ele que baptizou a minha gata. Foi ele que, sem saber, deu o nome a este blogue. O meu chefinho, que será sempre o meu chefinho mesmo que o tenha deixado de ser há já alguns anos, poderá não "produzir conteúdos" com a velocidade, a leveza e o picante que se quer nos dias de hoje, mas sabe mais do que nós todos (sobre cinema, sobre literatura, sobre cultura e sobre o mundo) e escreve textos deliciosos, como deviam ser todos os textos publicados nos jornais, com pés e cabeça e conteúdo e humor e verdade e assinatura. E como se não bastasse isto tudo vai deixar-me umas saudades monstras.


Sobre ele e os outros 160 despedidos ontem - 24 dos quais jornalistas no meu jornal - escreve muito bem a Fernanda.


E também o Pedro Santos Guerreiro.


A mim faltam-me palavras. Sobram-me as dúvidas.

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Wednesday, June 11, 2014

Na corda bamba


Uma pessoa já sabe que a vida, como dizia o Herman, é como os interruptores, umas vezes para cima, outras vezes para baixo. Mas não dava para ter um daqueles interruptores que faz a mudança progressivamente? É que isto de um dia estar lááááá em cima e no dia seguinte vir a rebolar por aí a baixo a grande velocidade dá cabo de mim.


Diz que isto hoje não vai ser bonito. Resta saber quão feio será.

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Na corda bamba


Uma pessoa já sabe que a vida, como dizia o Herman, é como os interruptores, umas vezes para cima, outras vezes para baixo. Mas não dava para ter um daqueles interruptores que faz a mudança progressivamente? É que isto de um dia estar lááááá em cima e no dia seguinte vir a rebolar por aí a baixo a grande velocidade dá cabo de mim.


Diz que isto hoje não vai ser bonito. Resta saber quão feio será.

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Monday, June 09, 2014

"It's all in the mind, you know?''




Dos Beatles, no filme 'Yellow Submarine' (1968)

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"It's all in the mind, you know?''




Dos Beatles, no filme 'Yellow Submarine' (1968)

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Friday, June 06, 2014

No mercado

Eu sou aquela pessoa que não gosta muito das modas e que desconfia sempre dos "hypes", estão a ver? Ouvi tantos elogios ao Mercado da Ribeira by Time Out que, quase inconscientemente, andei a adiar a visita. Fui hoje. E gostei. Dentro do género "praça da alimentação" é muito melhor do que tudo o resto que há para aí, quer pelas propostas gastronómicas quer pelo ambiente. Sobretudo pelo ambiente. É mesmo bom ter sítios em Lisboa onde vemos que as coisas estão a mexer e as pessoas estão felizes e há estrangeiros a tirar fotografias e até sentimos um certo orgulho em conhecer as pessoas que pensaram aquilo tudo. Aquela mistura entre os legumes das  bancas do mercado e o sushi-chique funciona mesmo bem. Os croquetes de polvo com tinta da Croqueteria são um achado. E, depois, tivemos a sorte de encontrar por lá o "big boss" do mercado que nos revelou algumas das coisas que ainda estão para vir para aquele espaço e nos deixou com água na boca.


(e o cacau da Ribeira ainda existe?, deu-me uma saudade do cacau da ribeira)

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No mercado

Eu sou aquela pessoa que não gosta muito das modas e que desconfia sempre dos "hypes", estão a ver? Ouvi tantos elogios ao Mercado da Ribeira by Time Out que, quase inconscientemente, andei a adiar a visita. Fui hoje. E gostei. Dentro do género "praça da alimentação" é muito melhor do que tudo o resto que há para aí, quer pelas propostas gastronómicas quer pelo ambiente. Sobretudo pelo ambiente. É mesmo bom ter sítios em Lisboa onde vemos que as coisas estão a mexer e as pessoas estão felizes e há estrangeiros a tirar fotografias e até sentimos um certo orgulho em conhecer as pessoas que pensaram aquilo tudo. Aquela mistura entre os legumes das  bancas do mercado e o sushi-chique funciona mesmo bem. Os croquetes de polvo com tinta da Croqueteria são um achado. E, depois, tivemos a sorte de encontrar por lá o "big boss" do mercado que nos revelou algumas das coisas que ainda estão para vir para aquele espaço e nos deixou com água na boca.


(e o cacau da Ribeira ainda existe?, deu-me uma saudade do cacau da ribeira)

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Desligar


Isto tem tudo a ver com aquilo que eu quero e estou a tentar fazer neste momento. E eu sei que não parece mas estou a conseguir.

Obrigado, amiga, pelo vídeo e pelo almoço e pelo resto.

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Desligar


Isto tem tudo a ver com aquilo que eu quero e estou a tentar fazer neste momento. E eu sei que não parece mas estou a conseguir.

Obrigado, amiga, pelo vídeo e pelo almoço e pelo resto.

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Thursday, June 05, 2014

Vamos?

Porta dos Fundos ao vivo. De 2 a 5 de julho. Em Lisboa.


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Vamos?

Porta dos Fundos ao vivo. De 2 a 5 de julho. Em Lisboa.


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Wednesday, June 04, 2014

Os miúdos crescem cada vez mais depressa

- Mãe, podes assinar a minha fita de finalista?


Finalista no 4º ano com fitas e tudo, imagine-se. E eu que na faculdade não tive fitas nem bênção nem traje nem nada disso pois que nunca me interessou, assinei e até me emocionei um bocadinho. Acho que também estou a envelhecer depressa demais.

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Os miúdos crescem cada vez mais depressa

- Mãe, podes assinar a minha fita de finalista?


Finalista no 4º ano com fitas e tudo, imagine-se. E eu que na faculdade não tive fitas nem bênção nem traje nem nada disso pois que nunca me interessou, assinei e até me emocionei um bocadinho. Acho que também estou a envelhecer depressa demais.

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O samba do mundo

Esta campanha publicitária da Visa a propósito do Mundial de Futebol tem alguma piada: 32 realizadores dos 32 países finalistas da Copa dirigiram 32 filmes com menos de 2 minutos. A base musical é sempre a mesma, um samba, mas depois cada país introduz um instrumento e dá o seu arranjo à coisa. Tem graça ver como cada país se representa, há uns filmes que vão buscar as tradições de cada região, outros que são quase postais turísticos, outros mais conceptuais. O dos Estados Unidos, por exemplo, não mostra nada da América. Gostei muito do filme holandês, até por ter uma miúda como protagonista (no da Nigéria não se vislumbra uma única mulher). Há outros que são muito simples mas que funcionam, com a sua alegria, como o da Costa do Marfim. O inglês é provavelmente o meu preferido.


Não gostei lá muito do filme português, que parece ter sido atacado pelo síndrome gaiola dourada, cheio de sardinhas e escadinhas de alfama e fado, com uma senhora que usa uma bata, tem uma verruga na cara e é toda destemida e grita e zanga-se, porque como se sabe as mulheres do sul são assim, de pêlo na venta (e ela não ter bigode já é uma coisa boa). No meio de tanta coisa very, very typical, aparece uma lambreta que, claro, é um meio de transporte que abunda por aí. Para manter a coerência, ao menos que fosse uma Famel.

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O samba do mundo

Esta campanha publicitária da Visa a propósito do Mundial de Futebol tem alguma piada: 32 realizadores dos 32 países finalistas da Copa dirigiram 32 filmes com menos de 2 minutos. A base musical é sempre a mesma, um samba, mas depois cada país introduz um instrumento e dá o seu arranjo à coisa. Tem graça ver como cada país se representa, há uns filmes que vão buscar as tradições de cada região, outros que são quase postais turísticos, outros mais conceptuais. O dos Estados Unidos, por exemplo, não mostra nada da América. Gostei muito do filme holandês, até por ter uma miúda como protagonista (no da Nigéria não se vislumbra uma única mulher). Há outros que são muito simples mas que funcionam, com a sua alegria, como o da Costa do Marfim. O inglês é provavelmente o meu preferido.


Não gostei lá muito do filme português, que parece ter sido atacado pelo síndrome gaiola dourada, cheio de sardinhas e escadinhas de alfama e fado, com uma senhora que usa uma bata, tem uma verruga na cara e é toda destemida e grita e zanga-se, porque como se sabe as mulheres do sul são assim, de pêlo na venta (e ela não ter bigode já é uma coisa boa). No meio de tanta coisa very, very typical, aparece uma lambreta que, claro, é um meio de transporte que abunda por aí. Para manter a coerência, ao menos que fosse uma Famel.

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Monday, June 02, 2014

Fim-de-semana (três coisas boas e mais uma)

1. Rock in Rio para me lembrar, mais uma vez, que o meu trabalho mesmo nos dias em que não é lá grande coisa é do melhor que pode haver. Os Stones foram os Stones. Eu, como se sabe, sempre fui fã dos Beatles. Mas valeu a pena.


2. Dois dias no Alentejo com céu azul e sonecas na rede. E a casa velha que agora é nova. E os bolos. E os primos a brincar. E a minha maninha feliz. A minha família também é do melhor que pode haver.


3. Ler um texto brilhante deste amigo (já sei, estou a tornar-me repetitiva mas, o que querem?, o rapaz anda inspirado, que sorte a nossa) sobre isto de ser pai/mãe e do bom e do mau que é ter filhos.


E mais uma. Há dias em que tudo parece perfeito.

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Fim-de-semana (três coisas boas e mais uma)

1. Rock in Rio para me lembrar, mais uma vez, que o meu trabalho mesmo nos dias em que não é lá grande coisa é do melhor que pode haver. Os Stones foram os Stones. Eu, como se sabe, sempre fui fã dos Beatles. Mas valeu a pena.


2. Dois dias no Alentejo com céu azul e sonecas na rede. E a casa velha que agora é nova. E os bolos. E os primos a brincar. E a minha maninha feliz. A minha família também é do melhor que pode haver.


3. Ler um texto brilhante deste amigo (já sei, estou a tornar-me repetitiva mas, o que querem?, o rapaz anda inspirado, que sorte a nossa) sobre isto de ser pai/mãe e do bom e do mau que é ter filhos.


E mais uma. Há dias em que tudo parece perfeito.

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