Monday, November 17, 2025

Come see me in the good light

 “This is the beginning of a nightmare, I thought … my worst fear come true. But stay with me … because my story is about happiness being easier to find once we realize we do not have forever to find it."


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Come seem me in the good light é um documentário realizado por Ryan White que acompanha os últimos meses de vida da poeta Andrea Gibson, a quem foi diagnostiscado cancro nos ovários em 2021. Depois de uma cirurgia, vários ciclos de quimioterapia e outros tratamentos experimentais, Gibson morreu em julho de 2025, pouco antes de completar 50 anos. Encontramo-la fragilizada mas sempre a tentar aproveitar o máximo dos dias, apesar das dores, dos tratamentos, dos resultados pouco animadores das análises, da constatação de que as mestátases se tinham, finalmente, espalhado para o abdómen. Em todos estes momentos, Gibson conta com o apoio incondicional da sua companheira, a também poeta Megan Falley, com quem vive numa casa no campo em Longmont, Colorado. E encontra conforto no grupo de amigas, nos seus cães, no telefonema diário para a mãe, nas rolas que vêm cantar na árvore em frente do terraço. Num último espectáculo de spoken word, num teatro esgotado.


Como encarar a morte quando a sabemos ao virar da esquina? Como aceitar o fim sem rancor nem medo? As palavras de Gibson, a sua tranquilidade, o seu discernimento, o amor e a alegria que encontra em todas as pequenas coisas são uma inspiração.


Claro que é impossível falar da morte sem recorrer a clichés e só uma pessoa de coração de pedra conseguirá ver este filme sem chorar. Mas se é para ser lamechas, que seja aqui, que seja assim. 


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