Sunday, August 31, 2014

Dançando


Com Adriana Calcanhotto. A dois meses dos 40.

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Dançando


Com Adriana Calcanhotto. A dois meses dos 40.

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Friday, August 29, 2014

Mãe de rapazes (V)



O que estás a fazer, mãe? Também podemos experimentar?

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Mãe de rapazes (V)



O que estás a fazer, mãe? Também podemos experimentar?

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Thursday, August 28, 2014

Assim vamos

Não trabalhar. Não pensar em trabalho. Não stressar. Sair da rotina. Cozinhar o mínimo possível. Não ter horários. Não saber o que se passa e isso não fazer diferença nenhuma. As férias também servem para isto, para estar desligada do mundo. Quase sem internet. Sem televisão. Sem jornais. Com as notícias que calha ouvir na rádio e os telefonemas dos amigos e da família que querem saber se estamos bem. Estamos. Estamos mais ou menos como estávamos aqui, mas muito melhor porque com muito menos crises existenciais. E as crianças mais crescidas, que, nos dias bons, até me deixam descansar e ler na praia. E os amigos com quem gostamos de estar. E os dias de calor em que somos quase os últimos a sair da praia.



Assim vamos. Nada mal, pois não?

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Assim vamos

Não trabalhar. Não pensar em trabalho. Não stressar. Sair da rotina. Cozinhar o mínimo possível. Não ter horários. Não saber o que se passa e isso não fazer diferença nenhuma. As férias também servem para isto, para estar desligada do mundo. Quase sem internet. Sem televisão. Sem jornais. Com as notícias que calha ouvir na rádio e os telefonemas dos amigos e da família que querem saber se estamos bem. Estamos. Estamos mais ou menos como estávamos aqui, mas muito melhor porque com muito menos crises existenciais. E as crianças mais crescidas, que, nos dias bons, até me deixam descansar e ler na praia. E os amigos com quem gostamos de estar. E os dias de calor em que somos quase os últimos a sair da praia.



Assim vamos. Nada mal, pois não?

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Sunday, August 24, 2014

Dias bons

 


 


Os amigos. Um sítio onde nos sentimos em casa. A paisagem do Alentejo. Os putos felizes com a piscina, os cães, as bicicletas, o sol, os pés descalços na terra, as plantas para regar, as ovelhas que passam. Os amigos dos amigos. Comer e beber. Conversar. Muitas gargalhadas. Um livro. Uma selfie para a despedida. Três dias sem birras nem gritos. Férias.

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Dias bons

 


 


Os amigos. Um sítio onde nos sentimos em casa. A paisagem do Alentejo. Os putos felizes com a piscina, os cães, as bicicletas, o sol, os pés descalços na terra, as plantas para regar, as ovelhas que passam. Os amigos dos amigos. Comer e beber. Conversar. Muitas gargalhadas. Um livro. Uma selfie para a despedida. Três dias sem birras nem gritos. Férias.

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Thursday, August 21, 2014

"Coming out of my cage"



The Killers, 'Mr. Brightside'.



17 dias a contar a partir de agora.

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The Killers, 'Mr. Brightside'.



17 dias a contar a partir de agora.

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Wednesday, August 20, 2014

"Move forward"

"Change is not something that we should fear. Rather, it is something that we should welcome. For without change, nothing in this world would ever grow or blossom, and no one in this world would ever move forward to become the person they're meant to be."


B.K.S. Iyengar (1918-2014)



Havia um livro lá em casa, que tenho quase a certeza que era deste guru, com fotografias das várias posições e explicações. li-o muito na adolescência e consegui, sozinha, aplicar o método de relaxamento do corpo quando tinhas insónias. mais tarde, cheguei a praticar yoga, por pouco tempo. foi aí que aprendi a respirar para me acalmar em situações de stress. nunca consegui fazer nenhuma posição como deve ser mas tenho pena. e tenho ainda mais pena de não conseguir ser uma pessoa calma, uma dessas pessoas que mantém a calma apesar de tudo e que consegue abstrair-se do mundo à sua volta e concentrar-se apenas no que é essencial. Mas isso, acho, nunca vai acontecer.

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"Move forward"

"Change is not something that we should fear. Rather, it is something that we should welcome. For without change, nothing in this world would ever grow or blossom, and no one in this world would ever move forward to become the person they're meant to be."


B.K.S. Iyengar (1918-2014)



Havia um livro lá em casa, que tenho quase a certeza que era deste guru, com fotografias das várias posições e explicações. li-o muito na adolescência e consegui, sozinha, aplicar o método de relaxamento do corpo quando tinhas insónias. mais tarde, cheguei a praticar yoga, por pouco tempo. foi aí que aprendi a respirar para me acalmar em situações de stress. nunca consegui fazer nenhuma posição como deve ser mas tenho pena. e tenho ainda mais pena de não conseguir ser uma pessoa calma, uma dessas pessoas que mantém a calma apesar de tudo e que consegue abstrair-se do mundo à sua volta e concentrar-se apenas no que é essencial. Mas isso, acho, nunca vai acontecer.

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Tuesday, August 19, 2014

No dia mundial da fotografia


Uma prenda do meu fotógrafo preferido e um serão a organizar uma parte das fotografias do último ano em álbuns. Pequenos prazeres.

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No dia mundial da fotografia


Uma prenda do meu fotógrafo preferido e um serão a organizar uma parte das fotografias do último ano em álbuns. Pequenos prazeres.

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A felicidade nas coisas pequenas (XXI)

O sol a pôr-se na praia.


As amigas mais antigas.


A alegria das crianças nas fotografias que o avô manda lá do Alentejo.


Figos. Ainda este ano não tinha comido figos.

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A felicidade nas coisas pequenas (XXI)

O sol a pôr-se na praia.


As amigas mais antigas.


A alegria das crianças nas fotografias que o avô manda lá do Alentejo.


Figos. Ainda este ano não tinha comido figos.

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Sunday, August 17, 2014

"Tudo de bom ela tem" (e também tem um fim)


'A Felicidade', Tom e Vinicius

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"Tudo de bom ela tem" (e também tem um fim)


'A Felicidade', Tom e Vinicius

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Friday, August 15, 2014

Paris: a Torre Eiffel e o resto

Sábado, depois das baquetes ao pequeno-almoço, fomos passear. Era o nosso dia em Paris. E mesmo com o tempo um pouco instável nada nos impediria de ver tudo o que queríamos ver. A pé, passando pelo Pompidou e pela Câmara Municipal, até ao rio. A pé, junto ao rio, espreitando as "praias", até à Ponte das Artes. Os miúdos ficaram encantados e passaram ali algum tempo a tentar abrir os cadeados. Quase todas as pontes de Paris têm cadeados mas aquela é realmente impressionante, brilhando ao sol. E não deixa de ser irónico que tanto "amor" esteja a ameaçar a ponte.


   

Atravessámos a rua para ir ver o Louvre - por fora, só por fora, tínhamos esgotado a nossa paciência para filas com a Disney. Fomos de metro até aos Champs-Élyseés e sentimos a imponência do Arco do Triunfo. Depois, outra vez de metro até ao Trocadero e abancámos na relva, a piquenicar com vista para a Torre Eiffel. Sem pressas. Porque isto de brincar a apanhada e às escondidas num jardim em Paris é outra coisa.


   

Finalmente, chegámos à Torre Eiffel. Uma multidão, uma birra, muitas fotografias. Descemos pelos jardins. Com tempo. Com brincadeiras. Que as crianças já começavam a ficar um bocadinho cansadas. Fomos a pé até aos Invalides, onde encontrámos uma manifestação e aproveitámos para lhes falar de Israel e da Palestina. Mas os miúdos, claro, estavam pouco interessados em política internacional. Só tinham olhos para o aparato da polícia de choque, as armas, os cães, os carros, os capacetes, centenas de polícias que fecharam completamente a praça e nos impediram de atravessar a linda ponte Alexandre III. Apanhámos o metro de volta para casa.

   

No dia seguinte, domingo, ainda tivemos tempo para passear mais um bocadinho. De pé até Notre Dame para ver a catedral onde se escondia o Corcunda, de autocarro Castor (porque havia umas estações de metro em obras) até aos Bateaux Mouches e, por fim, um passeio pelo Sena, para terminar em beleza a nossa viagem e nos despedirmos da Torre Eiffel.

Voltámos a casa, fizemos as malas, apanhámos o comboio para Orly e depois o avião Airbus A320 Agostinho da Silva, da TAP, para Lisboa. Chegámos a casa às 23.00, direitinhos para a cama. Mas com muitas histórias para contar e memórias para guardar. A viagem, vendo bem, ainda não terminou.

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Paris: a Torre Eiffel e o resto

Sábado, depois das baquetes ao pequeno-almoço, fomos passear. Era o nosso dia em Paris. E mesmo com o tempo um pouco instável nada nos impediria de ver tudo o que queríamos ver. A pé, passando pelo Pompidou e pela Câmara Municipal, até ao rio. A pé, junto ao rio, espreitando as "praias", até à Ponte das Artes. Os miúdos ficaram encantados e passaram ali algum tempo a tentar abrir os cadeados. Quase todas as pontes de Paris têm cadeados mas aquela é realmente impressionante, brilhando ao sol. E não deixa de ser irónico que tanto "amor" esteja a ameaçar a ponte.


   

Atravessámos a rua para ir ver o Louvre - por fora, só por fora, tínhamos esgotado a nossa paciência para filas com a Disney. Fomos de metro até aos Champs-Élyseés e sentimos a imponência do Arco do Triunfo. Depois, outra vez de metro até ao Trocadero e abancámos na relva, a piquenicar com vista para a Torre Eiffel. Sem pressas. Porque isto de brincar a apanhada e às escondidas num jardim em Paris é outra coisa.


   

Finalmente, chegámos à Torre Eiffel. Uma multidão, uma birra, muitas fotografias. Descemos pelos jardins. Com tempo. Com brincadeiras. Que as crianças já começavam a ficar um bocadinho cansadas. Fomos a pé até aos Invalides, onde encontrámos uma manifestação e aproveitámos para lhes falar de Israel e da Palestina. Mas os miúdos, claro, estavam pouco interessados em política internacional. Só tinham olhos para o aparato da polícia de choque, as armas, os cães, os carros, os capacetes, centenas de polícias que fecharam completamente a praça e nos impediram de atravessar a linda ponte Alexandre III. Apanhámos o metro de volta para casa.

   

No dia seguinte, domingo, ainda tivemos tempo para passear mais um bocadinho. De pé até Notre Dame para ver a catedral onde se escondia o Corcunda, de autocarro Castor (porque havia umas estações de metro em obras) até aos Bateaux Mouches e, por fim, um passeio pelo Sena, para terminar em beleza a nossa viagem e nos despedirmos da Torre Eiffel.

Voltámos a casa, fizemos as malas, apanhámos o comboio para Orly e depois o avião Airbus A320 Agostinho da Silva, da TAP, para Lisboa. Chegámos a casa às 23.00, direitinhos para a cama. Mas com muitas histórias para contar e memórias para guardar. A viagem, vendo bem, ainda não terminou.

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Thursday, August 14, 2014

Isto soa-me vagamente familiar

"Our entire European vacation has been like this — a grand apology tour. Although no heirloom vases have been shattered at any of our stops, sandboxes have been emptied, paint has been splattered, soccer balls have been kicked over fences and buckets of water have been dumped. My two sons are exuberant fellows: They have rarely met a hallway they didn’t want to careen down, a coffee table they didn’t want to race around or a cushion they didn’t want to jump on.


They are children.


Only they’re not just children; they’re boy children."


Estava a ler isto e a lembrar-me dos nossos dias em Paris e da minha amiga a perguntar-me "mas como é que tu não tens uma doença do coração?". Não sei como, na verdade. Quando era mais pequeno, o meu filho Pedro era conhecido numa parte da família como "Pedro Pára" porque passávamos o dia inteiro a repetir Pedro, pára, Pedro, pára, de tal forma que parecia que uma palavra não podia vir sem a outra. Os meus filhos sempre foram assim enérgicos, mexidos, sempre andaram a correr por todo o lado, sempre aos saltos, sempre preferiram as brincadeiras físicas às brincadeiras calminhas. Mesmo agora que o António já está numa idade diferente e já se entretém bastante com as várias tecnologias, quando está com o irmão ou com outras crianças e, sobretudo, se estiver na rua/no jardim/ no parque, fica completamente imparável. Ficam os dois imparáveis. Palpita-me que os meus filhos subiram a todos os muros de Paris, escalaram a todos postes, pularam em todas as escadas, empoleiraram-se em todas as varandas e pontes e o Pedro ainda se espojou em todo o lado, mesmo no chão mais sujo. É muito cansativo para quem tem de tomar conta. É preciso estar sempre de olho, é preciso repetir muitas vezes não, párem, voltem, não, não, não, cada vez mais alto, até eles obedecerem. E às vezes é preciso simplesmente deixá-los ir, correr, explorar, brincar. Vivemos neste equlíbrio precário. Que sejam enérgicos mas que saibam comportar-se quando é preciso que se portem bem - esse é o objectivo a alcançar. Há dias em que sim, há dias em que não. Estamos a trabalhar nisso. Havemos de chegar lá.


Como escreve Lynn Messina:


"Sure, we all want our children to be polite and courteous and the perfect house guests, but we also want them to one day scale walls."

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Isto soa-me vagamente familiar

"Our entire European vacation has been like this — a grand apology tour. Although no heirloom vases have been shattered at any of our stops, sandboxes have been emptied, paint has been splattered, soccer balls have been kicked over fences and buckets of water have been dumped. My two sons are exuberant fellows: They have rarely met a hallway they didn’t want to careen down, a coffee table they didn’t want to race around or a cushion they didn’t want to jump on.


They are children.


Only they’re not just children; they’re boy children."


Estava a ler isto e a lembrar-me dos nossos dias em Paris e da minha amiga a perguntar-me "mas como é que tu não tens uma doença do coração?". Não sei como, na verdade. Quando era mais pequeno, o meu filho Pedro era conhecido numa parte da família como "Pedro Pára" porque passávamos o dia inteiro a repetir Pedro, pára, Pedro, pára, de tal forma que parecia que uma palavra não podia vir sem a outra. Os meus filhos sempre foram assim enérgicos, mexidos, sempre andaram a correr por todo o lado, sempre aos saltos, sempre preferiram as brincadeiras físicas às brincadeiras calminhas. Mesmo agora que o António já está numa idade diferente e já se entretém bastante com as várias tecnologias, quando está com o irmão ou com outras crianças e, sobretudo, se estiver na rua/no jardim/ no parque, fica completamente imparável. Ficam os dois imparáveis. Palpita-me que os meus filhos subiram a todos os muros de Paris, escalaram a todos postes, pularam em todas as escadas, empoleiraram-se em todas as varandas e pontes e o Pedro ainda se espojou em todo o lado, mesmo no chão mais sujo. É muito cansativo para quem tem de tomar conta. É preciso estar sempre de olho, é preciso repetir muitas vezes não, párem, voltem, não, não, não, cada vez mais alto, até eles obedecerem. E às vezes é preciso simplesmente deixá-los ir, correr, explorar, brincar. Vivemos neste equlíbrio precário. Que sejam enérgicos mas que saibam comportar-se quando é preciso que se portem bem - esse é o objectivo a alcançar. Há dias em que sim, há dias em que não. Estamos a trabalhar nisso. Havemos de chegar lá.


Como escreve Lynn Messina:


"Sure, we all want our children to be polite and courteous and the perfect house guests, but we also want them to one day scale walls."

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Wednesday, August 13, 2014

Paris: a "magia" da Disney

Vamos lá ver, eu gosto dos carrosséis e das montanhas russas e dessas brincadeiras, gosto mesmo. E a maioria das diversões que experimentámos eram muito fixes. Mas não gosto de multidões e não gosto de filas - sobretudo não gosto de filas que duram quase ou mais do que uma hora. E não gosto de gente mal-encarada. Eu imagino que não seja fácil trabalhar ali todos os dias, a ouvir aquela musiquinha e a aturar turistas barulhentos e putos birrentos, mas pedia-se um pouco mais de sorrisos e de simpatia e de "magia", a tão falada magia da Disney, afinal, aquilo é suposto ser um mundo de encantar. Pedia-se um pouco mais de mickeys e de patos donalds a percorrerem o recinto para animar a criançada. Umas surpresas aqui e ali. Pedia-se um pouco mais de ilusão e de felicidade, imagino que seria isso que o senhor Walt Disney gostaria.


E quanto à parada, aquela para a qual as pessoas esperam mais de meia hora sentadas no chão e depois acotovelam-se para chegar à frente e filmar tudo como se fosse uma maravilha... antes de ir, uma amiga avisou-me que a parada da Disney parecia o carnaval de Torres Vedras. Eu achei que era piada mas não era. Nunca fui ao carnaval de Torres Vedras mas acredito mesmo que seja melhor do que aquilo. Uma pessoa vê aqueles carros alegóricos a passar e não acredita. A sério? É isto a grande parada da Eurodisney?


Dito isto, os miúdos adoraram. Adoraram tudo. Gostaram do palácio da Bela Adormecida e das chávenas da Alice, das grutas dos piratas, dos tiros do Buzz Lightyear e da viagem do Star Wars, dos hamburgueres manhosos e dos bonecos que desfilaram à sua frente com um sorriso postiço, das pipocas, do algodão doce e das pistolas dos Piratas das Caraíbas que comprámos à saída. De tudo. E só por isso valeu a pena.



Na sexta-feira, estivemos na Disney das 10.30 da manhã às 9.00 da noite. Está visto e não tenciono voltar.

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Paris: a "magia" da Disney

Vamos lá ver, eu gosto dos carrosséis e das montanhas russas e dessas brincadeiras, gosto mesmo. E a maioria das diversões que experimentámos eram muito fixes. Mas não gosto de multidões e não gosto de filas - sobretudo não gosto de filas que duram quase ou mais do que uma hora. E não gosto de gente mal-encarada. Eu imagino que não seja fácil trabalhar ali todos os dias, a ouvir aquela musiquinha e a aturar turistas barulhentos e putos birrentos, mas pedia-se um pouco mais de sorrisos e de simpatia e de "magia", a tão falada magia da Disney, afinal, aquilo é suposto ser um mundo de encantar. Pedia-se um pouco mais de mickeys e de patos donalds a percorrerem o recinto para animar a criançada. Umas surpresas aqui e ali. Pedia-se um pouco mais de ilusão e de felicidade, imagino que seria isso que o senhor Walt Disney gostaria.


E quanto à parada, aquela para a qual as pessoas esperam mais de meia hora sentadas no chão e depois acotovelam-se para chegar à frente e filmar tudo como se fosse uma maravilha... antes de ir, uma amiga avisou-me que a parada da Disney parecia o carnaval de Torres Vedras. Eu achei que era piada mas não era. Nunca fui ao carnaval de Torres Vedras mas acredito mesmo que seja melhor do que aquilo. Uma pessoa vê aqueles carros alegóricos a passar e não acredita. A sério? É isto a grande parada da Eurodisney?


Dito isto, os miúdos adoraram. Adoraram tudo. Gostaram do palácio da Bela Adormecida e das chávenas da Alice, das grutas dos piratas, dos tiros do Buzz Lightyear e da viagem do Star Wars, dos hamburgueres manhosos e dos bonecos que desfilaram à sua frente com um sorriso postiço, das pipocas, do algodão doce e das pistolas dos Piratas das Caraíbas que comprámos à saída. De tudo. E só por isso valeu a pena.



Na sexta-feira, estivemos na Disney das 10.30 da manhã às 9.00 da noite. Está visto e não tenciono voltar.

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Toda ela era sedução


Lauren Bacall (1924-2014)

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Toda ela era sedução


Lauren Bacall (1924-2014)

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Paris: primeiras impressões

Conhecemo-nos na fila do check-in, às 5 da manhã de quinta-feira. As crianças numa excitação com a viagem de avião, a Cecília com cadernos e lápis de cera para eles se entreterem no voo. Aprenderam a dizer 'pardon' e 'merci', com uma pronúncia irrepreensível, e depois, já todos amigos, a excitação continuou com o comboio e com o metro e com as ruas de Paris, com eles a absorver todos os detalhes. Se mais nada houvesse, só esta experiência de viajar e de explorar uma cidade estrangeira seria valiosa para eles.

 

Nessa tarde, ficámo-nos pelo nosso bairro e fomos ao Centro Georges Pompidou onde nos deliciámos com a vista sobre a cidade e ainda vimos uma parte da colecção de arte contemporânea. Claro que não deu para ver tudo, tudo nem para ver com muitos pormenores, mas acho que as crianças se divertiram. Havia muitas peças sobre a guerra, as várias guerras. Lá aproveitámos para dar uma explicações. E numa delas até pudemos deixar a nossa marca:


 




 (no entretanto, como já repararam, fui-me tornando especialista em tirar fotografias a pessoas de costas)

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Paris: primeiras impressões

Conhecemo-nos na fila do check-in, às 5 da manhã de quinta-feira. As crianças numa excitação com a viagem de avião, a Cecília com cadernos e lápis de cera para eles se entreterem no voo. Aprenderam a dizer 'pardon' e 'merci', com uma pronúncia irrepreensível, e depois, já todos amigos, a excitação continuou com o comboio e com o metro e com as ruas de Paris, com eles a absorver todos os detalhes. Se mais nada houvesse, só esta experiência de viajar e de explorar uma cidade estrangeira seria valiosa para eles.

 

Nessa tarde, ficámo-nos pelo nosso bairro e fomos ao Centro Georges Pompidou onde nos deliciámos com a vista sobre a cidade e ainda vimos uma parte da colecção de arte contemporânea. Claro que não deu para ver tudo, tudo nem para ver com muitos pormenores, mas acho que as crianças se divertiram. Havia muitas peças sobre a guerra, as várias guerras. Lá aproveitámos para dar uma explicações. E numa delas até pudemos deixar a nossa marca:


 




 (no entretanto, como já repararam, fui-me tornando especialista em tirar fotografias a pessoas de costas)

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