Saturday, January 31, 2015

Para não esquecer

No ano passado, à conta do centenário, andámos às voltas com a Primeira Guerra Mundial. Este ano vai ouvir-se falar muito da Segunda Guerra Mundial. Passam 70 anos desde o final da guerra, o que significa que, este mês, passaram 70 anos da libertação de Auschwitz, e daqui a uns meses iremos assinalar os 70 anos do lançamento da bomba atómica. Aqui temos bons pretextos para pensarmos um pouco sobre a maldade dos homens e sobre as atrocidades que cometemos (ainda hoje, por esse mundo fora), sobre o sentido da guerra e sobre a possibilidade ou impossibilidade de fazer justiça. Num momento em que já são poucos os sobreviventes que podem dar o seu testemunho sobre o que viram e viveram naquela época e em que, sabe-se lá como, parecem ressurgir as teses que negam o Holocausto, vejam, por favor, 'Night Will Fall', um fabuloso documentário de Andre Singer que está neste momento em exibição no Cinema Ideal, em Lisboa, juntamente com mais dois filmes sobre a Segunda Guerra. Eu vi-o no Youtube e fiquei a pensar no impacto que aquelas imagens teriam sobre mim se as visse em grande ecrã.



Assim que consiga vou ler também o novo livro de Esther Mucznik, 'Auschwitz, um dia de cada vez'.


E ainda vamos só em janeiro.

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Para não esquecer

No ano passado, à conta do centenário, andámos às voltas com a Primeira Guerra Mundial. Este ano vai ouvir-se falar muito da Segunda Guerra Mundial. Passam 70 anos desde o final da guerra, o que significa que, este mês, passaram 70 anos da libertação de Auschwitz, e daqui a uns meses iremos assinalar os 70 anos do lançamento da bomba atómica. Aqui temos bons pretextos para pensarmos um pouco sobre a maldade dos homens e sobre as atrocidades que cometemos (ainda hoje, por esse mundo fora), sobre o sentido da guerra e sobre a possibilidade ou impossibilidade de fazer justiça. Num momento em que já são poucos os sobreviventes que podem dar o seu testemunho sobre o que viram e viveram naquela época e em que, sabe-se lá como, parecem ressurgir as teses que negam o Holocausto, vejam, por favor, 'Night Will Fall', um fabuloso documentário de Andre Singer que está neste momento em exibição no Cinema Ideal, em Lisboa, juntamente com mais dois filmes sobre a Segunda Guerra. Eu vi-o no Youtube e fiquei a pensar no impacto que aquelas imagens teriam sobre mim se as visse em grande ecrã.



Assim que consiga vou ler também o novo livro de Esther Mucznik, 'Auschwitz, um dia de cada vez'.


E ainda vamos só em janeiro.

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Tuesday, January 27, 2015

A gripe (2)

Tudo tem um lado positivo. No caso desta gripe malvada, o lado positivo está cheio de filmes:


O Passado, de Asghar Farhadi


Por detrás do candelabro, de Steven Soderbergh


Foxcatcher, de Benett Miller


A Teoria do Tudo, de James Marsh


Sniper Americano, de Clint Eastwood


 


(ainda não estou pacificada com isto de ver filmes pirateados. tento minimizar os problemas de consciência, dizendo que a probabilidade de ir ao cinema nesta altura da minha vida seria... nenhuma. portanto, é assim ou nada. apesar de tudo, ainda me custa um bocadinho, confesso.)

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A gripe (2)

Tudo tem um lado positivo. No caso desta gripe malvada, o lado positivo está cheio de filmes:


O Passado, de Asghar Farhadi


Por detrás do candelabro, de Steven Soderbergh


Foxcatcher, de Benett Miller


A Teoria do Tudo, de James Marsh


Sniper Americano, de Clint Eastwood


 


(ainda não estou pacificada com isto de ver filmes pirateados. tento minimizar os problemas de consciência, dizendo que a probabilidade de ir ao cinema nesta altura da minha vida seria... nenhuma. portanto, é assim ou nada. apesar de tudo, ainda me custa um bocadinho, confesso.)

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Monday, January 26, 2015

A gripe

Uma gripe é uma gripe. Dá febre, dores no corpo, tremores de frio, uma vontade enorme de ficarmos deitados sem falar com ninguém. O costume. É tomar os medicamentos, beber chá de gengibre e limão e esperar que passe. O pior não é a gripe. O pior é uma pessoa ter que se levantar às sete da manhã e sair de casa e levá-los à escola. E, depois de passar o dia todo na cama, ter que voltar a sair de casa para os ir buscar à escola. E adormecer no sofá e por isso só se lembrar às 9 da noite que ainda ninguém jantou e despachar tudo com leite e torradas (os miúdos adoram). E no dia seguinte ser sábado e a gripe estar lá igualzinha e dar graças a deus por haver televisão e playstation e outras tecnologias. E aproveitar aqueles momentos bons em que o benuron está a bater para ir ao supermercado e fazer o jantar e ajudar nos trabalhos de casa e estender a roupa e essas coisas todas que é preciso fazer, apesar da gripe e das dores no corpo e da febre e dos tremores. 


Sim, todas as mães fazem isto, o tempo todo, esquecem as suas dores para tomar conta dos filhos. Mas há umas vezes que custam mais do que outras. Esta foi uma dessas vezes. Maldita gripe. Maldita solidão.

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A gripe

Uma gripe é uma gripe. Dá febre, dores no corpo, tremores de frio, uma vontade enorme de ficarmos deitados sem falar com ninguém. O costume. É tomar os medicamentos, beber chá de gengibre e limão e esperar que passe. O pior não é a gripe. O pior é uma pessoa ter que se levantar às sete da manhã e sair de casa e levá-los à escola. E, depois de passar o dia todo na cama, ter que voltar a sair de casa para os ir buscar à escola. E adormecer no sofá e por isso só se lembrar às 9 da noite que ainda ninguém jantou e despachar tudo com leite e torradas (os miúdos adoram). E no dia seguinte ser sábado e a gripe estar lá igualzinha e dar graças a deus por haver televisão e playstation e outras tecnologias. E aproveitar aqueles momentos bons em que o benuron está a bater para ir ao supermercado e fazer o jantar e ajudar nos trabalhos de casa e estender a roupa e essas coisas todas que é preciso fazer, apesar da gripe e das dores no corpo e da febre e dos tremores. 


Sim, todas as mães fazem isto, o tempo todo, esquecem as suas dores para tomar conta dos filhos. Mas há umas vezes que custam mais do que outras. Esta foi uma dessas vezes. Maldita gripe. Maldita solidão.

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Friday, January 23, 2015

Aquela máquina (2)

Hoje escrevo sobre dois livros que gostei muito de ler. Não é uma crítica. É só um apontamento sobre algo que me pôs a pensar.


(e depois deste afã inicial, vamos ver quando voltarei a ter tempo para escrever à máquina)

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Aquela máquina (2)

Hoje escrevo sobre dois livros que gostei muito de ler. Não é uma crítica. É só um apontamento sobre algo que me pôs a pensar.


(e depois deste afã inicial, vamos ver quando voltarei a ter tempo para escrever à máquina)

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Thursday, January 22, 2015

Aquela máquina

Máquina de Escrever é um novo site dedicado à cultura criado pelo Nuno Galopim. Tem notícias, críticas a filmes, discos e livros, alguns ensaios, artigos de opinião. E tem muita e boa gente amiga a escrever. A ideia não é substituir os jornais mas antes dar espaço a tudo o que não cabe na rigidez dos jornais.


De vez em quando, também eu andarei por lá, para falar de algumas das coisas que me interessam. Ora espreitem.

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Aquela máquina

Máquina de Escrever é um novo site dedicado à cultura criado pelo Nuno Galopim. Tem notícias, críticas a filmes, discos e livros, alguns ensaios, artigos de opinião. E tem muita e boa gente amiga a escrever. A ideia não é substituir os jornais mas antes dar espaço a tudo o que não cabe na rigidez dos jornais.


De vez em quando, também eu andarei por lá, para falar de algumas das coisas que me interessam. Ora espreitem.

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Saturday, January 17, 2015

Soccer Mom *

DSCF1330.JPG


 


 Acordar às 7.15 num sábado. E ainda é só o começo.


* nada a ver, na verdade

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Soccer Mom *

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 Acordar às 7.15 num sábado. E ainda é só o começo.


* nada a ver, na verdade

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Janeiro

Quero muito ver o novo filme de Clint Eastwood, 'Sniper Americano'. De todos os filmes que estão nomeados para os Óscares, este é dos que mais despertam a minha atenção. Também gostava de ver 'O Sal da Terra', o filme sobre o fotógrafo Sebastião Salgado que está nomeado para melhor documentário. Tenho alguma curiosidade pelo 'Vício Intrínseco', por ser do grande Paul Thomas Anderson. E pelo 'Invencível', da Angelina Jolie, que não está nomeado para nada.


Acontece-me isto, todos os anos, por esta altura. Há uma quantidade enorme de filmes que gostaria de ver, entusiasmo-me, faço planos, e, no final, acabo por ver só dois ou três. Se tanto.

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Janeiro

Quero muito ver o novo filme de Clint Eastwood, 'Sniper Americano'. De todos os filmes que estão nomeados para os Óscares, este é dos que mais despertam a minha atenção. Também gostava de ver 'O Sal da Terra', o filme sobre o fotógrafo Sebastião Salgado que está nomeado para melhor documentário. Tenho alguma curiosidade pelo 'Vício Intrínseco', por ser do grande Paul Thomas Anderson. E pelo 'Invencível', da Angelina Jolie, que não está nomeado para nada.


Acontece-me isto, todos os anos, por esta altura. Há uma quantidade enorme de filmes que gostaria de ver, entusiasmo-me, faço planos, e, no final, acabo por ver só dois ou três. Se tanto.

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Monday, January 12, 2015

Um dia de cada vez

infinito-me.jpg


 

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Um dia de cada vez

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Wednesday, January 07, 2015

Somos todos Charlie

charlie.jpg


Um nó na garganta ao longo de todo o dia. Como dizia um colega meu esta tarde, as vidas destas pessoas não valem mais do que as vidas das outras pessoas, mas o que estas mortes simbolizam é inegável - é um atentado à democracia e à liberdade. De todos nós. É impossível não ficar revoltado (outra vez, mais uma vez, quantas vezes mais?).

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Somos todos Charlie

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Um nó na garganta ao longo de todo o dia. Como dizia um colega meu esta tarde, as vidas destas pessoas não valem mais do que as vidas das outras pessoas, mas o que estas mortes simbolizam é inegável - é um atentado à democracia e à liberdade. De todos nós. É impossível não ficar revoltado (outra vez, mais uma vez, quantas vezes mais?).

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Monday, January 05, 2015

Tirar a barriga de misérias

Filmes no cinema e em casa, um amigo cedeu-me uma pen bem recheada e tentei aproveitar ao máximo o facto de, por estes dias, os canais Tv Cine estarem disponíveis para os pobres. Querem saber o que vê uma mãe de família quando não tem que ver o sponj bob, os pinguins de madagáscar ou as tartarugas ninjas? Por exemplo, e entre outras coisas, isto:


Very Good Girls, de Naomi Foner


A Lancheira, de Ritesh Badra


Nebraska, de Alexander Payne


Ida, de Pawel Pawlikowski


Boyhood, de Richard Linklater


Sete Dias Sem Fim, de Shawn Levy


Ontem à noite deixei a meio O Clube de Dallas, de Jean-Marc Vallé e ainda tenho muitos filmes para ver. A felicidade também é isto.

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Tirar a barriga de misérias

Filmes no cinema e em casa, um amigo cedeu-me uma pen bem recheada e tentei aproveitar ao máximo o facto de, por estes dias, os canais Tv Cine estarem disponíveis para os pobres. Querem saber o que vê uma mãe de família quando não tem que ver o sponj bob, os pinguins de madagáscar ou as tartarugas ninjas? Por exemplo, e entre outras coisas, isto:


Very Good Girls, de Naomi Foner


A Lancheira, de Ritesh Badra


Nebraska, de Alexander Payne


Ida, de Pawel Pawlikowski


Boyhood, de Richard Linklater


Sete Dias Sem Fim, de Shawn Levy


Ontem à noite deixei a meio O Clube de Dallas, de Jean-Marc Vallé e ainda tenho muitos filmes para ver. A felicidade também é isto.

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Sunday, January 04, 2015

Então, bom ano novo!

Dez dias depois, os miúdos estão de volta a casa. Com abraços apertados, muitos sorrisos e promessas de que nos vamos portar bem, a sério, mãe (dura só este bocadinho, eu sei, mas há que aproveitar). Mostraram-me as prendas que receberam. Fizemos tostas mistas para o lanche. Atropelaram-se a contar as novidades e as histórias das férias. E agora já estão a matar as saudades da playstation. Amanhã recomeçam as aulas. Na terça-feira desmanchamos a árvore de natal. E tudo voltará lentamente ao seu lugar.


DSCF1298.JPG


 


 E assim, juntos, entramos, finalmente, em 2015. 

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Então, bom ano novo!

Dez dias depois, os miúdos estão de volta a casa. Com abraços apertados, muitos sorrisos e promessas de que nos vamos portar bem, a sério, mãe (dura só este bocadinho, eu sei, mas há que aproveitar). Mostraram-me as prendas que receberam. Fizemos tostas mistas para o lanche. Atropelaram-se a contar as novidades e as histórias das férias. E agora já estão a matar as saudades da playstation. Amanhã recomeçam as aulas. Na terça-feira desmanchamos a árvore de natal. E tudo voltará lentamente ao seu lugar.


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 E assim, juntos, entramos, finalmente, em 2015. 

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Boyhood

boyhood_hires_3.jpg


Vi, finalmente, o maravilhoso filme Boyhood, de Richard Linklater. 


Antes de mais é fantástico que ele tenha conseguido pôr de pé um projecto destes - o filme acompanha a vida de uma família ao longo de 13 anos e foi, de facto, filmado durante esse tempo e sempre com os mesmos actores, o que significa que vemos os miúdos crescerem verdadeiramente, a passarem de crianças a adolescentes e depois a jovens, com as mudanças de voz e as borbulhas (acompanhamos Mason, a personagem principal, dos 5 aos 18 anos), ao mesmo tempo que o pai envelhece e que a mãe engorda e emagrece e os amigos ganham cabelos brancos, tudo isto sem recurso a postiços ou efeitos especiais. Linklater já tinha feito algo semelhante com a trilogia Antes do Amanhecer (1995), Antes do Anoitecer (2003), Antes da Meia Noite (2013), mas agora fê-lo de uma forma ainda mais radical. Em Boyhood, tal como nestes filmes, parece que não acontece grande coisa. A vida desenrola-se à nossa frente. Sem pressas. As pessoas falam muito, porque, na verdade é isso que fazemos durante a maior parte do tempo, falamos e falamos, e dizemos coisas sem importância nenhuma e outras que são muito importantes. As conversas são como as conversas verdadeiras, cheias de repetições e de interrupções e de hesitações. E os silêncios também. E as dúvidas e os sonhos que estas pessoas têm também. E de repente damos por nós a encontrar naquelas personagens imperfeitas e naquelas situações bocadinhos da nossa vida e das pessoas que conhecemos, seja um par de jovens que se encontra num comboio, seja um casal a tentar sobreviver à rotina, seja um adolescente que não sabe muito bem o que fazer com a sua vida. Ou uma mãe que batalha para refazer a sua vida ao mesmo tempo que educa sozinha os dois filhos. E depois os filmes acabam sem acabar, como a vida, que continua, sabe-se lá para onde.


BOYHOOD.jpg

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Boyhood

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Vi, finalmente, o maravilhoso filme Boyhood, de Richard Linklater. 


Antes de mais é fantástico que ele tenha conseguido pôr de pé um projecto destes - o filme acompanha a vida de uma família ao longo de 13 anos e foi, de facto, filmado durante esse tempo e sempre com os mesmos actores, o que significa que vemos os miúdos crescerem verdadeiramente, a passarem de crianças a adolescentes e depois a jovens, com as mudanças de voz e as borbulhas (acompanhamos Mason, a personagem principal, dos 5 aos 18 anos), ao mesmo tempo que o pai envelhece e que a mãe engorda e emagrece e os amigos ganham cabelos brancos, tudo isto sem recurso a postiços ou efeitos especiais. Linklater já tinha feito algo semelhante com a trilogia Antes do Amanhecer (1995), Antes do Anoitecer (2003), Antes da Meia Noite (2013), mas agora fê-lo de uma forma ainda mais radical. Em Boyhood, tal como nestes filmes, parece que não acontece grande coisa. A vida desenrola-se à nossa frente. Sem pressas. As pessoas falam muito, porque, na verdade é isso que fazemos durante a maior parte do tempo, falamos e falamos, e dizemos coisas sem importância nenhuma e outras que são muito importantes. As conversas são como as conversas verdadeiras, cheias de repetições e de interrupções e de hesitações. E os silêncios também. E as dúvidas e os sonhos que estas pessoas têm também. E de repente damos por nós a encontrar naquelas personagens imperfeitas e naquelas situações bocadinhos da nossa vida e das pessoas que conhecemos, seja um par de jovens que se encontra num comboio, seja um casal a tentar sobreviver à rotina, seja um adolescente que não sabe muito bem o que fazer com a sua vida. Ou uma mãe que batalha para refazer a sua vida ao mesmo tempo que educa sozinha os dois filhos. E depois os filmes acabam sem acabar, como a vida, que continua, sabe-se lá para onde.


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