Friday, June 19, 2009

Undo

Um amigo meu costuma dizer que o ideal seria termos duas vidas, pelo menos. Uma para fazer tudo certinho e outra para desbundar à brava. Uma para ser presidente, outra para experimentar todas as tripes. A mim nunca me angustiou esta coisa de ter de acertar à primeira com a vida, sem rascunho. Vivo bem com as minhas decisões e com os meus falhanços e, de uma maneira geral, apenas lamento não me ter esforçado mais para acarinhar algumas pessoas
(ainda hoje isso acontece, passo a vida dizer que devia dar mais atenção aos amigos, na verdade eu não precisava de outra vida, eu precisava era de uma vida com mais tempo)
dizia eu que isto nunca tinha sido um verdadeiro problema para mim. Aprendi a escolher, a fazer concessões, a recuar, a esquecer. Não se pode ter tudo. É simples.
Até ter filhos. Aí sim. Saber que as minhas decisões podem (vão) influenciar a vida deles. Saber que se eu falhar são eles que vão sofrer as consequências. Saber que me cabe a mim educá-los, mostrar-lhes os caminhos, ajudá-los a ser pessoas boas e felizes. Apetecia-me que isto agora fosse um ensaio. Vamos ver como é que corre se experimentarmos desta maneira. E se corresse mal fazíamos de novo. Take 2, take 3, take 4, até sair tudo perfeitinho.

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10 Comments:

Blogger Rita Quintela said...

pois.

1:50 PM  
Blogger Teresa said...

Com as pessoas não há isso de perfeitinho. Vá-se lá saber se seríamos melhores pessoas se os nossos pais tivessem feito tudo bem connosco. Pessoalmente, só peço a oportunidade de emendar a mão se estiver a fazer mal.
Beijo

2:18 PM  
Blogger Sophis said...

Era isso mesmo :)

4:32 PM  
Blogger Ana Sousa said...

Isso é q era...

5:05 PM  
Blogger Pátuá said...

Com filhos tudo muda, é verdade.

beijinhos e bom fim-de-semana

6:13 PM  
Blogger Pedro F said...

Acho que uma das coisas boas da vida é aprender… ter noção de pormenores e sorrir ao pensar que fomos parvos quando não percebemos determinadas coisas. Se soubéssemos que teríamos 2 oportunidades não nos iríamos esforçar tanto na primeira ;) e à segunda já saberíamos dos pormenores. Por isso o melhor será sempre tentar fazer o que gostamos e valorizar mais as coisas
Não sei se precisávamos de mais tempo, mas sei que se deve aproveitar cada momento:) e que às vezes (poucas=P) também me esqueço disso…

3:14 PM  
Blogger Zuza said...

« Pessoalmente, só peço a oportunidade de emendar a mão se estiver a fazer mal»

é isso mesmo Teresa! E para isso uma vida só chega ;))

1:40 PM  
Blogger Rita Vasconcellos said...

Olá
Não tenho filhos , mas acredito que a escolha foi deles antes de já o serem.
As falhas são apenas parte do caminho, pelo que podem passar a ser as cores ou as pedras do destino.
:-)
Abraço

Rita V.

10:43 PM  
Anonymous Sofia Gaivota said...

Também passei a pensar nisso depois de ter tido filhos. Mas a verdade é que se nos recordarmos porque tomamos uma decisão, essa razão terá uma validade na nossa "cabeça". Isto é, as decisões são tomadas de acordo com as circunstâncias (condicionantes) do momento. Se soubessemos que iamos errar optávamos por outra coisa, mas assim a vida perdia a piada e seria um rol de monotonia onde não aprendiamos nada.
Custará sim, um dia, explicar aos nossos filhos que não somos Deuses e que cometemos erros com os quais eles sofreram. Mas acho também que todos passamos por isso e compreendemos que os nossos pais fizeram o melhor que conseguiram :) .

11:45 AM  
Blogger Teresinha said...

adorei o blog =) beijinho

1:50 AM  

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