Wednesday, July 31, 2013

Cada corpo conta uma história

"The truth is many women will never regain the shape they had pre-pregnancy and there is nothing wrong with this. (...) Some women ping back into shape, some don't; some have bigger feet than before, most have a softer tummy. But what each of them should do is marvel at what their body has done. How it rearranged itself, how it grew that extra skin, produced that extra blood, manufactured that milk, how it does mysterious things to your bowels.


Human reproduction is ridiculous and incredible in equal measure. It reminds us that we are mammals but with the ability to consider the profound implications of that. We should celebrate women's bodies in all their shapes and sizes not punish them for the weird and wonderful things they do."


 


Naomi McAuliffe


no The Guardian (claro)

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Cada corpo conta uma história

"The truth is many women will never regain the shape they had pre-pregnancy and there is nothing wrong with this. (...) Some women ping back into shape, some don't; some have bigger feet than before, most have a softer tummy. But what each of them should do is marvel at what their body has done. How it rearranged itself, how it grew that extra skin, produced that extra blood, manufactured that milk, how it does mysterious things to your bowels.


Human reproduction is ridiculous and incredible in equal measure. It reminds us that we are mammals but with the ability to consider the profound implications of that. We should celebrate women's bodies in all their shapes and sizes not punish them for the weird and wonderful things they do."


 


Naomi McAuliffe


no The Guardian (claro)

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Sunday, July 28, 2013

Joy

Chegar ao domingo à noite com aquela sensação (rara) de que seria difícil ter sido melhor. Que houve tempo para tudo. Que a felicidade está mesmo nas pequenas coisas.  No vinho bebido num copo de plástico na companhia de bons amigos. Na relva húmida. Nos pés sujos dos miúdos. Na gordura que se entranha nos dedos quando comemos numa tasca manhosa. Num abraço que vale por muitas palavras. No sol depois de uma manhã cinzenta. Nas palavras. Nos beijos. Nas mãos dadas. No verniz vermelho das unhas dos pés. No meu filho pequeno a dar-me um beijo de boa noite já no escuro e a chamar-me mãe querida.



(a foto não foi amputada no photoshop para que não me vissem a cara. nada disso. foi tirada assim, tal e qual, pelo antónio. acho que a intenção era fotografar a bola. ou então é a sua veia artística a revelar-se.)

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Joy

Chegar ao domingo à noite com aquela sensação (rara) de que seria difícil ter sido melhor. Que houve tempo para tudo. Que a felicidade está mesmo nas pequenas coisas.  No vinho bebido num copo de plástico na companhia de bons amigos. Na relva húmida. Nos pés sujos dos miúdos. Na gordura que se entranha nos dedos quando comemos numa tasca manhosa. Num abraço que vale por muitas palavras. No sol depois de uma manhã cinzenta. Nas palavras. Nos beijos. Nas mãos dadas. No verniz vermelho das unhas dos pés. No meu filho pequeno a dar-me um beijo de boa noite já no escuro e a chamar-me mãe querida.



(a foto não foi amputada no photoshop para que não me vissem a cara. nada disso. foi tirada assim, tal e qual, pelo antónio. acho que a intenção era fotografar a bola. ou então é a sua veia artística a revelar-se.)

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Thursday, July 25, 2013

Os príncipes

Lindos. Sorridentes, nervosos, impecáveis. Ela no seu vestido de bolinhas que deixa entrever a barriga saliente. O bebé a passar de um para o outro. Tudo perfeito. Mas nem tudo estava planeado. A brisa nos cabelos. A felicidade naqueles rostos. O príncipe a suspirar de alívio depois de colocar o seu bebé no carro.



(quem é que perde tempo a ver vídeos de descarrilamentos de comboios quando pode preferir acreditar em contos de fadas? eu, definitivamente, não)

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Os príncipes

Lindos. Sorridentes, nervosos, impecáveis. Ela no seu vestido de bolinhas que deixa entrever a barriga saliente. O bebé a passar de um para o outro. Tudo perfeito. Mas nem tudo estava planeado. A brisa nos cabelos. A felicidade naqueles rostos. O príncipe a suspirar de alívio depois de colocar o seu bebé no carro.



(quem é que perde tempo a ver vídeos de descarrilamentos de comboios quando pode preferir acreditar em contos de fadas? eu, definitivamente, não)

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Sunday, July 21, 2013

Done?

Sim, claro, é uma "to do list" um bocadinho ultrapassada. Está tudo feito, incluindo a parte das lágrimas, de namorar alguém completamente errado para mim e de dizer a um imbecil aquilo que realmente penso. Mas a boa notícia é que a vida continua. E ainda tenho muito tempo para fazer tudo de novo. Dizer não. Dizer a verdade. Sempre. E sobretudo rir bastante, cantar alto, correr riscos e não ter arrependimentos. Chorar mais. Pedir mais vezes desculpas. Encontrar outros imbecis. Viver a vida. Para o bem e para o mal.


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Done?

Sim, claro, é uma "to do list" um bocadinho ultrapassada. Está tudo feito, incluindo a parte das lágrimas, de namorar alguém completamente errado para mim e de dizer a um imbecil aquilo que realmente penso. Mas a boa notícia é que a vida continua. E ainda tenho muito tempo para fazer tudo de novo. Dizer não. Dizer a verdade. Sempre. E sobretudo rir bastante, cantar alto, correr riscos e não ter arrependimentos. Chorar mais. Pedir mais vezes desculpas. Encontrar outros imbecis. Viver a vida. Para o bem e para o mal.


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Saturday, July 20, 2013

To do list

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Tuesday, July 16, 2013

Olívia, quase 40 anos e um certo desprendimento

"Entretanto, para ocupar o tempo, andei de moto e pensei que tinha envelhecido. Aos quarenta anos ocorre que as mulheres pensem isso. Mas não é verdade. Os homens mais novos apaixonam-se por mulheres de quarenta anos; os homens menos novos apaixonam-se por mulheres de cinquenta anos; eles imaginam, intimamente, que só há vantagens, um certo desprendimento, uma certa sabedoria, algum cansaço, pouca paciência para detalhes demorados ou para conversas sobre o sentido da vida."


Das palavras de Olívia, em 'O Colecionador de Erva', de Francisco José Viegas

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Olívia, quase 40 anos e um certo desprendimento

"Entretanto, para ocupar o tempo, andei de moto e pensei que tinha envelhecido. Aos quarenta anos ocorre que as mulheres pensem isso. Mas não é verdade. Os homens mais novos apaixonam-se por mulheres de quarenta anos; os homens menos novos apaixonam-se por mulheres de cinquenta anos; eles imaginam, intimamente, que só há vantagens, um certo desprendimento, uma certa sabedoria, algum cansaço, pouca paciência para detalhes demorados ou para conversas sobre o sentido da vida."


Das palavras de Olívia, em 'O Colecionador de Erva', de Francisco José Viegas

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Friday, July 12, 2013

Acabar o dia assim

Jogar à bola no corredor. Jogar Uno e Carcassonne até nos fartarmos ou até algum deles amuar por um motivo qualquer. Ficar à janela a ver os "crescidos" a andar de skate nos pátios. Pintar desenhos. Jogar outra vez à bola. Fazer barulho com os instrumentos musicais. Desarrumar os brinquedos. Fazer filas de carrinhos. Implicar  um com o outro. Ler uma ou duas ou três histórias antes de ir para a cama. Há dias em que eles se esquecem que temos televisão. E é tão bom. (cada mãe tem a sua mania, esta é a minha)

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Acabar o dia assim

Jogar à bola no corredor. Jogar Uno e Carcassonne até nos fartarmos ou até algum deles amuar por um motivo qualquer. Ficar à janela a ver os "crescidos" a andar de skate nos pátios. Pintar desenhos. Jogar outra vez à bola. Fazer barulho com os instrumentos musicais. Desarrumar os brinquedos. Fazer filas de carrinhos. Implicar  um com o outro. Ler uma ou duas ou três histórias antes de ir para a cama. Há dias em que eles se esquecem que temos televisão. E é tão bom. (cada mãe tem a sua mania, esta é a minha)

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Thursday, July 11, 2013

A felicidade nas coisas pequenas (VIII)

Chegar a casa, descalçar os sapatos e tirar o soutien.

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A felicidade nas coisas pequenas (VIII)

Chegar a casa, descalçar os sapatos e tirar o soutien.

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Fábio Porchat

Foi por alturas do natal, num daqueles jantares onde conversa puxa conversa, que, já quase no fim da noite, nós todas com bandoletes de renas na cabeça, elas me mostraram a Porta dos Fundos. Começámos pelo Sobre a Mesa e o Nome do Bebê (que continuam, ainda hoje, entre os meus sketches preferidos) e depois quase não conseguíamos parar de ver os vídeos, uns atrás dos outros, descobrindo a maravilhosa Clarice Falcão, os engraçadíssimos Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Antonio Tabet e todos os outros. Tratei de espalhar a novidade por colegas e amigos. Já viram? Não viram? Vão ver. A Porta tornou-se um vício. Motivo de gargalhadas inusitadas a meio de um dia de trabalho. Referência comum nas nossas conversas. Gritamos por Judite. Imitamos a Maitê. Pedimos tangerinas. Falamos com sotaque.


No sábado passado, o dia mais quente do ano, Fábio Porchat esteve em Lisboa num espetáculo de stand up comedy integrado no Famous Humour Festival e foi tudo aquilo que podíamos esperar dele. Histérico, apressado e muito engraçado. Ele não conta anedotas, conta histórias. Ele não goza com gordas nem com gente famosa, goza com ele próprio. E, sim, esta é uma boca para os humoristas portugueses e para o muito que alguns ainda têm que aprender. Foi tão bom. Ri tanto, mas tanto.


Diz-se que um homem que nos faz rir é melhor do que um homem que nos oferece um anel de diamantes. É um daqueles clichets. Mas, imagine-se, eu até sou uma rapariga que gosta de clichets.

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Fábio Porchat

Foi por alturas do natal, num daqueles jantares onde conversa puxa conversa, que, já quase no fim da noite, nós todas com bandoletes de renas na cabeça, elas me mostraram a Porta dos Fundos. Começámos pelo Sobre a Mesa e o Nome do Bebê (que continuam, ainda hoje, entre os meus sketches preferidos) e depois quase não conseguíamos parar de ver os vídeos, uns atrás dos outros, descobrindo a maravilhosa Clarice Falcão, os engraçadíssimos Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Antonio Tabet e todos os outros. Tratei de espalhar a novidade por colegas e amigos. Já viram? Não viram? Vão ver. A Porta tornou-se um vício. Motivo de gargalhadas inusitadas a meio de um dia de trabalho. Referência comum nas nossas conversas. Gritamos por Judite. Imitamos a Maitê. Pedimos tangerinas. Falamos com sotaque.


No sábado passado, o dia mais quente do ano, Fábio Porchat esteve em Lisboa num espetáculo de stand up comedy integrado no Famous Humour Festival e foi tudo aquilo que podíamos esperar dele. Histérico, apressado e muito engraçado. Ele não conta anedotas, conta histórias. Ele não goza com gordas nem com gente famosa, goza com ele próprio. E, sim, esta é uma boca para os humoristas portugueses e para o muito que alguns ainda têm que aprender. Foi tão bom. Ri tanto, mas tanto.


Diz-se que um homem que nos faz rir é melhor do que um homem que nos oferece um anel de diamantes. É um daqueles clichets. Mas, imagine-se, eu até sou uma rapariga que gosta de clichets.

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Tuesday, July 09, 2013

A vida instagramada

O que está na moda é tirar fotografias das crianças de costas com o céu muito azul e a relva muito verde, e dos maravilhosos fins-de-semana e dos hotéis e das praias e das comidas e dos vestidos de renda e do cupcakes coloridos e dos arranjos de flores e das unhas pintadas e das mãozinhas dadas e de pessoas felizes aos saltos e aos abraços e dos workshops patrocinados por marcas xpto em que se aprende a ser ainda mais feliz e a cozinhar sushi e a preparar festas e a colocar a vida em fotografias de cores saturadas. E toda a gente a dizer que ser mãe é o melhor do mundo e que os seus filhos são fabulosos. Tudo tão bonitinho. E tão desinteressante.

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A vida instagramada

O que está na moda é tirar fotografias das crianças de costas com o céu muito azul e a relva muito verde, e dos maravilhosos fins-de-semana e dos hotéis e das praias e das comidas e dos vestidos de renda e do cupcakes coloridos e dos arranjos de flores e das unhas pintadas e das mãozinhas dadas e de pessoas felizes aos saltos e aos abraços e dos workshops patrocinados por marcas xpto em que se aprende a ser ainda mais feliz e a cozinhar sushi e a preparar festas e a colocar a vida em fotografias de cores saturadas. E toda a gente a dizer que ser mãe é o melhor do mundo e que os seus filhos são fabulosos. Tudo tão bonitinho. E tão desinteressante.

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Sunday, July 07, 2013

Banda sonora para um fim-de-semana de calor




We used to call it love. Vídeo novinho em folha de Mayra Andrade a antecipar o próximo disco.

Lindas. A música e ela.

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Banda sonora para um fim-de-semana de calor




We used to call it love. Vídeo novinho em folha de Mayra Andrade a antecipar o próximo disco.

Lindas. A música e ela.

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Friday, July 05, 2013

Verão - coisas boas

Não há chuva.


Está calor.


Não há trabalhos de casa.


Manhãs sem pressa.


A alegria dos miúdos.


Sandálias, chinelos, pés descalços, saias, vestidos, alças, tomara-que-caia, calções, bikinis, pele, muita pele à mostra.


Peles morenas.


Janelas abertas, e terraços e quintais quando os há.


Gelados.


Melancia.


Morangos.


Cerejas.


Sangria, mojitos e outras bebidas frescas.


Caracóis.


Saladas.


Dias compridos.


Praia à hora do jantar.


Areia nos pés.


Sonhar com as férias. Todas as férias são boas mas estas são as maiores e as melhores.

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Verão - coisas boas

Não há chuva.


Está calor.


Não há trabalhos de casa.


Manhãs sem pressa.


A alegria dos miúdos.


Sandálias, chinelos, pés descalços, saias, vestidos, alças, tomara-que-caia, calções, bikinis, pele, muita pele à mostra.


Peles morenas.


Janelas abertas, e terraços e quintais quando os há.


Gelados.


Melancia.


Morangos.


Cerejas.


Sangria, mojitos e outras bebidas frescas.


Caracóis.


Saladas.


Dias compridos.


Praia à hora do jantar.


Areia nos pés.


Sonhar com as férias. Todas as férias são boas mas estas são as maiores e as melhores.

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