Monday, August 09, 2010
A origem
A origem
Friday, August 06, 2010
Alentejanês (actualizando)
não páras no armeiro - não páras quieto
ela veio à tua pergunta - ela veio à tua procura
fedelhos - crianças
poças - interjeição de desagrado equivalente a chiça
porra - mais uma interjeição de desagrado, mais pesada do que poças mas muito, muito mais suave do que tudo o resto. A sério, se ouvirem alguém a dizer porra não levem a mal, é banalíssimo, ok?
beiços - lábios
gaita de beiços - harmónica/ realejo
(estou fascinada com isto, confesso)
Labels: Alentejo
Alentejanês (actualizando)
não páras no armeiro - não páras quieto
ela veio à tua pergunta - ela veio à tua procura
fedelhos - crianças
poças - interjeição de desagrado equivalente a chiça
porra - mais uma interjeição de desagrado, mais pesada do que poças mas muito, muito mais suave do que tudo o resto. A sério, se ouvirem alguém a dizer porra não levem a mal, é banalíssimo, ok?
beiços - lábios
gaita de beiços - harmónica/ realejo
(estou fascinada com isto, confesso)
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não páras no armeiro - não páras quieto
ela veio à tua pergunta - ela veio à tua procura
fedelhos - crianças
poças - interjeição de desagrado equivalente a chiça
porra - mais uma interjeição de desagrado, mais pesada do que poças mas muito, muito mais suave do que tudo o resto. A sério, se ouvirem alguém a dizer porra não levem a mal, é banalíssimo, ok?
beiços - lábios
gaita de beiços - harmónica/ realejo
(estou fascinada com isto, confesso)
Labels: Alentejo
Tuesday, August 03, 2010
Adeus, Mário
Labels: jornalismo
Adeus, Mário
Houve um tempo em que quando chegava alguém novo à redacção era apresentado a toda a gente e faziam-nos sentir em casa. Houve um tempo em que as pessoas se juntavam para jantar e beber e conversar e dançar. Iam os estagiários, os jornalistas, as secretárias, os gráficos, os editores, o director. Houve um tempo em que éramos muito mais do que somos hoje e, no entanto, sentíamos que estávamos todos (ou quase todos) juntos no mesmo barco e remávamos na mesma direcção. Houve um tempo em que se podia discutir e discordar e argumentar e dar opinião. E valia a pena. Houve até um dia um director que juntou no seu gabinete um grupo de gente nova, inexperiente, inconformada, exigente, crítica e, convenhamos, um pouco convencida, para lhes dizer: não se calem, queremos ouvir o que têm a dizer. Houve um tempo em que acreditámos mesmo que aquele jornal podia ser muito bom, que faltava tão pouco. Houve um tempo em que achámos que os jornais tinham futuro. E em que tinhamos paixão. E não foi há tanto tempo assim.
Labels: jornalismo, morte
Adeus, Mário
Houve um tempo em que quando chegava alguém novo à redacção era apresentado a toda a gente e faziam-nos sentir em casa. Houve um tempo em que as pessoas se juntavam para jantar e beber e conversar e dançar. Iam os estagiários, os jornalistas, as secretárias, os gráficos, os editores, o director. Houve um tempo em que éramos muito mais do que somos hoje e, no entanto, sentíamos que estávamos todos (ou quase todos) juntos no mesmo barco e remávamos na mesma direcção. Houve um tempo em que se podia discutir e discordar e argumentar e dar opinião. E valia a pena. Houve até um dia um director que juntou no seu gabinete um grupo de gente nova, inexperiente, inconformada, exigente, crítica e, convenhamos, um pouco convencida, para lhes dizer: não se calem, queremos ouvir o que têm a dizer. Houve um tempo em que acreditámos mesmo que aquele jornal podia ser muito bom, que faltava tão pouco. Houve um tempo em que achámos que os jornais tinham futuro. E em que tinhamos paixão. E não foi há tanto tempo assim.
Labels: jornalismo, morte
