Ainda ontem
Surpreendo-me sempre com o quanto eles cresceram. Quando eles eram pequenos e éramos só nós os três e andávamos sempre juntos, para onde quer que fosse, os três inseparáveis, havia uma amiga que dizia que parecíamos um galheteiro: eu no meio e um pimpolho de cada um dos lados, aos saltos, sempre aos saltos, os meus filhos sempre foram muito mexidos, e os amigos que nos viam ao longe distinguiam-nos logo, lá vêm eles, um galheteiro andante. Agora que eles cresceram mais do que eu, continuamos a ser um galheteiro mas ao contrário, eu de repente pequena no meio deles, mas sempre os três juntos, inseparáveis mesmo quando distantes. Surpreendo-me sempre com o quanto eles cresceram. Ainda ontem lhes trocava as fraldas e contávamos histórias e passávamos horas no jardim com bolas, skates e bicicletas, e agora um já trabalha e o outro vai começar a tirar a carta não tarda. É neles que vejo os anos a passarem. Envelhecer é uma merda (ah, sim, a sabedoria e a experiência, é tudo muito bonito, concordo, mas envelhecer é uma merda), mas vê-los crescer é uma alegria tremenda.
Labels: envelhecer, Filhos

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