Amesterdão pela manhã
Amesterdão acordou com muito frio e a chuviscar. Tempo bom para ir ao Rijks Museum, que ainda por cima fica aqui pertinho do hotel. Não sou grande fã destes museus enormes e cheios de coisas diferentes (pinturas do século XVIII e filmes do século XX, loiças, armas, vestidos...), com filas para tudo e gente a acotovelar-se em frente das obras mais importantes, mas, da outra vez que cá estive (há tanto tempo), fomos ao Museu Van Gogh e à Casa da Anne Frank, pelo que me faltava ver este. É daquelas coisas que tem de se fazer. Lá fui, então, ver a Ronda da Noite, do Rembrandt, que é de facto uma obra extraordinária. Há ainda outra que chama as atenções, A Batalha de Waterloo, de Jan Willem Pieneman. Também gostei do Gerard ter Borch, do Gabriel Metsu, do Jan Veth, do Karel Dujardin, do Frans Hals e das fabulosas casas de bonecas de Petronella Oortman. O delírio de uma menina rica, filha de um mercador do século XVII:
Sentei-me num café muito quentinho ali em frente a descansar. Uma coincindência: o livro que estou a ler neste momento é 'Portugal. A flor e a foice', de José Rentes de Carvalho, que o publicou originalmente na Holanda (onde vive) em 1975 e que só agora foi publicado em Portugal. Li pouco. Distraí-me, como sempre, a ver as pessoas. Podia ter ficado ali o resto do dia a ver os turistas de todos os cantos do mundo a tirarem fotografias. Estou farta de encontrar portugueses. Ao pequeno-almoço no hotel, no museu, nas ruas. É engraçado porque como estou sozinha, logo, calada, eles não sabem que eu sou portuguesa e que estou a perceber todas as suas conversas. Ouve-se cada disparate. Continuava a chuviscar. Enfim, lá ganhei coragem para passear mais um bocadinho.Labels: viagem



4 Comments:
ai amesterdão... não me canso dessa cidade! Queremos mais posts!! ;-)
Mas esse livro só sai no dia 21 de Março...
Ups... estou a ler um livro em ante-estreia, Ricardo.
Pois…eu também estou ainda à espera dele…
Onde arranjaste?
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