10 coisas que aprendi nestes 15 anos sobre ser mãe
1 - Nunca serei a mãe que imaginei ser. Essa é a maior frustração.
2 - O amor de mãe (ou de pai) é o maior do mundo. É um cliché mas é verdade.
3 - Ser mãe é ter medo. Constantemente. Medo de que algo de mal lhes possa acontecer, seja uma coisa grave ou uma coisa de nada. Medo de não estar lá quando eles precisam. De não ser suficiente. Que alguém os magoe. Que eles se magoem. Medo.
4 - Os filhos não são como nós queremos. Nós podemos orientá-los, educá-los, puxar por eles, ajudá-los, apoiá-los. Mas eles são como são. E isso é uma coisa boa (mesmo que às vezes não pareça).
5 - Não é preciso ter um bebé na barriga para se ser mãe (os pais não têm bebés nas barrigas e são pais).
6 - Relativizar é preciso. Sempre. Com tudo.
7 - Há momentos em que eles nos odeiam. Custa mas faz parte.
8 - Os filhos crescem. Deixam de caber no nosso colo, deixam de ouvir os nossos conselhos. Temos que os deixar ir. Temos que os deixar escolher. E errar. E aprender. Não é fácil mas tem mesmo de ser.
9 - Poucas coisas são mais dolorosas do que ver um filho triste. Magoado. Doente. Choroso. Abraçamo-lo com força mas a impotência é enorme.
10 - Vê-los felizes é a maior felicidade de todas. Não é possível ser feliz todos os dias a todas as horas. Mas é possível ser feliz de vez em quando. É possível ser feliz com coisas pequenas. E isso é o que nos move. A felicidade está onde menos se espera.
É mentira. Não aprendi nada disto. Ainda estou a aprender. Tenho muitas dúvidas. E há dias em que me apetece desistir. E desespero. E zango-me. E sinto-me muito culpada. E choro. Mas depois acordo no dia seguinte e recomeço. Porque a única coisa que aprendi verdadeiramente, a única lição disto tudo, é que o trabalho de uma mãe nunca acaba.
Ontem foi dia da mãe e foi um dia mau. Vamos ver como será hoje.
Labels: Adolescência, Filhos

10 Comments:
Será diferente.
O texto que mais gostei de ler neste (pós) Dia da Mãe Obrigada pela partilha!
Obrigada, vou guardar nos favoritos para aqui voltar sempre que necessário (ou todas as semanas...)
concordo com tudo. particularmente 2,3,4 mas sobretudo 9,10.
não seja tão exigente consigo ... mas qual é a mãe que não tem dúvidas constantes? e que não continua sempre a aprender? e que não se preocupa para sempre?
Tudo isso é tão, tão, tão verdade, e tão bonito. Acabei de publicar um post, que me senti compelida a escrever, precisamente porque sou mãe, e isso muitas vezes é sofrer com eles e por eles.
Lindo post!
Ser Mãe é um aprendizado constante mas sei que sou a melhor Mãe que sei e que posso. Mães perfeitas? Lamento, não existe isso. Os nossos filhos vão crescer com os traumas e alegrias de terem sido criados por nós. Nunca vi esse peso nos nossos Pais, não sei porque é que esta geração vive nessa angustia.
Também me preocupo e sofro e quero sempre que estejam bem e tenham o melhor mas isso não possível e faz parte da vida.
Um dia abrem as asas e vão à vida deles. Que sejam o mais feliz possivel e comigo por perto, é o que desejo mas pode muito bem não ser assim.
É aproveitar sempre o que temos.
Haja paciência e sapiência para a adolescência que realmente é difícil.
Concordo com todos os pontos descritos. Há dias que colocamos tudo em causa, mas isso faz parte do nosso trabalho de pais
Sou mãe de 3 filhos… a mais velha de 15 anos um menino de 12 anos e um de 18 meses.
Sim… acho que faz parte da missão de mãe sentir-se culpada. Dói muito mais do que pensava ver aquele olhar triste e desiludido quando os proibimos de fazer algo porque sabemos que é o melhor… quando os temos de castigar para aprenderem (ficar sem os telemóveis é um ótimo castigo… quando estão doentes ou frustrados. Faz parte de crescer mas, como lhes digo, "também dói à mãe". A felicidade, … realmente, é o que mais desejamos para os nossos filhos… e não há nada que encha mais o coração de uma mãe do que ouvir um filho disser "Oh mãe… a vida corre-me tão bem… sabes o que aconteceu?..."
E quando falo de Mãe … falo também de Pai!!… Insistem em distinguir os amores, mas aqui em casa o Pai é sempre uma Mãe quando é preciso… e vice versa!
Amar sem limites… não há amor maior… realmente saem-nos da "barriga" (do Pai e da Mãe… mesmo se adotados)… mas nunca da cabeça!!!
Sem dúvida que estamos sempre a aparener e há dias muito maus, mas também há dias bons-
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