Monday, May 30, 2022

Ruas sem carros também podem ser ruas com vida

Fomos passar o fim-de-semana a Sevilha. Fomos - eu e um grupo de amigas. Foi espectacular. Por estarmos juntas. Pelas conversas e pelas partilhas e pelas gargalhadas. Porque é muito fixe ver como esta amizade entre seis pessoas tão diferentes e tão parecidas tem evoluído. Porque é bom ter pessoas que são casa. Eu já tinha algumas pessoas assim e, nos últimos anos, ganhei mais estas pessoas-casa e sinto uma enorme alegria por isso. Foi muito fixe também porque comemos maravilhosamente e passeámos e porque (do pouco que vi) achei Sevilha uma cidade muito bonita. Agradável, animada e com poucos carros. Num momento em que em Lisboa se discute tanto esta questão, foi bom passear no centro de Sevilha com tantas ruas sem carros. Não são uma nem duas, são muitas. Ruas largas, ruas estreitas, ruas antigas, ruas novas. E não há carros a passarem nem carros estacionados em cada canto nem carros de pessoas que vão só ali e já vêm nem carros de lojistas nem carros de moradores nem carros de ninguém. Há eléctricos e bicicletas e trotinetes e pessoas a andarem a pé. Muitas pessoas na rua, muitas lojas, muita vida. Todo o centro sem carros. Acho que o Moedas devia ir lá, e os seus acólitos também. Para verem que é possível. Que até pode ser difícil ao início, que é preciso garantir que os transportes públicos funcionam e é preciso todo um trabalho de educação para o civismo mas, sabem, não é assim tão complicado não chegar de carro até à porta da Louis Vitton ou da escola ou do escritório ou do cinema ou do que for. E que é bom passear e parar numa das muitas esplanadas, aproveitando o silêncio e o ar puro.


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