Saturday, September 30, 2017

Setembros

No primeiro dia do meu regresso ao trabalho, fui até à Vila Dias, em Xabregas, um lugar que eu nem sabia que existia. Dias depois, sentei-me na plateia do Teatro Nacional D. Maria II, no Rossio, a ver o Lear, como se fosse a primeira vez que ouvia aquele texto. Na semana passada, andei a explorar o Bairro dos Lóios, também conhecido como "pantera cor-de-rosa", em Chelas, mais um sítio onde nunca tinha ido. Esta semana, andei à volta de gente que gosta de música muito diferente da que eu ouço e conheci algumas pessoas mesmo interessantes, como a Violet, uma mulher cheia de garra e de ideias que me disse que os seus planos para o futuro são "fazer as coisas o mais "eu" possível" - que é aquela coisa do sermos nós sem medos nem constrangimentos que tanto persigo.


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a Vila Dias


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o Bairro dos Lóios


Vivem-se dias incertos na imprensa portuguesa, mas enquanto os meus dias forem assim, cheios de aprendizagens e descobertas, de sítios e pessoas e conversas boas, isto vai valendo a pena.


Entretanto, descobri esta versão que os A-ha fizeram do Take on Me que tanto dancei na minha adolescência (e não só) e que agora ouço, emocionada, em modo slow. E penso como desacelerar uma música pode mudar-lhe o significado. Ou então isto é só da idade. E amanhã já é outubro.



"So needless to say
I'm odds and ends
I'll be stumbling away
Slowly learning that life is OK
Say after me
It's no better to be safe than sorry"

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