Uma mãe sozinha contra a estatística
Ainda a propósito do filme de Clint Eastwood. Dois dos rapazes da história vivem só com as mães. Quando começam a ter problemas na escola, os professores dizem-lhes que talvez se trate dos efeitos da ausência do pai. Estatisticamente, os filhos de pais sozinhos têm mais problemas na juventude, diz uma professora. O meu deus é maior do que as suas estatísticas, responde uma das mães. Os rapazes têm de facto vários problemas na sua juventude. Mas, no final, a boa formação acaba por se revelar no momento em que põem em risco a própria vida para evitar um massacre.
A verdade, porém, é que a estatística é bastante lixada para as crianças que crescem em famílias monoparentais.
Entre outras coisas:
Portanto, para além de todas as dificuldades logísticas e emocionais inerentes ao facto de estar sozinha com os putos e da adolescência que nunca é fácil em nenhuma família, ainda tenho que estar mais super-alerta porque há mais factores de risco nesta equação. E o que é pior é que isto é palpável a cada dia que passa. Ainda no outro dia tive uma conversa parecida com a do filme com uma professora que me perguntou pela existência de uma figura paternal cá em casa. Infelizmente não sou religiosa e não tive como lhe garantir que contava com a ajuda de deus para conseguir dar conta do recado. A única coisa que posso garantir é que farei o meu melhor.
E que darei luta. Sozinha. Contra a estatística.
Labels: Adolescência, cinema, divórcio, Filhos

2 Comments:
Estatisticamente falando, correlação não é idêntico a causalidade. Não se preocupe com esses estudos.
Não estás sozinha :)
Também me junto a essa luta. Não é fácil ter de agir como mãe e pai, educar pelos dois, impor limites pelos dois, ajudar e estar presente para apoiar pelos dois.
Mas nem por isso passa a ser uma criança de maior risco,ou mais problemática.
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