Thursday, July 30, 2015

Da minha janela vê-se o mar

Por estes dias estou em S. Miguel. Há muito tempo que não vinha aos Açores e nunca tinha vindo a esta ilha. É trabalho, é muito trabalho, acreditem, mas pelo meio já provei uma maravilhosa bifana de atum e o melhor bolo de ananás do mundo, chicharros com feijão, queijo que pica na língua e queijadas de leite. A comida, a paisagem verde e as pessoas que tenho o privilégio de ir conhecendo fazem com que o trabalho não custe tanto.


walk 009.jpg


walk 019.jpg


walk 031.jpg


walk 036.jpgTirando a primeira, que são só uns miúdos descalços em Rabo de Peixe, estas são imagens de algumas das peças de arte pública produzidas no âmbito do festival Walk & Talk. A última, o 'Abraço à Ruína', é uma pequena maravilha de Vhils, num torreão no alto de um monte, rodeada de vegetação e silêncio. A arte pode ser (nem sempre, mas pode ser) a melhor iguaria.

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Da minha janela vê-se o mar

Por estes dias estou em S. Miguel. Há muito tempo que não vinha aos Açores e nunca tinha vindo a esta ilha. É trabalho, é muito trabalho, acreditem, mas pelo meio já provei uma maravilhosa bifana de atum e o melhor bolo de ananás do mundo, chicharros com feijão, queijo que pica na língua e queijadas de leite. A comida, a paisagem verde e as pessoas que tenho o privilégio de ir conhecendo fazem com que o trabalho não custe tanto.


walk 009.jpg


walk 019.jpg


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walk 036.jpgTirando a primeira, que são só uns miúdos descalços em Rabo de Peixe, estas são imagens de algumas das peças de arte pública produzidas no âmbito do festival Walk & Talk. A última, o 'Abraço à Ruína', é uma pequena maravilha de Vhils, num torreão no alto de um monte, rodeada de vegetação e silêncio. A arte pode ser (nem sempre, mas pode ser) a melhor iguaria.

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Tuesday, July 28, 2015

Fim-de-semana atrasado

O bom do verão - não me canso de dizê-lo - é que o tempo livre é realmente livre. Não ter horários nem obrigações, seja por um dia ou apenas por umas horas ao fim da tarde, é como ter pequenos momentos de férias mesmo quando eu ainda não estou de férias. Por exemplo, nas folgas. Acordar sem despertador e passar a manhã na ronha. Sem trabalhos de casa (até fico emocionada com isto, pá). Ir ao cinema ver os Mínimos (vão, vão que é mesmo divertido). Ficar no parque naquela hora mágica do entardecer. Deixá-los fazer amigos e correrem livremente. Descalços, a brincar com paus e a sujarem-se todos (que nós não queremos cá totós). Até quererem. Jantar a desoras. Adormecer de cansaço no sofá. São dois dias apenas mas são tão valiosos. 



minimos.jpg

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Fim-de-semana atrasado

O bom do verão - não me canso de dizê-lo - é que o tempo livre é realmente livre. Não ter horários nem obrigações, seja por um dia ou apenas por umas horas ao fim da tarde, é como ter pequenos momentos de férias mesmo quando eu ainda não estou de férias. Por exemplo, nas folgas. Acordar sem despertador e passar a manhã na ronha. Sem trabalhos de casa (até fico emocionada com isto, pá). Ir ao cinema ver os Mínimos (vão, vão que é mesmo divertido). Ficar no parque naquela hora mágica do entardecer. Deixá-los fazer amigos e correrem livremente. Descalços, a brincar com paus e a sujarem-se todos (que nós não queremos cá totós). Até quererem. Jantar a desoras. Adormecer de cansaço no sofá. São dois dias apenas mas são tão valiosos. 



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Sunday, July 26, 2015

E ainda usas carvão?

O meu telemóvel é pré-histórico. Um nokia daqueles minorcas com poucas capacidades e com uma dona igualmente pouco capacitada para as tecnologias. Serve-me para fazer chamadas, mandar e receber mensagens, e pouco mais. Não há internet, nem aplicações, nem fotografias de alta definição, nem nada. Ando há que séculos para comprar um telefone novo. Este está mesmo quase a pifar. E confesso que às vezes me dava jeito ter um bocadinho mais. Ora vê lá aí o caminho. Ora vê lá aí se já chegou o mail. Ora vê lá aí a que horas é que aquilo começa. Ora vê lá aí. Mas ando há que séculos a adiar a mudança. Os amigos gozam comigo e com o meu telefone. Perguntam-me se ainda uso a máquina de escrever azert, se tenho televisão a preto e branco, se já tenho electricidade em casa. É um divertimento. (fora de brincadeiras, no outro dia uma pessoa surpreendeu-se verdadeiramente por eu ainda ter uma agenda moleskine em papel e fez-me sentir como se eu fosse uma ave rara) A verdade é que tenho algum receio de me tornar uma dessas pessoas que estão sempre a olhar para o telefone e que passam os concertos a fazer vídeos e que passam o tempo a postar fotografias daquilo que estão a fazer e que estão sempre a rebentar bolinhas e não sabem estar sem fazer nada, ler um livro no metro, sentar-se numa esplanada a ver os patos, aborrecer-se na sala de espera do hospital. A verdade é que não tenho a certeza de ter forças suficientes para não me tornar uma dessas pessoas. A verdade é que eu já passo tanto tempo em frente dos ecrãs que estes momentos em  que estou longe de um computador são como um descanso forçado. A pausa necessária. Ou então a verdade é que sou mesmo avessa às novas tecnologias e até um bocadinho velha do restelo, e isso não é lá muito bom.


The times they are a changin'. E um dia destes eu vou ter que mudar com eles.


Para pensar um pouco nisto, vejam estas fotografias e ainda este vídeo.

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E ainda usas carvão?

O meu telemóvel é pré-histórico. Um nokia daqueles minorcas com poucas capacidades e com uma dona igualmente pouco capacitada para as tecnologias. Serve-me para fazer chamadas, mandar e receber mensagens, e pouco mais. Não há internet, nem aplicações, nem fotografias de alta definição, nem nada. Ando há que séculos para comprar um telefone novo. Este está mesmo quase a pifar. E confesso que às vezes me dava jeito ter um bocadinho mais. Ora vê lá aí o caminho. Ora vê lá aí se já chegou o mail. Ora vê lá aí a que horas é que aquilo começa. Ora vê lá aí. Mas ando há que séculos a adiar a mudança. Os amigos gozam comigo e com o meu telefone. Perguntam-me se ainda uso a máquina de escrever azert, se tenho televisão a preto e branco, se já tenho electricidade em casa. É um divertimento. (fora de brincadeiras, no outro dia uma pessoa surpreendeu-se verdadeiramente por eu ainda ter uma agenda moleskine em papel e fez-me sentir como se eu fosse uma ave rara) A verdade é que tenho algum receio de me tornar uma dessas pessoas que estão sempre a olhar para o telefone e que passam os concertos a fazer vídeos e que passam o tempo a postar fotografias daquilo que estão a fazer e que estão sempre a rebentar bolinhas e não sabem estar sem fazer nada, ler um livro no metro, sentar-se numa esplanada a ver os patos, aborrecer-se na sala de espera do hospital. A verdade é que não tenho a certeza de ter forças suficientes para não me tornar uma dessas pessoas. A verdade é que eu já passo tanto tempo em frente dos ecrãs que estes momentos em  que estou longe de um computador são como um descanso forçado. A pausa necessária. Ou então a verdade é que sou mesmo avessa às novas tecnologias e até um bocadinho velha do restelo, e isso não é lá muito bom.


The times they are a changin'. E um dia destes eu vou ter que mudar com eles.


Para pensar um pouco nisto, vejam estas fotografias e ainda este vídeo.

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Friday, July 24, 2015

Trepadeiras

O que fazer aos filhos durante as looooongas férias de verão? Esta semana os rapazes estiveram no atelier Trepadeiras de Papel da Casa Fernando Pessoa. Uma amiga chamou-me a atenção para este atelier e a primeira coisa em que reparei foi no preço, bastante mais simpático do que a maioria das coisas deste género. Além disso, o programa era muito giro e eu, ingenuamente, pensei que o António poderia ficar um bocadinho mais animado com a leitura e a escrita se estas actividades se realizassem ao ar livre, em pleno Jardim da Estrela, no meio de outras brincadeiras. Isso não aconteceu mas, ainda assim, mesmo sem jogar futebol e tendo de ler histórias, fazer desenhos e escrever pequenos textos, os miúdos divertiram-se e não houve queixas. Fizeram amigos. Brincaram na/com a natureza. Foram aos baloiços. Treparam na aranha. Treparam nas árvores. Fizeram guerras de bolotas. E o Fernando Pessoa lá pelo meio. 


Para mim, a semana teve outros desafios. Preparar lanches e almoços para esta malta (ufa!). Levar também almoço para mim para poupar tempo e conseguir sair mais cedo do trabalho. Viajar com eles de metro - uma hora entre caminhadas, viagens de metro, troca de linhas e muitos stresses pelo meio (já disse que os meus filhos são imparáveis?) mas, por outro lado, muitas brincadeiras e uma aprendizagem do mundo real que eu acredito ser super importante.


No final do dia, quando os ia buscar, estavam todos sujos, o que é muito bom sinal. E ainda havia tempo para comer um gelado, brincar mais um bocadinho e voltar para casa sem pressas


Como diziam naquele concurso de televisão: prova superada.

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Trepadeiras

O que fazer aos filhos durante as looooongas férias de verão? Esta semana os rapazes estiveram no atelier Trepadeiras de Papel da Casa Fernando Pessoa. Uma amiga chamou-me a atenção para este atelier e a primeira coisa em que reparei foi no preço, bastante mais simpático do que a maioria das coisas deste género. Além disso, o programa era muito giro e eu, ingenuamente, pensei que o António poderia ficar um bocadinho mais animado com a leitura e a escrita se estas actividades se realizassem ao ar livre, em pleno Jardim da Estrela, no meio de outras brincadeiras. Isso não aconteceu mas, ainda assim, mesmo sem jogar futebol e tendo de ler histórias, fazer desenhos e escrever pequenos textos, os miúdos divertiram-se e não houve queixas. Fizeram amigos. Brincaram na/com a natureza. Foram aos baloiços. Treparam na aranha. Treparam nas árvores. Fizeram guerras de bolotas. E o Fernando Pessoa lá pelo meio. 


Para mim, a semana teve outros desafios. Preparar lanches e almoços para esta malta (ufa!). Levar também almoço para mim para poupar tempo e conseguir sair mais cedo do trabalho. Viajar com eles de metro - uma hora entre caminhadas, viagens de metro, troca de linhas e muitos stresses pelo meio (já disse que os meus filhos são imparáveis?) mas, por outro lado, muitas brincadeiras e uma aprendizagem do mundo real que eu acredito ser super importante.


No final do dia, quando os ia buscar, estavam todos sujos, o que é muito bom sinal. E ainda havia tempo para comer um gelado, brincar mais um bocadinho e voltar para casa sem pressas


Como diziam naquele concurso de televisão: prova superada.

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Wednesday, July 22, 2015

Os pormenores fazem toda a diferença

Chegar a casa a horas decentes (por volta das 18.00). Não haver actividades extra-curriculares nem trabalhos de casa. O sol que faz os dias serem compridos. Saber que no dia seguinte podemos acordar um bocadinho mais tarde (não muito, porque ainda assim há quem tenha de ir trabalhar, mas uma hora já faz toda a diferença). Esta semana estamos assim e estamos muito bem.


Bastava-nos tão pouco para sermos tão mais felizes no nosso dia-a-dia.

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Os pormenores fazem toda a diferença

Chegar a casa a horas decentes (por volta das 18.00). Não haver actividades extra-curriculares nem trabalhos de casa. O sol que faz os dias serem compridos. Saber que no dia seguinte podemos acordar um bocadinho mais tarde (não muito, porque ainda assim há quem tenha de ir trabalhar, mas uma hora já faz toda a diferença). Esta semana estamos assim e estamos muito bem.


Bastava-nos tão pouco para sermos tão mais felizes no nosso dia-a-dia.

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Tuesday, July 21, 2015

A natureza das mulheres

No outro dia, encontrei ESTA entrevista a Elisabeth Badinter. Esta senhora, que é uma milionária francesa e feminista, mãe de três filhos que não acredita nisso do instinto maternal, tem a coragem de contrariar (e explicar o porquê de) essa nova (?) tendência que se tornou politicamente correcta de achar que ser mãe é não só o destino natural das mulheres como também é o melhor que uma mulher pode ser; ou que para se ser uma mãe como deve ser tem de se parir com dor, amamentar até aos três anos e deixar o trabalho para ficar em casa a brincar com as crianças até elas irem para a primária (isto tudo enquanto os homens andam lá na vida deles, a fazer coisas de homens). É sempre muito arriscado dizer estas coisas porque há logo gente que aparece a tresler tudo e de repente é como se estivessemos a dizer que não gostamos de ser mães. E não é nada disso. Ouçam-na com atenção e pensem um bocadinho nisto.


Além disso, uma pessoa que é contra as quotas de mulheres é sempre uma pessoa que tem a minha simpatia.


Também vale a pena ler este resumo do que diz Badinter no The Guardian

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A natureza das mulheres

No outro dia, encontrei ESTA entrevista a Elisabeth Badinter. Esta senhora, que é uma milionária francesa e feminista, mãe de três filhos que não acredita nisso do instinto maternal, tem a coragem de contrariar (e explicar o porquê de) essa nova (?) tendência que se tornou politicamente correcta de achar que ser mãe é não só o destino natural das mulheres como também é o melhor que uma mulher pode ser; ou que para se ser uma mãe como deve ser tem de se parir com dor, amamentar até aos três anos e deixar o trabalho para ficar em casa a brincar com as crianças até elas irem para a primária (isto tudo enquanto os homens andam lá na vida deles, a fazer coisas de homens). É sempre muito arriscado dizer estas coisas porque há logo gente que aparece a tresler tudo e de repente é como se estivessemos a dizer que não gostamos de ser mães. E não é nada disso. Ouçam-na com atenção e pensem um bocadinho nisto.


Além disso, uma pessoa que é contra as quotas de mulheres é sempre uma pessoa que tem a minha simpatia.


Também vale a pena ler este resumo do que diz Badinter no The Guardian

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Saturday, July 18, 2015

Só precisas disto (2)


"Love's the greatest thing". Tender, Blur 


Foi um grande concerto ontem à noite. Estou toda moída mas valeu a pena. 

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Só precisas disto (2)


"Love's the greatest thing". Tender, Blur 


Foi um grande concerto ontem à noite. Estou toda moída mas valeu a pena. 

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Só precisas disto


All you need is love, The Beatles

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Só precisas disto


All you need is love, The Beatles

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Friday, July 17, 2015

Vintage

sting.JPGO baixo do Sting, com a madeira gasta.


Cantarmos Every Breath You Take e lembrarmo-nos do anúncio da Shweppes.


Dores nas pernas depois de oito horas num festival de música.

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sting.JPGO baixo do Sting, com a madeira gasta.


Cantarmos Every Breath You Take e lembrarmo-nos do anúncio da Shweppes.


Dores nas pernas depois de oito horas num festival de música.

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Thursday, July 16, 2015

Laços de família

IMG_1273.JPG

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Laços de família

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Monday, July 13, 2015

Apenas miúdos

IMG_1283.JPG


 


A partir desta página foi sempre a chorar até ao fim. Apenas Miúdos, uma viagem com Patti Smith (e Robert Mapplethorpe), pela Nova Iorque dos anos 60 e 70. Tão bom.

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Apenas miúdos

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A partir desta página foi sempre a chorar até ao fim. Apenas Miúdos, uma viagem com Patti Smith (e Robert Mapplethorpe), pela Nova Iorque dos anos 60 e 70. Tão bom.

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Friday, July 10, 2015

Stand up

Há uns tempos, a Catarina lembrou uma frase que também ouvi muito lá em casa: "quanto mais te baixas mais se te vê o rabo". Não é bonito, não senhor, mas é muito verdade. Há momentos na vida em que temos que nos erguer. Seja no contexto profissional ou no pessoal. E pode até dar-se o caso de acontecer tudo no mesmo dia. De manhã no trabalho, à tarde em casa, à noite a cantar isto:



"They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious"


Uprising, dos Muse

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Stand up

Há uns tempos, a Catarina lembrou uma frase que também ouvi muito lá em casa: "quanto mais te baixas mais se te vê o rabo". Não é bonito, não senhor, mas é muito verdade. Há momentos na vida em que temos que nos erguer. Seja no contexto profissional ou no pessoal. E pode até dar-se o caso de acontecer tudo no mesmo dia. De manhã no trabalho, à tarde em casa, à noite a cantar isto:



"They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious"


Uprising, dos Muse

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Wednesday, July 08, 2015

Sebastião Salgado (II)

Último dia destas pequenas férias.


Para arrancá-los da playstation, decidi levá-los à exposição Génesis, de Sebastião Salgado. É uma exposição boa para os miúdos porque tem muitos animais e paisagens do mundo inteiro, mesmo que eles não saibam ainda apreciar a beleza das fotografias dá para ter imensas conversas sobre o fotógrafo, de que já tinham ouvido falar, como é que ele fez para captar aquelas imagens, umas vezes deitando-se no chão, outras voando num balão, os sítios por onde andou, as florestas e os icebergs, os homens que andam quase nus e as pinturas que fazem no corpo. A meio da visita, um dos monitores, simpático, veio propor-lhes um jogo e passámos o resto do tempo a tentar encontrar as imagens escondidas (e com a ajuda do monitor até encontrámos o próprio Sebastião Salgado). Os meus filhos são irrequietos, já se sabe, e é preciso estar sempre a chamar-lhes a atenção para não desatarem a correr e a saltar por todo o lado (não, não estou a exagerar, é mesmo assim), mas de uma maneira geral até estiveram atentos. No final, comeram um gelado e ficámos por ali, ao pé do rio, a aproveitar o sol do fim do dia.


A exposição vale muito a pena e está na Cordoaria Nacional até 2 de agosto. 

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Sebastião Salgado (II)

Último dia destas pequenas férias.


Para arrancá-los da playstation, decidi levá-los à exposição Génesis, de Sebastião Salgado. É uma exposição boa para os miúdos porque tem muitos animais e paisagens do mundo inteiro, mesmo que eles não saibam ainda apreciar a beleza das fotografias dá para ter imensas conversas sobre o fotógrafo, de que já tinham ouvido falar, como é que ele fez para captar aquelas imagens, umas vezes deitando-se no chão, outras voando num balão, os sítios por onde andou, as florestas e os icebergs, os homens que andam quase nus e as pinturas que fazem no corpo. A meio da visita, um dos monitores, simpático, veio propor-lhes um jogo e passámos o resto do tempo a tentar encontrar as imagens escondidas (e com a ajuda do monitor até encontrámos o próprio Sebastião Salgado). Os meus filhos são irrequietos, já se sabe, e é preciso estar sempre a chamar-lhes a atenção para não desatarem a correr e a saltar por todo o lado (não, não estou a exagerar, é mesmo assim), mas de uma maneira geral até estiveram atentos. No final, comeram um gelado e ficámos por ali, ao pé do rio, a aproveitar o sol do fim do dia.


A exposição vale muito a pena e está na Cordoaria Nacional até 2 de agosto. 

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Tuesday, July 07, 2015

A vida é boa (havia dúvidas?)

A vida é boa (havia dúvidas?)

A vida é boa

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11696538_10206277391988207_2068320827_n.jpg


IMG_1272.JPGCombinámos com amigos do peito, escolhemos uma casa que já conhecíamos e desligámos todas as tecnologias. Duas mães, duas raparigas e três rapazes. No segundo dia o sol fez ronha mas isso não nos atrapalhou. No terceiro dia fomos ao centro de saúde para a enfermeira Ana tirar os pontos da perna do António. No quarto dia fomos comer pizza, a única refeição em restaurante. No quinto e no sexto dias ficámos na praia mesmo até ao fim e foi mágico. No sétimo dia fizemos as malas, contrariados. E ainda houve um dia-extra que terminou com banho de mangueira no quintal da tia. (também houve birras e tal mas já não me lembro bem) A vida assim é boa. Mesmo.

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A vida é boa

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IMG_1272.JPGCombinámos com amigos do peito, escolhemos uma casa que já conhecíamos e desligámos todas as tecnologias. Duas mães, duas raparigas e três rapazes. No segundo dia o sol fez ronha mas isso não nos atrapalhou. No terceiro dia fomos ao centro de saúde para a enfermeira Ana tirar os pontos da perna do António. No quarto dia fomos comer pizza, a única refeição em restaurante. No quinto e no sexto dias ficámos na praia mesmo até ao fim e foi mágico. No sétimo dia fizemos as malas, contrariados. E ainda houve um dia-extra que terminou com banho de mangueira no quintal da tia. (também houve birras e tal mas já não me lembro bem) A vida assim é boa. Mesmo.

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